terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Cientistas identificam proteína que torna a ricina letal
Unidade: Ciência em geral
Assunto: Cientistas identificam proteína que torna a ricina letal
Pesquisadora: Carolina Soares, 12º A nº 4
Resumo: Cientistas austríacos identificaram a proteína que torna a ricina letal, uma toxina utilizada como arma biológica.
Artigo: Um grupo de pesquisadores austríacos conseguiu identificar a proteína que torna letal a ricina, uma toxina utilizada como arma biológica, informou o Instituto de Biotecnologia Molecular da Áustria (IMBA).
Até agora não existe antídoto contra esta toxina, mas a identificação da proteína Gpr107 nas células das vítimas, imprescindível para que esta toxina tenha efeito mortal, é um grande passo para desenvolvê-lo, explicou em comunicado o IMBA.
Ulrich Elling, pesquisador cujos experimentos descobriram essa proteína, considera que não levará muito tempo para criar um antídoto.
O cientista utilizou uma nova tecnologia que permite manter em um curto espaço de tempo mutações no genoma de mamíferos e acredita que será revolucionária no mundo da biotecnologia. Dessa maneira, Elling pôde reproduzir milhões de mutações genéticas em células-tronco de roedores e descobrir a proteína.
Além disso, os pesquisadores lembram que, a partir desta toxina que pode ser obtida das sementes da mamona, alguns grupos terroristas, como a Al Qaeda, tinham mostrado interesse em utilizá-la como arma para atacar shoppings e transportes públicos.
Segundo os especialistas, um grama de ricina pode matar 36 mil pessoas, e é considerada 500 vezes mais potente que o veneno da cobra e 1,5 mil vezes mais letal que o cianureto.
Um dos casos mais conhecidos de envenenamento com ricina foi o assassinato, em 1978, do dissidente búlgaro Georgi Markov, de 49 anos, na ponte de Waterloo de Londres. Markov morreu três dias depois de ter sido atigindo pela ponta envenenada do guarda-chuva de um desconhecido em um ponto de ônibus.
Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5496869-EI238,00-Cientistas+identificam+proteina+que+torna+a+ricina+letal.html
Após aborto espontâneo, gravidez de britânica vira cancro
Unidade: Imunidade e controlo de doenças
Assunto: Após aborto espontâneo, gravidez de britânica vira cancro
Pesquisadora: Carolina Soares, 12º A nº 4
Resumo: Algumas semanas depois de descobrir que estava grávida, uma mulher britânica sofreu um aborto espontâneo devido a uma complicação gestacional.
Artigo: A britânica Charlotte Solomon passou de um dos momentos mais felizes de sua vida para um dos mais assustadores, no espaço de poucos meses. Ao descobrir que estava grávida pela primeira vez, aos 34 anos, ela ficou radiante. Algumas semanas depois, ela sofreu um aborto espontâneo devido a uma complicação gestacional da qual ela nunca havia ouvido falar: uma gravidez molar.
Mas foi a notícia de que as células anormais que haviam ficado em seu útero haviam se transformado em um câncer agressivo que mudou drasticamente sua vida. "É um choque absoluto. Ir da alegria de estar grávida para a tristeza do aborto e aí descobrir que você tem câncer é uma montanha-russa, a coisa mais difícil que já enfrentei", disse Charlotte à BBC Brasil.
Câncer
Mulheres com o problema inicialmente apresentam sintomas normais de gravidez. A partir das seis semanas de gestação, no entanto, a mulher pode ter sangramentos e seus níveis do hormônio da gravidez - o hCG - ficam muito mais elevados que o normal. Após o aborto espontâneo ou por curetagem, na grande maioria dos casos as células anormais desaparecem e os níveis de hCG voltam a zero.
Mas, na Grã-Bretanha, em 16% dos casos de mola hidatiforme e em 0,5% dos casos de molas parciais, o tecido anormal no útero se torna cancerígeno e pode se espalhar rapidamente pelo corpo. No Brasil, não há estatísticas oficiais, mas segundo o especialista Paulo Belfort, esses índices estariam em torno de 23% e 5%, respectivamente, no Rio de Janeiro.
Complicação rara
A gravidez molar acontece quando há um problema no momento da fertilização. Em vez de receber 23 cromossomos do pai e 23 da mãe, em uma gestação molar completa o óvulo fertilizado não contém nenhum material genético da mãe e o do pai é duplicado. Neste caso, não há embrião, mas uma massa de cistos, chamada de mola hidatiforme.
No caso de Charlotte, uma gestação molar parcial, o óvulo fertilizado tem o conjunto normal de cromossomos da mãe, mas o dobro do pai, gerando um total de 69 cromossomos no lugar dos 46 normais. Isso pode acontecer quando os cromossomos do espermatozóide são duplicados ou quando dois espermatozóides fertilizam o mesmo óvulo. O embrião pode começar a se desenvolver, mas não tem como sobreviver.
Não se sabe exatamente o que causa a gravidez molar, mas especialistas dizem que ela tem fundo imunológico e ocorre com maior frequência entre populações mais pobres. Enquanto a incidência do problema em países desenvolvidos fica em torno de uma em mil gestações, no Estado do Rio de Janeiro estima-se que esse número chegue a uma em 200 gestações, segundo cálculos do médico Paulo Belfort, diretor do Centro de Neoplasia Trofoblástica Gestacional, nome científico da gravidez molar, na Santa Casa da Misericórdia.
Quimioterapia
Quando uma gravidez molar é diagnosticada, o procedimento normal é que haja um acompanhamento da paciente com exames periódicos de sangue e urina. Charlotte Solomon não estava particularmente preocupada porque seu médico disse que era extremamente raro que uma mola parcial, como a que ela teve, se transformasse em câncer.
Ainda assim, um mês depois do aborto espontâneo, Charlotte recebeu um telefonema do hospital e, após confirmar o resultado com novos testes, ela teve de começar a quimioterapia no mesmo dia. Ao todo, foram nove meses de tratamento contra o câncer, com três tipos diferentes de quimioterapia. Na fase final, ela chegou a passar 17 horas recebendo uma combinação de remédios intravenosos.
Charlotte parou de trabalhar e se fechou para o mundo. Apenas dois anos após seu casamento, ela teve de raspar a cabeça e viu seu corpo, antes atlético, se transformar.
Mulheres nuas
Em abril deste ano, ela finalmente recebeu a notícia de que estava livre do câncer. "Ainda hoje, me sinto ansiosa e não sou a mesma pessoa de antes. Meu sistema imunológico ainda está enfraquecido e, apesar de estar de volta ao trabalho, estou longe do meu ritmo normal", disse Charlotte.
A experiência acabou inspirando a britânica a ajudar o Hospital de Charing Cross - centro de referência para o tratamento da condição na Grã-Bretanha - a conseguir fundos para uma pesquisa inovadora. "A equipe do hospital foi absolutamente incrível comigo e acho fundamental tentar ajudar pessoas que, infelizmente, vão ter de passar pelas mesmas coisas que passei."
"Tenho sorte de ter amigas maravilhosas, que ficaram ao meu lado durante a doença e que aceitaram posar nuas para um calendário para ajudar a arrecadar dinheiro para pesquisa." Charlotte e 28 amigas foram fotografadas para o calendário "Get Naked 2012" por Chris Dunlop, que trabalha para revistas como Vogue e Vanity Fair. Até o momento, Charlotte já conseguiu o equivalente a R$ 170 mil, muito acima de sua meta inicial, mas o projeto custa R$ 5,6 milhões no total.
Pesquisa de ponta
A equipe do Hospital de Charing Cross está tentando encontrar um marcador biológico que permita que os médicos identifiquem desde o princípio quais molas vão desaparecer e quais vão se transformar em câncer, além de ajudar a determinar que tipo de quimioterapia seria mais eficiente para cada caso.
"Isso é o que se busca em todo o mundo. A pesquisa é absolutamente bem-vinda e necessária", diz Paulo Belfort, que acredita que a doença não recebe a atenção necessária no Brasil por ser considerada muito rara.
Enquanto se esforça para arrecadar dinheiro para pesquisa, Charlotte espera ansiosamente o prazo de um ano recomendado pelos médicos para tentar engravidar novamente. "É muito difícil esperar, mas se eu engravidasse agora, os médicos não saberiam se o nível alto dos hormônios se deve ao bebê ou à reincidência do câncer. Tenho que esperar, já que a minha saúde vem em primeiro lugar."
Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5486433-EI238,00-Apos+aborto+espontaneo+gravidez+de+britanica+vira+cancer.html
Mulheres que amamentam sofrem menos de cancro, diz estudo
Unidade: Imunidade e controlo de doenças
Assunto: Mulheres que amamentam sofrem menos de cancro, diz estudo
Pesquisadora: Carolina Soares, 12º A nº 4
Resumo: Novos estudos indicam que as mulheres têm menos hipóteses de desenvolverem cancro da mama se amamentarem os seus filhos mais de seis meses.
Artigo: As mulheres que amamentam seus filhos por mais de seis meses têm menos chances de desenvolver câncer de mama, segundo um estudo da Universidade de Granada, na Espanha, divulgado nesta sexta-feira. A pesquisa, liderada pela pesquisadora do departamento de Enfermagem María José Aguilar Cordero, descobriu que a amamentação materna é um método eficaz para prevenir o câncer de mama. De acordo com o estudo, o risco de ter a doença diminui 4,3% para cada ano que uma mulher amamenta seus filhos.
O estudo revelou uma ligação significativa entre a idade de diagnóstico do câncer, o tempo de amamentação materna e a existência de históricos familiares e pessoais, e comprovou que não existe relação entre a idade média de diagnóstico do tumor e o fato de ter tido ou não filhos, ao contrário do que muitas pessoas pensavam.
Para realizar o estudo, os pesquisadores trabalharam com uma amostra de 504 mulheres entre 19 e 70 anos, diagnosticadas e tratadas de câncer de mama no Hospital San Cecilio de Granada, entre 2003 e 2008. A análise dos dados revela que apenas 135 não eram mães, enquanto 369 tiveram pelo menos um filho.
Sobre o fator de igualdade de risco, não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre a idade média de diagnóstico do câncer e o fato de ter tido ou não filhos. Os pesquisadores destacaram que atualmente não existe consenso entre os cientistas sobre o papel protetor da gravidez e a amamentação em relação ao desenvolvimento do câncer de mama na mulher.
No entanto, para María José, "é evidente que ambos os processos influenciam positivamente na diferenciação do epitélio mamário e na redução dos níveis de certos hormônios, como o estrogênio, cujo efeito é relacionado ao câncer de mama".
Os autores desta pesquisa acreditam que com esses resultados e o que já foi descrito por outros pesquisadores, a incidência de câncer de mama nos países desenvolvidos poderia ser reduzida em mais de 50% entre as mulheres que amamentam seus filhos por mais tempo.
Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5453820-EI238,00-Mulheres+que+amamentam+sofrem+menos+de+cancer+diz+estudo.html
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Mulheres que comem mais peixe sofrem menos do coração
Unidade: Imunidade e controlo de doenças
Assunto: problemas cardíacos
Os riscos de desenvolvimento de problemas cardíacos são mais raros entre as mulheres em idade fértil que consomem regularmente peixes ricos em ómega 3, revela um estudo dinamarquês.
http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=2169198&seccao=Sa%FAde
Trata-se da primeira investigação que se debruça sobre mulheres entre os 15 e os 49 anos e os benefícios do consumo de peixe na sua saúde cardíaca.
Segundo o estudo, publicado na segunda-feira na revista da Associação Norte-Americana do Coração, as mulheres que consomem pouco ou raramente peixe têm mais de 50 por cento de problemas cardiovasculares face às que consomem peixe regularmente.
De uma maneira geral, as mulheres que consomem pouco ou nada de peixe têm um risco de problemas cardíacos superior a 90 por cento comparativamente com as que comem peixe semanalmente.
O estudo, citado pela agência AFP, abrangeu, durante oito anos, perto de 49 mil mulheres com uma idade média de 30 anos.
A maior parte das inquiridas que consumiam peixe regularmente disse que comia salmão, bacalhau fresco, arenque e cavala, ricos em ómega 3, um ácido gordo polinsaturado ao qual são atribuídas propriedades benéficas para o coração.
Fonte: Catarina Ribeiro
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Composto sintético dissolve o vírus da Aids e pode servir para gel vaginal

Segundo a pesquisadora Zhilei Chen, professora assistente da universidade e responsável pelo trabalho, nesse caso específico o HIV não consegue alterar as proteínas para reforçar sua resistência – algo que até então o tem tornado difícil de tratar.
Embora essa não seja uma cura para a Aids, o PD 404.182 demonstra grande potencial para uso preventivo, especificamente na forma de gel de uso tópico, que poderia ser aplicado no canal vaginal, segundo a autora do estudo. "Sob a forma de gel, o composto serviria como uma barreira, atuando quase que instantaneamente para destruir o vírus antes que ele possa infectar a célula, o que impediria a transmissão do HIV de uma pessoa para outra", destaca. Surpreendentemente, Chen e a equipe não tentavam descobrir um modo de combater o HIV. Eles faziam testes moleculares para potenciais terapias medicamentosas contra o vírus da hepatite C, que pode causar uma doença fatal no fígado. Com um sistema de triagem, os pesquisadores examinaram milhares de compostos em busca daqueles que poderiam bloquear o ciclo de vida do vírus da hepatite C. Os cientistas então testaram o PD 404.182 sobre o HIV, e o composto se mostrou ainda mais eficaz contra o vírus da Aids que contra o da hepatite C. "Acreditamos que esse composto não funcione na proteína viral do HIV, mas em alguma material celular comum a todos os vírus que nós monitoramos”, observa Chen. Como é o caso de qualquer substância com potencial farmacêutico, vários passos ainda são necessários antes que o composto chegue às prateleiras das farmácias. É preciso fazer diversos estudos com animais e análises químicas para aprimorar a eficácia do PD 404.182. Além disso, Chen quer explorar melhor o mecanismo pelo qual o composto rompe o HIV.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Ciclo de vida da Drosophila melanogaster

Fig.2- Um macho e uma fêmea com o óvulo
Fig.3- Larva da Drosophila melanogasterquinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Ficha de leitura nº 17
Unidade: Conservar e preservar o ambiente
Conteúdo: desflorestação
A desflorestação da Floresta Amazónica durante o mês de Outubro atingiu uma área de 385,5 quilómetros quadrados, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Fonte: http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=2157309&seccao=Biosfera
A desflorestação foi 52 por cento superior à verificada em Setembro, quando atingiu os 253,8 quilómetros quadrados de mata destruída. Já em comparação com Outubro de 2010, o nível de desflorestação manteve-se praticamente estável. O estado de Rondônia, no norte do país, foi o mais afectado pela desflorestação, com uma perda de 128,6 quilómetros quadrados de mata no seu território.
O estado do Pará, também ao norte, ficou em segundo lugar, com uma desflorestação de 119,4 quilómetros quadrados. Instituto responsável pela pesquisa realça, no entanto, que os dados não são comparáveis de um mês para outro, uma vez que a área observada varia segundo a visibilidade proporcionada pela presença ou ausência de nuvens no céu.
Em Outubro, 17 por cento do território observado estava coberto por nuvens, enquanto em Setembro apenas 5 por cento do terreno não pode ser observado por condições do tempo.