sábado, 7 de janeiro de 2012

Bebés tranquilos têm menos alergias, diz estudo

Ficha de leitura nº2
Unidade: Reprodução e manipulação da fertilidade
Pesquisadora: Alexandra Esteves
Conteúdo/Assunto: Alergias/Bebés/Gravidez
 
Estudo sueco, que envolveu mais de 200 crianças, mostra que bebês menos stressados e, por isso, com menor concentração da hormona cortisol na saliva, desenvolvem menos alergias do que outras crianças aos 2 anos de idade.
 
De acordo com a pesquisa, publicada no periódico Journal of Allergy and Clinical Immunology, a incidência de alergias em crianças pequenas tem aumentado nas últimas décadas, especialmente nos países ocidentais. Só na Suécia, de 30% a 40% das crianças têm algum tipo de alergia. Acredita-se que uma combinação de fatores ambientais e do estilo de vida durante a gravidez e no início da infância seja a responsável pelo forte aumento desse tipo de doença.
 
“Fatores psicossociais e a hormona cortisol estão associados com doenças alérgicas”, diz Fredrik Stenius, do Instituto Karolinska, que liderou o estudo. “Nosso estudo descobriu que crianças com baixos níveis de cortisol na saliva, enquanto ainda bebés, têm menos alergias durante os dois primeiros anos de vida.”
 
Os pesquisadores acreditam que fatores relacionados à regulação do stress também influenciam o desenvolvimento de alergias em bebés – e não somente em crianças pequenas. Segundo Stenius, o próximo passo da pesquisa é monitorar as crianças durante toda a infância.

Cientistas encontram células-tronco neurais no fundo do olho


Ficha de leitura nº14

Assunto: Células tronco e Olho humano

Cientistas americanos encontraram uma nova fonte de células-tronco neurais dentro do próprio olho humano. As células são consideradas multipotentes, ou seja, podem formar diferentes tipos de células. No entanto, os pesquisadores disseram que ainda é preciso evoluir para explorar essa capacidade de diferenciação.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/01/cientistas-encontram-celulas-tronco-neurais-no-fundo-do-olho.html

Pesquisadora: Daniela Carvalho


De toda forma, essas células-tronco podem ser transformadas em qualquer tipo de célula neural. Isso pode levar ao tratamento de problemas no cérebro ou na medula espinhal, para a recuperação de movimentos.

O material fica em uma camada do fundo do olho, conhecida como "epitélio de pigmento de retina", que dá suporte aos fotorreceptores na retina, onde a imagem é formada. Cerca de 10% das células encontradas nesse tecido têm esse potencial regenerativo.

O achado foi feito com pesquisa em cadáveres que tinham entre 22 e 99 anos de idade, mas as células também podem ser obtidas de pacientes vivos.

“Você pode literalmente enfiar uma agulha no olho e retirar essas células do espaço subretinal”, explicou Sally Temple, do Instituto de Células-tronco Neurais em Rensselaer, no estado de Nova York.

“Essas células são colocadas no embrião e podem ficar adormecidas por cem anos. Ainda assim, você pode retirá-las, colocá-las em cultura e elas começam a se dividir. É bem surpreendente”, completou a especialista.

É possível mudar de tipo sanguíneo?

2º Período
Ficha de leitura nº1
Unidade: Património Genético
Pesquisadora: Alexandra Esteves
Conteúdo/Assunto: Mudar de grupo sanguíneo

Se você é um doador de sangue e se incomoda por ajudar apenas as pessoas do seu grupo, veja a nova descoberta de pesquisadores para mudar seu tipo sanguíneo

(Crédito: Lisa S / Shutterstock.com)
 
Você costuma doar sangue? Para ser um doador, é preciso saber o seu tipo sanguíneo. Mas, muitas vezes, o nosso grupo sanguíneo não é o mesmo de conhecidos e pessoas que gostaríamos de ajudar. Você já quis mudar seu tipo sanguíneo?
 
Até agora isso não é possível, porém, um grupo de cientistas das universidades de Copenhagen, na Dinamarca, e Aix-Marsella, na França, conseguiu identificar duas enzimas que convertem o sangue dos grupos A, B e AB em O.
 
As letras que permitem a classificação do sangue correspondem a açúcares que podem ser encontrados na superfície dos glóbulos vermelhos, e os antígenos dos glóbulos A, B e AB podem causar reações perigosas caso sejam transferidos a pessoas com outro tipo sanguíneo.
 
Por isso, a nova descoberta pode ser muito útil para realizar transfusões seguras entre diferentes tipos sanguíneos, já que o sangue será tratado e ficará livre de seus antígenos.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Estudo desvenda como hepatite C sobrevive no organismo humano

Ficha de leitura nº13

Unidade: Imunidade e Controlode doenças
Assunto: Hepatite C

Uma pesquisa norte-americana descobriu como o vírus da hepatite C sobrevive no corpo humano e mostrou como um novo medicamento pode funcionar no combate à doença.
Os médicos estimam que a maior parte dos pacientes passe meses ou até anos com a enfermidade sem que os sintomas se manifestem. Muitos não sabem que estão infectados. A longo prazo, a hepatite C provoca doença crônica do fígado e aumenta o risco de câncer.

Pesquisador: Daniela Carvalho

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/01/estudo-desvenda-como-hepatite-c-sobrevive-no-organismo-humano.html

O vírus usa material das células humanas para garantir sua sobrevivência. Ele liga uma molécula de suas células, chamada de "microRNA", a outra parecida das células do fígado humano. Com essa ligação, o vírus se estabiliza, se redroduz no fígado e mantém seu ciclo de vida.

“É um exemplo clássico de como os vírus subvertem funções normalmente benéficas da célula para seus próprios propósitos execráveis”, comentou o pesquisador Stanley Lemon, da Universidade da Carolina do Norte, em material de divulgação.

Para quebrar o ciclo de vida do vírus, o estudo publicado na edição desta segunda-feira (2) da revista científica da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, a “PNAS”, sugere o bloqueio da molécula do fígado "usurpada" pelo vírus.