quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Pesquisadores conseguem produzir esperma em laboratório

Ficha de leitura nº4
Unidade: Reprodução e manipulação da fertilidade
Pesquisadora: Alexandra Esteves
Conteúdo/Assunto: Produção de esperma em laboratório
 
 Pesquisadores na Alemanha e em Israel conseguiram produzir sêmem de rato em laboratório, abrindo o caminho para a produção artificial de esperma humano, o que pode revolucionar os tratamentos de fertilidade. O estudo, publicado na revista Nature, detalha o cultivo de células germinativas, que dão origem aos espermatozóides masculinos e aos óvulos femininos.
As células foram colocadas em uma substância gelatinosa, similar à encontrada nos testículos. A substância gelatinosa, chamada Soft Agar Culture System, já era usada em outras pesquisas envolvendo reprodução celular.
O professor Mahmoud Huleihel, da Universidade Ben-Gurion, da cidade israelense de Negev, celebrou a descoberta. "O estudo deve abrir novas estratégias terapêuticas para homens inférteis que não conseguem produzir esperma ou pré-adolescentes com cancro, que correm o risco de ficarem inférteis por causa do agressivo tratamento com quimio e radioterapia", diz.
'Morfologia normal''
O estudo foi feito em parceria com o professor Eitan Lunenfeld, da Universidade de Soroka, em Beer-Sheva, Israel, e o professor Stefan Schlatt, da Universidade de Münster, na Alemanha. Segundo o artigo da Nature, os espermatozóides produzidos em laboratório tinham "morfologia normal".
O experimento também conseguiu reproduzir com sucesso o acrossoma, a parte dianteira do espermatozóide. O artigo diz que a substância gelatinosa usada na experiência "pode ser utilizada em tubos de laboratórios para a maturação de células germinativas de ratos pré-mitóticas ao estágio pós-mitose".
 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Cientistas desenvolvem tratamento 'verde' para hemodiálise na Austrália


Ficha de Leitura nº15
Assunto: Hemodiálise

Três cientistas desenvolveram um programa de hemodiálise na Austrália que utiliza energia solar como opção ecológica e mais barata para fazer funcionar as máquinas que retiram artificialmente impurezas do sangue de pacientes. O trabalho foi divulgado pela Sociedade Americana de Nefrologia e será divulgado em uma revista médica da instituição em 19 de janeiro de 2012.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/01/cientistas-desenvolvem-tratamento-verde-para-hemodialise-na-australia.html

Pesquisadora: Daniela Carvalho

Somente nos primeiros 12 meses de uso do método, os médicos australianos obtiveram uma redução de 76,5% no consumo de energia dos equipamentos. Usados para realizar a limpeza do sangue humano quando os rins dos pacientes já não funcionam corretamente, os aparelhos de hemodiálises utilizam muita água e energia elétrica. Os testes foram realizados no centro médico Barlow Health, na cidade de Geelong, no sudeste do país.

Sessões comuns com os “rins artificiais” levam até cinco horas e ocorrem a cada três vezes por semana. No mundo, quase 2 milhões de pessoas utilizam algum tipo de tratamento de hemodiálise, na maior parte das vezes por conta de doenças nos rins como a insuficiência renal crônica.

Para a equipe, o sistema com energia solar pode se tornar até rentável nos próximos anos. O trio defende pesquisas sobre conservação de água e controle no despejo de dejetos ligados aos tratamento renais. Como justificativa, eles citam a degradação ambiental e as mudanças climáticas motivos suficientes para justificar a busca por métodos alternativos às diálises atuais.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Cientistas criam os primeiros macacos com ADN diferente

Ficha de leitura nº3
Unidade: Reprodução e manipulação da fertilidade/Património Genético
Pesquisadora: Alexandra Esteves
Conteúdo/Assunto: Combinação génica/ Embriões
 
Nasceram em laboratório, nos Estados Unidos, os primeiros macacos gerados a partir de uma mistura de células que representam seis genomas diferentes. É como se o animal tivesse três pais e três mães, ou qualquer combinação de seis animais.
Cientistas criam os primeiros macacos com ADN diferente
 
Um embrião desenvolve-se, geralmente, a partir de uma célula resultante da fusão de um óvulo com um espermatozóide, e que tem um genoma único. Estes macacos são quimeras, ou seja têm genomas diferentes.
Os cientistas conseguiram juntar seis embriões de macacos diferentes, cada um apenas com quatro células. Os embriões misturaram-se, produzindo animais que têm células provenientes dos diferentes embriões. Assim, numa célula o animal pode ter um ADN e noutra célula um ADN diferente.
Na experiência, as células foram misturadas num estágio de desenvolvimento muito precoce, quando cada célula é totipotente, ou seja, é capaz de originar vários tecidos.
O sucesso da experiência não foi imediato. As primeiras experiências foram feitas em ratos mas os cientistas acharam que estas não eram suficientes para provar que também resultariam em seres humanos.
"Não podemos utilizar os ratos como modelos para tudo", disse um pesquisador. "Se queremos migrar estas terapias celulares em laboratório para testes clínicos, e dos ratos para os humanos, temos que perceber o que as células dos primatas podem ou não fazer. Precisamos de estudar bem como seriam estas experiências em humanos".
Os autores enfatizam, no entanto, que ainda não existe qualquer intenção de produzir quimeras humanas.