domingo, 15 de abril de 2012

Etanol: nova enzima promete evolução

Ficha de leitura nº1 (3ºPeríodo)
Unidade: Produção de alimentos e sustentabilidade
Pesquisadora: Alexandra Esteves
Conteúdo/Assunto: Produção de etanol a partir de resíduos agrícolas/Enzimas

Etanol: nova enzima promete evolução

Da Agência Ambiente Energia – Uma nova enzima desenvolvida pela empresa de biotecnologia dinamarquesa Novozynes promete reduzir custos e aumentar os rendimentos na produção de etanol a partir de resíduos agrícolas, como a biomassa da cana-de-açúcar. De acordo com a empresa, a nova enzima (Cellic CTec3) permite um desempenho 50% melhor em relação ao seu produto anterior.  A expectativa é de que ele seja cinco vezes mais eficiente do que produtos similares no mercado. O equivalente a 50 quilos de Cellic CTec3 produziria uma tonelada de etanol de segunda geração a partir da biomassa.
Em 2012 e 2013, dois parceiros da Novozymes utilizarão as novas enzimas em suas operações de produção de etanol celulósico. Os usuários são o grupo italiano Mossi & Ghisolfi (M&G), fabricante de embalagens PET, e a Fiberight, empresa americana especializada na conversão de lixo urbano em combustível renovável. A M&G planeja abrir uma fábrica no norte da Itália para a produção de 45,4 milhões de litros de etanol ao ano a partir da palha de trigo e de outras matérias-primas locais.
Já a Fiberight pretende inaugurar duas fábricas nos Estados Unidos nos próximos dois anos: uma de pequeno porte em Lawrenceville, na Virgínia, outra com capacidade para 22,7 milhões de litros de etanol por ano em Blairstown, no estado de Iowa.
No Brasil, uma pequena unidade de demonstração para produção de biocombustível avançado já está em funcionamento na cidade de Piracicaba (SP). A planta, cuja capacidade de fabricação diária chega a mil litros de combustível celulósico a partir da biomassa de cana, é resultado do acordo firmado entre a Novozymes e o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) em 2007. Até o final do ano, há interesse em integrar esta unidade a uma usina tradicional no país. No final de 2011, a Petrobras também entrou na corrida pelos combustíveis avançados selando um acordo com a Novozymes, para melhorar a eficiência no processo de fabricação do etanol de segunda geração.

sábado, 14 de abril de 2012

Cientistas encontram 'interruptor genético' de câncer no intestino

Ficha de leitura nº1 (3ºPeríodo)

Assunto:'interruptor genético' de cancro no intestino

Uma equipe de pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade Case Western, em Ohio, nos Estados Unidos, identificou um novo mecanismo genético pelo qual se desenvolve o câncer de intestino grosso (também conhecido como câncer colorretal ou câncer de cólon). A pesquisa foi publicada nesta quinta-feira (12) na revista “Science Express”.

Pesquisadora: Daniela Carvalho
Fonte:http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/04/cientistas-relacionam-interruptor-genetico-ao-cancer-de-colon.html


A doença se caracteriza pelo desenvolvimento de um tumor no intestino grosso. Mas pode ser prevenida, pois quase sempre se desenvolve a partir de pólipos (lesões benignas crescidas na parede do intestino) facilmente retirados por meio de exame de colonoscopia.

A equipe descobriu um conjunto de interruptores, ou seja, elementos que "ligam e desligam" genes que podem causar o surgimento desses tumores. Eles criaram o termo VEL, sigla em inglês que significa algo como "potencial variante de genes" para descrever essas mudanças.

Os VELs não são mutações na sequência de DNA real, mas alterações nas proteínas que se ligam ao DNA.

Ao longo de três anos, a equipe mapeou os locais de centenas de milhares de elementos de genes no DNA de tecidos normais e cancerosos do cólon, identificando as variantes genéticas que diferiam entre os dois tipos.

"O que é particularmente interessante é que os Vels definem uma 'assinatura molecular' do câncer do cólon. Significando que eles são encontrados em várias amostras do tumor, apesar do fato de os tumores surgirem em indivíduos diferentes e em diferentes fases da doença, ", diz Peter Scacheri, autor sênior do estudo.

"O passo seguinte será essencial para determinar se podemos usar Vels na ‘medicina personalizada’, como forma de definir grupos distintos de câncer de cólon que diferem em seu comportamento clínico, e para permitir a seleção de medicamentos específicos que melhor tratam um tumor de cólon", diz Sanford Markowitz, oncologista do Seidman Cancer Center, cuja equipe colaborou no estudo.

"O código genético não é apenas uma série de As, Ts, Gs e Cs amarrados juntos. Marcadores epigenéticos de DNA dizem quando, onde e o quanto os genes ligam e desligam para manter as células saudáveis", diz Batool Akhtar-Zaidi, doutorando no laboratório de Scacheri.

"Quando esse mecanismo epigenético é interrompido, como podemos ver com o Vel, isso pode fazer pender a balança para o câncer", conclui Akhtar-Zaidi.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Composto de óleo essencial pode tratar osteoartrose

Ficha de leitura nº1 (3º período)
Assunto:óleo pode tratar osteoporose
 Pesquisador: Miguel Almeida



Uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra (UC) identificou um composto natural, extraído do zimbro, com elevado potencial para o tratamento da osteoartrose, a principal causa de incapacidades motora e laboral a partir dos 50 anos. O composto identificado é o afla-pineno, também presente no eucalipto e pinheiro, que, para a investigação em causa, iniciada em 2007, foi extraído do juniperus oxycedrus, vulgarmente conhecido por zimbro, cedro-de-espanha, oxicedro ou cade. A osteoartrose, conhecida também por reumatismo ou artrose, é uma doença que atinge fundamentalmente a cartilagem das articulações - que funciona como amortecedor e lubrificante para garantir os movimentos - e provoca dor, rigidez, limitação de movimentos e, em fases mais avançadas, deformações. "Não existe um medicamento eficaz para o tratamento da artrose, que afeta milhões de pessoas e cada vez mais, porque a população está a envelhecer", disse hoje à Lusa Alexandrina Mendes, coordenadora da avaliação farmacológica do estudo, que visa desenvolver um medicamento "capaz de travar a doença e promover a regeneração do tecido da cartilagem". A investigadora sublinha que o composto identificado pela equipa demonstrou uma "forte seletividade para a cartilagem, não atuou num leque de outras células do organismo", o que é "um bom indicador de que não provoca efeitos colaterais". "São resultados bastante promissores, mas são ainda necessários muitos passos até podermos chegar a um medicamento", disse, sublinhando a "importância da realização de ensaios com animais, para comprovação da eficácia e de que não há efeitos tóxicos".

Fonte:http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=2409962&seccao=Sa%FAde