sábado, 12 de maio de 2012

Fábrica produz pele humana na Alemanha

Ficha de leitura nº1
Assunto:  produção de pele humana em laboratório
Pesquisadora: Sara Alberto


Investigadores do Instituto Fraunhofer em Estugarda, na Alemanha, descobriram recentemente um método de produção de pele humana artificial rápido e com custos reduzidos. 



A pele é o maior órgão humano e tem sido criado com sucesso em laboratório, mas com custos elevados e através de um processo moroso. Agora, cientistas alemães conseguem fabricar o tecido a partir de uma máquina. A proeza foi realizada no Instituto Fraunhofer, em Estugarda (Alemanha), onde utilizam células de pele humana para recriar novos tecidos e o processo é feito por robôs num ambiente esterilizado para evitar a contaminação dos tecidos.

Já era possível fazê-lo, mas o método era manual e lento. Outra das diferenças que demarcam o recente processo é a capacidade de produzir pele a três dimensões. Neste contexto, engenheiros e biólogos do instituto decidiram unir esforços e criar um projecto único a nível mundial: uma fábrica para pele humana.
Segundo a cientista Heike Walles explica na página da instituição, uma das particularidades da tecnologia é precisamente essa capacidade de criar pele a 3D. Existem sistemas de testes cutâneos que têm apenas uma camada.

Através da tecnologia complexa e do desenvolvimento de diferentes materiais são capazes de produzir várias camadas de pele e de cultivar mais tipos de células num único processo. No futuro, estes avanços científicos poderão reconstruir a órgãos e resolver o problema da rejeição.

Actualmente, a fábrica já produz cinco mil unidades de pele por mês e, por enquanto, a nova técnica é utilizada pela indústria cosmética e farmacêutica, de forma a evitar testes em animais. Para ser usada em outros campos, os investigadores defendem que é necessário fazer mais investigação.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Artrite está associada à depressão e ansiedade

Ficha de leitura nº36
Assunto: Artrite está associada à depressão e ansiedade
Pesquisador: Vanessa

Fonte: http://boasaude.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=9718&mode=browse&titulo=artrite-est%C3%A1-associada-%C3%A0-depress%C3%A3o-e-ansiedade

     A artrite reumatóide, uma doença que causa a inflamação das articulações, pode estar associada à depressão. De acordo com um novo estudo realizado nos Estados Unidos, um terço dos pacientes acima de 45 anos que sofrem de artrite também têm condições que comprometem a saúde mental

    Os dados da pesquisa mostram que dentre pessoas com artrite, a ansiedade é duas vezes mais comum do que a depressão, apesar de a prática clínica focar mais esta condição.

   A pesquisadora Louise Murphy utilizou dados obtidos através de um questionário aplicado pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Foram selecionadas respostas de adultos que tinham sintomas de artrite, e a ansiedade e a depressão foram abordadas através de questões sobre bem estar emocional. Os pesquisadores identificaram 1.793 pessoas que haviam recebido diagnósticos de condições reumáticas de seus médicos.

   Um terço dos participantes disse sofrer pelo menos de uma das duas condições emocionais, e 84% das pessoas que sofriam de depressão também tinham ansiedade. Apesar de os pesquisadores não terem conseguido traçar um perfil de características para pessoas com essas doenças, eles perceberam que apenas metade desse grupo procurou tratamento emocional.
   
   “Dando sua prevalência alta e as opções eficazes de tratamento disponíveis, nós sugerimos que todas as pessoas com artrite sejam examinadas para ansiedade e depressão”, afirma a Dra. Murphy. 

    “Com tantos pacientes de artrite que não procuram tratamento para saúde mental, provedores de cuidados de saúde estão perdendo uma oportunidade de intervenção que poderia melhorar a qualidade de vida de pessoas com artrite”, completa.

    A pesquisa foi publicada no periódico Arthritis Care & Research.

Vitamina D pode ajudar a baixar a pressão arterial

Ficha de leitura nº35
Assunto: Vitamina D pode ajudar a baixar a pressão arterial
Pesquisador: Vanessa

Fonte: http://boasaude.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=9714&mode=browse&titulo=vitamina-d-pode-ajudar-a-baixar-a-press%C3%A3o-arterial

      A pressão arterial elevada pode causar diversos problemas de saúde, incluindo problemas cardíacos. Suplementos de vitamina D têm se mostrado uma arma para baixar a pressão arterial em pacientes com hipertensão.

    O estudo, realizado no Hospital Holstebro, na Dinamarca, envolveu 112 pacientes que tiveram seu nível de vitamina D medido no início da pesquisa. Desses, 92 tinham níveis baixos da vitamina. Após essa primeira medição, os pacientes foram divididos em dois grupos: um que recebeu vitamina D e outro que recebeu um placebo durante 20 semanas.

     Segundo Dr. Thomas Larsen, coordenador da pesquisa, o estudo mostrou que aqueles pacientes que tomaram suplementos de vitamina D apresentaram uma redução significativa na região central da pressão arterial sistólica, quando comparado com o grupo que recebeu um placebo.

     Percebeu-se também uma redução na pressão arterial ambulatorial - pressão arterial medida no braço várias vezes ao dia -, nos pacientes que originalmente apresentavam deficiência em vitamina D.

     “Provavelmente, a maioria dos europeus têm deficiência de vitamina D, e muitos deles apresentam hipertensão também”, diz Dr. Larsen. “A vitamina D não é uma cura para hipertensão nesses pacientes, mas pode ajudar, especialmente no inverno. No entanto, é importante salientar que este foi um estudo pequeno e que são necessários estudos mais amplos para fornecer mais evidências sólidas”, completa.

       Os resultados foram apresentados na European Society of Hypertension Meeting , em Londres.

Estresse na infância pode causar envelhecimento precoce

Ficha de leitura nº34
Assunto: Estresse na infância pode causar envelhecimento precoce
Pesquisador:Vanessa

Fonte: http://boasaude.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=9711&mode=browse&titulo=estresse-na-inf%C3%A2ncia-pode-causar-envelhecimento-precoce

     Traumas e situações de violência vivenciados por crianças podem fazer com que elas passem por processos acelerados de envelhecimento biológico.
    O abuso e o estresse na infância já foram associados a um maior risco de doenças e problemas de saúde na vida adulta, e um novo estudo desenvolvido na Universidade Duke (Estados Unidos) mostra que essas experiências podem também acelerar o envelhecimento físico das vítimas.
      “Essas crianças são mais velhas do que elas deveriam ser”, explica o pesquisador Idan Shalev, o que poderia colocá-las em risco de morte prematura.
     Para investigar essa hipótese, os pesquisadores observaram os telômeros do DNA, que ficam nas pontas dos cromossomos e diminuem com cada divisão de célula. Assim, eles são um indicativo confiável do envelhecimento do corpo. A literatura médica mostra que pessoas que têm telômeros mais longos têm chances maiores de terem tido infâncias tranquilas.
      Os pesquisadores acreditam que o estresse seja o causador do encurtamento dessas estruturas, já que a violência causa maiores níveis de inflamação no corpo. Esse aumento na inflamação seria então responsável pelo menor comprimento dos telômeros.
      De acordo Shalev, a equipe encontrou evidências de que “o envelhecimento do sistema imunológico de crianças pode ser afetado de forma adversa por estresse severo vivenciado na infância, uma cicatriz que pode permanecer durante décadas. Esse estudo ressalta a importância vital da redução da exposição à violência em crianças – tanto do bullying quanto do abuso familiar”.

Teste de sangue pode detetar cancro da mama

Ficha de leitura nº33
Assunto: Teste de sangue pode detetar cancro da mama
Pesquisador: Vanessa

Fonte: http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=2452118&seccao=Sa%FAde



     Investigadores descobriram associação entre cancro da mama e uma modificação genética, possivelmente detectável através de um simples teste ao sangue.
     Foram dados os primeiros passos no desenvolvimento de um teste ao sangue que permita descobrir a existência de cancro da mama no organismo. Esta possibilidade foi levantada depois de uma investigação que abrangeu cerca de 1400 mulheres de diversas idades, sendo que 640 das mesmas desenvolveram cancro da mama.
     Segundo o jornal britânico The Guardian, estes cientistas descobriram uma forte associação entre o risco de contrair cancro da mama e a existência de uma modificação ao nível do gene ATM, identificável por um teste aos glóbulos brancos presentes no sangue.
     As mulheres que mostraram os mais elevados níveis desta modificação têm o dobro da probabilidade de desenvolver cancro da mama em relação a mulheres com estes níveis mais baixos.
Este gene ATM foi também associado a outro tipo de doenças cancerígenas, como diversos linfomas.
Agora, está em desenvolvimento o teste de sangue que, no futuro, pode detectar a doença em estágios muito primários facilitando, assim, a sua cura.

Fumar pode aumentar risco de esquizofrenia

Ficha de leitura nº32
Assunto: Fumar pode aumentar risco de esquizofrenia
Pesquisador: Vanessa

Fonte: http://agencia.fapesp.br/15375

      
      Agência FAPESP – O hábito de fumar pode ampliar o risco de desenvolver esquizofrenia em pessoas saudáveis que possuam variantes genéticas para o transtorno mental. A descoberta está em um estudo publicado esta semana pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
Boris Quednow, do Hospital Universitário de Psiquiatria em Zurique, na Suíça, e colegas identificaram que em pessoas com tais variantes um marcador neurobiológico para a esquizofrenia se mostrou mais presente entre fumantes do que naqueles que não fumam.
Os pesquisadores investigaram a relação entre variantes do gene TCF4 (“fator de transcrição 4”), cuja presença é conhecida por aumentar o risco de desenvolver esquizofrenia, com o déficit de processamento de informações associado ao transtorno. O TCF 4 é uma proteína com papel importante na formação cerebral.
O grupo avaliou 1.821 voluntários saudáveis e encontrou 21 mutações para o gene TCF4. Portadores de quatro dessas variantes apresentaram alterações no processamento de informações sonoras, conforme verificado por exames de eletroencefalografia.
Quando os resultados foram ajustados de acordo com o hábito de fumar, os cientistas observaram que, entre os voluntários com as variantes de risco do gene TCF4, os fumantes apresentaram maiores déficits no processamento de informações. Os déficits foram expressivos tanto para os fumantes leves como para os pesados.
“Como fumar altera o impacto do gene TCF4 na filtragem de estímulos acústicos, o hábito também pode aumentar o papel de genes específicos no risco de desenvolvimento da esquizofrenia”, disse Quednow.
De acordo com os pesquisadores, o tabagismo pode se associar com as mutações no TCF4 assumindo um papel importante no desenvolvimento de prejuízos no processamento de informações associado com a esquizofrenia.
“O hábito de fumar deve ser considerado como um importante cofator para o risco de esquizofrenia em pesquisas futuras”, disse Quednow.

Sono irregular aumenta risco de obesidade e diabetes

Ficha de leitura nº31
Assunto: Sono irregular aumenta risco de obesidade e diabetes
Pesquisador:Vanessa

Fonte: http://agencia.fapesp.br/15438


     Agência FAPESP – Má notícia para quem dorme pouco ou em horários irregulares. Uma nova pesquisa indica que a falta de sono ou padrões de sono que contrariam o relógio biológico humano podem aumentar o risco de desenvolver diabetes e obesidade.
O estudo, feito por cientistas da Harvard Medical School e do Brigham and Women's Hospital, nos Estados Unidos, foi publicado no dia 11 de abril na revista Science Translational Medicine.
Os pesquisadores avaliaram 21 voluntários saudáveis em um ambiente controlado durante seis semanas. Foram regulados fatores como horas de sono, em que período do dia os participantes dormiam, dieta e outras atividades. A ideia foi simular situações que levam ao sono irregular, como turnos de trabalho alternados (diurno e noturno) ou jet lag recorrente.
Inicialmente os participantes dormiram cerca de 10 horas por noite. Em seguida, passaram três semanas com média de 5,6 horas dormidas a cada 24 horas, com períodos de sono alternados, de modo a simular trocas de turno. Para terminar, os voluntários passaram os últimos nove dias da pesquisa dormindo períodos normais e à noite.
Os cientistas observaram que a interrupção prolongada do sono normal e do ritmo circadiano afetou a produção de insulina nos voluntários, levando ao aumento de glicose no sangue. Em alguns casos, a elevação atingiu níveis considerados pré-diabéticos.
Os participantes também apresentaram importante queda em suas taxas metabólicas, que, segundo os autores do estudo, pode ser traduzida em um ganho de peso superior a 4,5 quilos por ano.
A boa notícia é que o estudo verificou que os efeitos danosos puderam ser revertidos em grande parte com a volta do sono para padrões normais. Os pesquisadores ressaltam que os voluntários não se exercitaram durante o período do estudo e pretendem avaliar no futuro interações entre sono, dieta e exercícios.