Ficha de leitura nº 7
Fonte: http://www.boasnoticias.pt/noticias_IST-estreia-laborat%C3%B3rio-de-medicina-regenerativa_8092.html
Investigadores portugueses estão a estudar a possibilidade de o cardo - planta usada para fazer queijo - ter propriedades anti-tumorais. Até agora ainda são apenas hipóteses, mas caso se confirmem as folhas do cardo podem vir a ser usadas no tratamento de dois tipos de cancro geralmente fatais, um da mama e outro do fígado.
Os estudos vêm a ser feitos desde 2008 por uma equipa do Centro de Biotecnologia Agrícola e Agroalimentar do Baixo Alentejo e Litoral (CEBAL), situado em Beja. Os investigadores têm analisado os extratos naturais de várias partes da planta e já conseguiram perceber que os extratos da folha são os mais ativos e têm mais potencialidades fisioterapêuticas, ou seja eficazes no tratamento de doenças, explicou à Lusa a líder do estudo, Fátima Duarte.
A investigação baseou-se na medicina popular, nos relatos que sugerem o uso do cardo em mezinhas e infusões para tratar problemas digestivos. O que estes investigadores descobriram foi que as folhas do cardo podem igualmente ser eficazes no tratamento de dois tipos de cancro raros da mama e do fígado.
O cancro da mama em questão é fatal em quase 100 por cento dos casos e as terapias que existem são "pouco eficientes", disse a especialista à Lusa. O cancro do fígado que está a ser analisado é o hepatocarcinoma humano, também fatal.
Até agora os cientistas verificaram que a folha do cardo parece ser mais eficaz no tipo de cancro da mama, mas no outro os resultados também podem vir a ser promissores.
Para comprovar a eficácia a equipa precisa de realizar ensaios in vitro em ratos de laboratório. No entanto, antes disso, ainda há vários passos a percorrer.
Sabe-se que o extrato da folha "consegue bloquear e reduzir muito significativamente a proliferação das células tumorais", cita a Lusa. Agora os investigadores estão a identificar e caracterizar quimicamente os compostos do extrato, de forma a perceberem quais os que têm potencial anti-tumoral. Pretendem ainda saber se o extrato "consegue influenciar a mobilidade das células tumorais", fenómeno relacionado com a criação de metástases.
A investigação está a ser financiada por fundos comunitários e espera, dentro de quatro ou cinco anos, ter informação suficiente para avançar com os ensaios in vitro.
Fonte: http://www.boasnoticias.pt/noticias_Folha-do-cardo-pode-ser-usada-no-combate-ao-cancro_8253.html
Para enfrentar os ácaros e evitar que destruam as culturas "ou se modificam as plantas das quais se alimentam, usando plantas transgénicas, ou através da utilização de ácaros transgénicos que conseguiriam suplantar os tradicionais que atacam as plantas", adiantou Sara Magalhães.
Em todo o estudo a especialista destaca algo curioso: "na agricultura biológica, o ácaro não é um problema porque existem muitos inimigos naturais que se alimentam dele, que não cresce a níveis preocupantes, do ponto de vista económico".
Levantamento inédito realizado pelo serviço de neurocirurgia do Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo (antigo hospital estadual Brigadeiro), unidade da Secretaria de Estado da Saúde na capital paulista, mostra que nos últimos dois anos, 62% dos usuários que tiveram aneurismas cerebrais fumavam regularmente.
A pesquisa também aponta que 80% dos pacientes submetidos à microcirurgia são do sexo feminino e têm entre 40 e 60 anos. No total foram analisados 250 casos. A unidade atende, em média, mil pessoas por ano com a doença.
O cigarro é capaz de “destruir” a proteína fibrosa e elástica, chamada de elastina, encontrada na parede dos vasos sanguíneos. Por isso, facilita a ocorrência de um aneurisma, que ocorre quando há dilatação anormal de uma artéria do cérebro. É o sangramento causado pelo rompimento deste vaso que pode levar o paciente à morte.
O estudo confirma que os tabagistas estão até 10 vezes mais propensos a apresentarem hemorragias cerebrais causadas por aneurismas. Além disso, o fumo está diretamente ligado ao surgimento de novos casos em pacientes que já trataram ou ainda enfrentam o problema.
“São dados alarmantes, que refletem como o cigarro pode ser danoso à saúde, causando, além de aneurismas, câncer, enfisemas pulmonares e infarto do miocárdio”, diz o médico coordenador do serviço de neurocirurgia vascular, Sérgio Tadeu Fernandes.
Para tratar o aneurisma é necessária intervenção cirúrgica. Na embolização endovascular, técnica minimamente invasiva, o paciente é operado com um pequeno furo feito, geralmente, próximo à virilha. Através desta incisão, entra o material cirúrgico que percorre os vasos do paciente, até o local exato do aneurisma, para preencher o espaço rompido. Há casos, porém, que ainda precisam ser tratados pelo modo convencional, em que há abertura do crânio.
“A doença é silenciosa e apresenta poucos sintomas. Os mais comuns são fortes dores de cabeça. O diagnóstico e o tratamento precoces aumentam as chances de sobrevivência do doente”, destaca o neurocirurgião.
No Hospital de Transplantes são feitas em torno de 20 neurocirurgias micro e endovascular por mês. O Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo fica na avenida Brigadeiro Luís Antonio, 2.651, no Jardim Paulista, e atende pacientes encaminhados pelas unidades básicas de saúde.