terça-feira, 17 de abril de 2012

Novo diagnóstico de tuberculose dá prémio a portugueses

Ficha de leitura nº3
Pesquisador: Miguel Almeida



Novo método de nanodiagnóstico é mais simples e mais barato do que os actualmente existentes 





O desenvolvimento de um novo método de nanodiagnóstico molecular da tuberculose dez vezes mais barato do que os atualmente existentes, e também muito mais rápido, valeu aos investigadores Pedro Viana Baptista e Miguel Viveiros da Universidade Nova de Lisboa o Prémio de Mérito Científico Santander Totta-Universidade NOVA.

 O prémio é entregue amanhã numa cerimónia, às 11 horas, na reitoria daquela universidade. Além "da satisfação pelo reconhecimento do trabalho", a verba de 25 mil euros do prémio é "bem vinda, porque vai toda para a fase que segue: a transposição do trabalho de laboratório para um kit destinado ao terreno, que esperamos ter concluído até final do ano", afirmou ao DN Pedro Viana Baptista.

A ideia de desenvolver um novo método de diagnóstico muito simples, passível de ser utilizado em condições mínimas, "num centro de enfermagem de um país em desenvolvimento, por exemplo, onde seja necessário apenas haver uma fonte de calor, como uma forno solar, com leitura muito fácil e, ao mesmo tempo barato", explica Pedro Viana Baptista, surgiu em 2006. Este investigador, que lidera um grupo no Laboratório de Nanoteragnóstico na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova, iniciou ali o seu trabalho em nanotecnologia para diagnóstico em 2004 e identificou o cancro, que era aliás sua especialidade, a tuberculose e a malária como as três grandes áreas em que era possível desenvolver novas formas de diagnóstico nesta linha. "Conheci o Miguel Viveiros, que dirige no Instituto de Higiene e Medicina Tropical a Unidade de Micobactérias, através de um colega e percebemos que podíamos fazer qualquer coisa nova na área do diagnóstico da tuberculose", conta Pedro Viana Baptista.

Fonte:http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=2416035

Sacolas reutilizáveis podem conter bactérias

Ficha de leitura nº2
Unidade: Produção de alimentos e sustentabilidade/ Imunidade e controlo de doenças 
Fonte: http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2012/04/17/923939/sacolas-reutilizaveis-podem-conter-bacterias.html
Pesquisadora: Alexandra Esteves
Conteúdo/Assunto: Sacolas reutilizáveis com bactérias

Sacolas reutilizáveis podem conter bactérias

Pesquisadores investigam a higiene das sacolas e a frequência que os consumidores lavam os produtos. Resultados são preocupantes

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Pesquisadores afirmam que a quantidade de bactérias encontrada nas bolsas era suficiente para até mesmo levar à morte
 
Sacolas reutilizáveis fazem bem ao meio ambiente, mas não necessariamente para a sua saúde. Pesquisadores da Universidade do Arizona e da Universidade Loma Linda, nos Estados Unidos, testaram sacolas de consumidores de três cidades norte-americanas: Los Angeles, São Francisco e Tucson. Os resultados mostraram que as bolsas podem conter bactérias perigosas para a saúde pública e que, além disso, grande parte dos consumidores não sabe da importância e necessidade de lavá-las frequentemente.
 
Charles Gerba, co-autor e professor da Universidade do Arizona, explicou que, “os resultados sugerem uma ameaça séria à saúde pública, especialmente de bactérias coliformes, incluindo E. Coli, que foi detectada na metade das sacolas testadas”.
 
O pesquisador acrescenta que a quantidade de bactérias encontrada nas bolsas era suficiente para causar uma série de problemas de saúde e até mesmo levar à morte. A situação é particularmente perigosa para crianças pequenas, que são muito vulneráveis a doenças transmitidas por alimentos.
 
Das pessoas entrevistadas, 97% nunca lavaram ou higienizaram as bolsas reutilizáveis. A lavagem das bolsas mata quase todas as bactérias que ficam acumuladas nas sacolas. No total, 84 sacolas foram investigadas (25 em Los Angeles, 25 em São Francisco e 34 em Tucson). Grande parte das contaminações vem do contato do tecido com resíduos de carne. Os cientistas sugerem que as pessoas lavem suas sacolas semanalmente e que possuam bolsas específicas para legumes, carnes, frutas e produtos secos. Além disso, as sacolas devem ser descartadas a cada seis meses.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Tecnologia de tratamentos para humanos é adaptada para animais de estimação

Ficha de leitura nº2
Assunto: Tratamentos adaptados a animais de estimação
Pesquisador: Miguel Almeida




Há dois anos, Tina, 10, a cadela chow chow de Mike Otworth, recebeu diagnóstico de linfoma. O cancro linfático, comum em cães mais velhos, pode ser tratado com quimioterapia, mas quase sempre os tumores reaparecem e os animais morrem.

 Otworth, que mora na Flórida (EUA), testou uma nova opção. Ele levou Tina à Universidade Estadual da Carolina Norte, onde ela foi um dos primeiros cães a receber transplante de medula óssea.

 Com equipamentos doados pela Clínica Mayo, o médico Steven Suter -que implantou a Unidade de Transplante de Medula Óssea Canina da universidade, em 2009- colheu células-tronco saudáveis no sangue de Tina e transplantou-as na medula da cadela, Depois de duas semanas de tratamento e uma conta de US$ 15 mil, Tina voltou à Flórida curada do câncer. Cachorros mais velhos, como Tina, estão sendo beneficiados com os avanços da medicina veterinária. Cânceres, desordens urológicas, problemas articulares e até demência canina podem agora ser diagnosticados e tratados com as novas tecnologias de imagem, drogas mais eficazes, técnicas cirúrgicas e abordagens holísticas como acupuntura.

 O Centro Médico de Animais, em Nova York, criou há dois anos uma clínica para atender à crescente demanda por cirurgias pouco invasivas. No ano passado, foram implantados 630 stents.

 NOVA TECNOLOGIA

 Patti e Dave Halberslaben, de Madison (Wisconsin), recentemente gastaram US$ 10 mil para tratar Chip, uma poodle-maltês de 12 anos, de um tumor cerebral que não podia ser operado. Boa parte do gasto foi nas três sequências de radioterapia na Universidade de Wisconsin, onde 118 cães e gatos foram tratados no ano passado com um sofisticado aparelho de radiação guiada por imagem chamado TomoTherapy.

 O aparelho pode transmitir radiação de qualquer ângulo e divide cada onda em milhares de raios menores, que são dirigidos ao tumor e não atingem tecido saudável.

 Os avanços não são apenas em equipamentos. A empresa farmacêutica Merial, em colaboração com o Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, de Nova York, desenvolveu o Oncept, uma vacina baseada no DNA para melanoma oral, um câncer comum em cachorros. A droga, que foi aprovada pelo Departamento de Agricultura dos EUA, evita que o câncer se espalhe pelo pulmão após a radioterapia, um efeito colateral comum do tratamento.

 No Centro Médico de Animais de Manhattan, Chick Weisse começou a administrar quimioterapia por meio das artérias diretamente nos tumores, permitindo o uso de doses até 50 vezes maiores que as usuais. Ele agora está fazendo experiências com quimioembolização, injetando medicamentos nas artérias em pequenas cápsulas que impedem que as drogas entrem no sistema venoso e se espalhem por todo o corpo do animal.

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1072722-tecnologia-de-tratamentos-para-humanos-e-adaptada-para-pets.shtml

domingo, 15 de abril de 2012

Etanol: nova enzima promete evolução

Ficha de leitura nº1 (3ºPeríodo)
Unidade: Produção de alimentos e sustentabilidade
Pesquisadora: Alexandra Esteves
Conteúdo/Assunto: Produção de etanol a partir de resíduos agrícolas/Enzimas

Etanol: nova enzima promete evolução

Da Agência Ambiente Energia – Uma nova enzima desenvolvida pela empresa de biotecnologia dinamarquesa Novozynes promete reduzir custos e aumentar os rendimentos na produção de etanol a partir de resíduos agrícolas, como a biomassa da cana-de-açúcar. De acordo com a empresa, a nova enzima (Cellic CTec3) permite um desempenho 50% melhor em relação ao seu produto anterior.  A expectativa é de que ele seja cinco vezes mais eficiente do que produtos similares no mercado. O equivalente a 50 quilos de Cellic CTec3 produziria uma tonelada de etanol de segunda geração a partir da biomassa.
Em 2012 e 2013, dois parceiros da Novozymes utilizarão as novas enzimas em suas operações de produção de etanol celulósico. Os usuários são o grupo italiano Mossi & Ghisolfi (M&G), fabricante de embalagens PET, e a Fiberight, empresa americana especializada na conversão de lixo urbano em combustível renovável. A M&G planeja abrir uma fábrica no norte da Itália para a produção de 45,4 milhões de litros de etanol ao ano a partir da palha de trigo e de outras matérias-primas locais.
Já a Fiberight pretende inaugurar duas fábricas nos Estados Unidos nos próximos dois anos: uma de pequeno porte em Lawrenceville, na Virgínia, outra com capacidade para 22,7 milhões de litros de etanol por ano em Blairstown, no estado de Iowa.
No Brasil, uma pequena unidade de demonstração para produção de biocombustível avançado já está em funcionamento na cidade de Piracicaba (SP). A planta, cuja capacidade de fabricação diária chega a mil litros de combustível celulósico a partir da biomassa de cana, é resultado do acordo firmado entre a Novozymes e o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) em 2007. Até o final do ano, há interesse em integrar esta unidade a uma usina tradicional no país. No final de 2011, a Petrobras também entrou na corrida pelos combustíveis avançados selando um acordo com a Novozymes, para melhorar a eficiência no processo de fabricação do etanol de segunda geração.