sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Cientistas portugueses identificam genes dos ácaros-aranhas

Ficha de leitura nº 3
Unidade de ensino: Património genético
Conteúdo/assunto:  A genética na luta contra os ácaros-aranhas
Os ácaros – aranhas são considerados uma praga mundial, prejudicando agricultores. No sentido de evitar essas situações, cientistas tentam descobrir como é que os ácaros vencem as defesas naturais das plantas. Ao elaborar essas pesquisas, estes, identificam os genes responsáveis pela excelente defesa dos ácaros. Esse tipo de conhecimento irá contribuir para que a praga referida não tenha um impacto tão grande, de modo a causar menos prejuízos a nível financeiro
Pesquisadora: Carolina Costa nº 5 Turma 12ºA EM 30/12/11


Cientistas portugueses identificam genes dos ácaros-aranhas
Estudo internacional sobre esta praga agrícola está publicado na «Nature»
2011-11-23

Dois cientistas portugueses participam em estudos que identificaram os genes dos ácaros-aranha (Tetranychus urticae), uma praga agrícola mundial. A investigação tem como finalidade perceber como conseguem vencer as defesas das plantas e tentar evitar a destruição de culturas.
Os resultados do trabalho de 55 investigadores de várias áreas, de dez países, é hoje publicado na revista«Nature» e aborda os ‘truques’ da flexibilidade alimentar do ácaro-aranha através do estudo do seu genoma.
Este pequeno ácaro alimenta-se de mais de mil plantas diferentes, 150 das quais utilizadas na alimentação humana, como milho, tomate, pepino ou citrinos, conseguindo ‘iludir’ as suas defesas contra agressores e sendo responsável por milhões de euros de prejuízos nas colheitas.
Élio Sucena, investigador do Instituto Gulbenkian de Ciência e professor no Departamento de Biologia Animal da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, e Sara Magalhães, investigadora do Centro de Biologia Ambiental da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, fazem parte da equipa que sequenciou o genoma do ácaro-aranha.
“O estudo agora publicado consegue a sequenciação e anotação do genoma do ácaro aranha, que é uma praga agrícola a nível mundial e em Portugal também, de norte a sul do país”, explicou hoje à agência Lusa Élio Sucena.
Os genes comandam várias áreas e existem para que o organismo se desenvolva, para que responda a ataques de microrganismos, a alterações da temperatura, para que o organismo possa explorar uma determinada dieta.
Para Élio Sucena, esta será a praga “mais flexível no tipo de plantas que ataca. Estão descritas interacções, neste caso negativas, com mais de mil plantas diferentes, como maior parte de culturas agrícolas relevantes para a alimentação humana”.
Sara Magalhães insistiu que “uma das grandes questões é perceber como um só ácaro consegue vencer as defesas de plantas tão diferentes” como o pepino, o tomate ou o pimento.

Sara Magalhães, do Centro de Biologia Ambiental da FCUL
“Se conseguirmos saber como ele faz isso, conseguiremos no futuro silenciar esses genes e fazer com que se torne mais susceptível a essas defesas”, explicou a investigadora, acrescentando que outra vertente é a forma como o ácaro se defende dos seus inimigos naturais, como bactérias ou vírus.
Os cientistas querem desenvolver mais este trabalho para perceber quais as formas que o ácaro utiliza para se defender “para depois poder atacá-lo por esse 'calcanhar de Aquiles'”.
Para enfrentar os ácaros e evitar que destruam as culturas “ou se modificam as plantas das quais se alimentam, usando plantas transgénicas, ou através da utilização de ácaros transgénicos que conseguiriam suplantar os tradicionais que atacam as plantas”, especificou Sara Magalhães.
A especialista apontou ainda uma curiosidade: na agricultura biológica, o ácaro “não é um problema porque existem muitos inimigos naturais que se alimentam dele, que não cresce a níveis preocupantes, do ponto de vista económico”.
Como uma pequena aranha, o ácaro produz teias que utiliza para se proteger dos seus inimigos naturais.“Descobrimos que essas sedas são um material altamente resistente, muito elástico e inquebrável”, descreveu Sara Magalhães. Já existem empresas de biotecnologia interessadas em desenvolver esse material e talvez utilizá-lo para produção de novos materiais e tecnologias, acrescentou. http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=51943&op=all

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