sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Pesquisa: maus-tratos na infância alteram genes do stress

Ficha de leitura nº5
Unidade: Património Genético
Pesquisadora: Alexandra Esteves
Conteúdo/Assunto: Maus tratos/Genes do stress
 
Uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade e do Hospital de Genebra descobriu que os maus-tratos na infância modificam a regulação dos genes que controlam o stress na vida adulta, o que pode provocar o desenvolvimento de várias patologias.
Do estudo, participaram 101 adultos, todos eles vítimas de transtorno de personalidade limítrofe, também conhecido como "borderline". A equipe de cientistas observou uma porcentagem significativamente superior de modificação genética no DNA de indivíduos que sofreram maus tratos, abuso físico, sexual, emocional ou carência afetiva em relação aos que não sofreram tais situações.
As conclusões, publicadas na revista especializada Translational Psychiatry, apontam que o stress gerado por abusos provoca uma modificação epigenética do gene receptor de glucocorticóide que atua sobre o eixo hipotálamo-pituitária-adrenal.
Este eixo regula o controle de estricção, segundo a equipe da Faculdade de Medicina da Universidade de Genebra e dos Hospitais Universitários de Genebra. Quando esse eixo se altera pode perturbar a gestão do stress na idade adulta e causar o desenvolvimento de psicopatologias. Os pesquisadores ressaltaram que se os voluntários tivessem sofrido o impacto de outros traumas violentos, como uma catástrofe natural ou um acidente aéreo, os resultados seriam semelhantes.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Mecanismo de proteção do mosquito da malária pode trazer avanços na luta contra a doença


Ficha de leitura nº18
Assunto:Mecanismo de proteção do mosquito da malária pode trazer avanços na luta contra a doença
Pesquisador:Vanessa

Cientistas franceses descobriram que os mosquitos Anopheles
eliminam parte do sangue de suas vítimas junto com a urina, somente para
reduzir sua temperatura, um fato que pode trazer uma nova pista na luta
contra a malária.
Realizado pelo Centro Nacional francês de
Pesquisa Científica (CNRS), o experimento com mosquitos Anopheles, cuja
picada é responsável pela transmissão da malária, descobriu uma
estratégia termorreguladora tida como "surpreendente" pelos cientistas.

Segundo o CNRS, a temperatura corporal dos mosquitos depende da
temperatura ambiente. Cada vez que os mosquitos se alimentam com o
sangue de mamíferos eles se submetem a um forte choque térmico devido à
entrada de um fluxo mais quente em seu corpo.

Para resistir a essa diferença, como revelou o estudo, o mosquito
expele "rapidamente" pela via anal uma pequena gota de urina misturada
com sangue, que, ao entrar em contato com o ar, se evapora e esfria,
permitindo que sua temperatura seja reduzida.

Essa capacidade para evitar seu aquecimento corporal, segundo os
cientistas, garante aos mosquitos a proteção não só de sua integridade
física, mas também de toda sua flora simbiótica e, eventualmente, a dos
parasitas que transmitem.

Se essa eliminação da urina não fosse possível em um prazo tão curto de
tempo, como acrescenta o CNRS, o balanço hídrico desses insetos iria se
alterar, assim como sua capacidade de limitar as mudanças em sua
temperatura corporal.

O experimento, efetuado com a ajuda de uma câmara termográfica
infravermelha, será completado com novas análises para determinar,
segundo os cientistas, se é possível explodir essa "perturbação
fisiológica" no controle da transmissão do Plasmodium, o parasita responsável pelo contágio da malária.

Menopausa mais precoce pode predizer a artrite reumatoide

Ficha de leitura nº17
Assunto: Menopausa mais precoce pode predizer a artrite reumatoide
Pesquisador:Vanessa

Fonte:http://boasaude.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=9544&mode=browse&titulo=menopausa-mais-precoce-pode-predizer--a-artrite-reumatoide

Como a artrite reumatoide (AR)
ocorre mais frequentemente em mulheres do que em homens, tem sido
sugerido que os hormônios reprodutivos podem desempenhar um papel
importante na origem da doença.
Entre 1991 e 1996, 30.447 indivíduos (18.326
mulheres) foram incluídos em um estudo de base comunitária. Informações
sobre as alterações hormonais femininas e fatores relacionados ao
estresse foram obtidos através de um questionário. A idade precoce na
menopausa (= 45 anos) foi associada com o desenvolvimento subsequente
de AR. O efeito da menopausa precoce permaneceu significativo após o
ajuste para o nível de tabagismo, de educação e tempo de amamentação.
Os autores concluíram que a menopausa em idades
mais jovens prediz a artrite reumatoide. Isto implica em uma influência
das alterações hormonais durante o período fértil no desenvolvimento
da AR em mulheres pós-menopáusicas.

Adolescentes obesos têm maior risco de dependência da nicotina na vida adulta

Ficha de leitura nº16
Assunto: Adolescentes obesos têm maior risco de dependência da nicotina na vida adulta
Pesquisador:Vanessa

Fonte:http://boasaude.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=9546&mode=browse&titulo=adolescentes-obesos-t%C3%AAm-maior-risco-de-depend%C3%AAncia-da-nicotina-na-vida-adulta

A obesidade e o tabagismo são duas das causas mais frequentes e
evitáveis de doença e morte nos Estados Unidos, e ambos
sãofrequentemente estabelecidos durante a juventude.
Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia testaram a hipótese de
que adolescentes obesos estariam em maior risco de dependência da
nicotina na vida adulta, e que fatores individuais e sociais mediariam
essaassociação. Dados de 4.000 entrevistados foram utilizados para a
análise.

Nos resultados encontrados, a obesidade dobrou o risco de dependência
da nicotina de mais alto nível. Um familiar fumante era o mais forte
preditor de dependência da nicotina.

A pesquisa concluiu que adolescentes obesos têm maior risco de alto
nível de dependência da nicotina na vida adulta, em comparação com seus
pares não obesos.

Carlos Caldas explica como tumores mamários resistem a tratamentos


Ficha de leitura nº 11

Unidade de ensino: património genético

Conteúdo/assunto: Cancro da mama

O cancro da mama é um conjunto de células cancerígenas, isto é, células com DNA danificado que são prejudiciais para a saúde do individuo que as possui. Nessas células os mecanismos que intervêm na apoptose celular falharam e estas têm a capacidade para se reproduzirem (daí o perigo). Chama-se, neste caso, cancro da mama porque as células referidas situam-se na mama. Numa tentativa de conseguir estudar melhor o cancro para se conseguir arranjar uma possível cura, cientistas descobriram a forma como os receptores de estrogénio, hormona que existe na mulher, se ligam nem diferentes zonas do DNA, este tipo de conhecimento é importante porque as células cancerígenas precisam de estrogénio para sobreviver.

Pesquisadora: Carolina Costa nº5 Turma 12ºA EM 12/01/2012

Carlos Caldas explica como tumores mamários
resistem a tratamentos

Padrões de ligação de estrogénio variam em cancros de prognóstico diferente


Uma equipa de investigadores, especializados em cancro, do Instituto de Investigação de Cambridge, onde se destaca o cientista português Carlos Caldas, descobriu de que forma os receptores de estrogénio (ER) se ligam a diferentes partes do DNA em pacientes com cancro da mama, especialmente nos que têm mais apetência para ter uma recaída, segundo avançou um estudo publicado na «Nature».

Para o cientista português, que assina o artigo com o seu colega J. Carroll, “a observação mais importante é o facto de o estrogénio ter um padrão ‘de ligação’ ou ‘binding’ no genoma, que difere nos tumores de bom e mau prognóstico, porque pelo menos três quartos de cancros da mama são positivos para o receptor do estrogénio".
Esse ER, no fundo, “é uma proteína existente no citoplasma das células, que quando penetra se liga ao receptor que migra para o núcleo, funcionando como um “factor de transcrição”, que por sua vez se liga ao DNA”, segundo explicou ao jornal «Ciência Hoje».

Para chegar a estes resultados, a equipa de Cambridge usou uma tecnologia moderna que mapeou todas as regiões do genoma (onde se liga o estrogénio), ou seja, quantificou todos os locais, onde o ER se liga a células cancerígenas. O mapeamento dos padrões de ligação dos receptores do estrogénio foi feito pela primeira vez em tumores reais.

O objectivo foi responder a uma pergunta comum: “Por que razão estes tumores se tornam resistentes a determinadas terapêuticas, como a hormonoterapia, ou inibidores da aromatase, entre outros?” Os cancros positivos para ER são tratados com esta terapêutica hormonal, mas nem todos respondem, porque se tornam resistentes. Os tumores positivos para o ER, mesmo tratados com intenção curativa – cirurgicamente e com terapias adjuvantes –, podem não ter resultados de melhoria significativos.

“Será que os tumores se tornam resistentes à terapia hormonal por perderem o ER? O trabalho mostra que não”, asseverou Carlos Caldas ao «Ciência Hoje». E sustentou que isto acontece porque “o ER vai para zonas do genoma que são resistentes à terapêutica”. A sua localização pode ocorrer em “diferentes partes do genoma” e é feita com a interação de outra proteína – a FOXA1 –, aliás esta é a responsável pela migração do estrogénio, "é ela que o leva para diferentes partes do genoma”.

Carlos Caldas, Cambridge.
O recente estudo levanta a possibilidade de “desenvolver um fármaco que iniba o FOXA1, de forma a prevenir que o estrogénio se fixe ao DNA e, consequentemente, não exerça efeitos como factor de transcrição” e, assim, sabotando as células cancerígenas que “dependam do estrogénio para sobreviver”, sublinhou ainda o investigador. Contudo, ressalvou que este é “um passo ainda distante”.

ER migratório

Em suma, este trabalho vem mostrar que existem padrões de ‘binding’ (ligação) que variam em tumores de prognóstico diferente, nomeadamente, os resistentes a tratamentos. É importante reter que a resistência às terapêuticas actuais não é causada pela perda do ER, mas por estar localizado noutra zona do genoma.

Os passos que se seguem são: “reproduzir esta experiencia, mas alarga-la a um número muito maior de tumores, para poder consolidá-la e determinar que se conseguimos prevenir que o FOXA1 leve o estrogénio para diferentes zonas do DNA e encontrando um componente ou fármaco que previna a ligação da proteína". Recorde-se que "o ER envia programas de transcrição de genes que levam à sobrevivência de células cancerígenas”, concluiu.

O cientista português Carlos Caldas é actualmente docente no Departamento de Oncologia na Universidade de Cambridge e investigador no Cancer Research UK Cambridge Research Institute.