segunda-feira, 30 de abril de 2012

Diabetes tipo 2 evolui mais depressa nas crianças



Ficha de leitura nº2
Unidade: Imunidade e controlo de doenças
Fonte:  
http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=2448626&seccao=Sa%FAde 
Pesquisadora: Catarina
Conteúdo/Assunto: Diabetes

A diabetes tipo 2 ligada com o excesso de peso progride mais depressa e é mais difícil de controlar nas crianças e adolescentes. O tratamento oral deixa de funcionar ao fim de alguns anos, concluiu um grupo de cientistas norte-americanos.
Durante quatro anos, o grupo de investigadores acompanhou cerca de 700 jovens com idades entre os 10 e 17 anos. Todos eles tinham excesso de peso, alguns eram mesmo obesos, refere a TSF.
A maioria pertencia a famílias com baixos rendimentos, vivia apenas com um dos pais e tinha casos de diabetes na família. Os jovens foram divididos em três grupos, cada um com tratamentos diferentes, e os resultados foram desanimadores.
Todos os grupos revelaram altos níveis de fracasso, ou seja, não conseguiam controlar o nível de açúcar no sangue.
Os cientistas não têm certezas quanto à causa deste problema, mas admitem que o crescimento rápido e as mudanças hormonais características da puberdade podem ajudar a explicar o fenómeno.

Cancro no pâncreas curável com novas drogas

Ficha de leitura nº1
Unidade: Imunidade e controlo de doenças/ Patrimonio genético
Fonte:  http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=2448710&seccao=Sa%FAde 
Pesquisadora: Catarina
Conteúdo/Assunto: Cancro





Um artigo do instituto de investigação oncológica do Reino Unido conclui num estudo publicado numa revista científica que 15% dos cancros pancreáticos foram curados graças ao uso de novos medicamentos.
Os resultados do estudo, publicados no jornal científico "Nature" mostram que o gene que impede as células de se multiplicarem descontroladamente, estava a ser "desligado" nas células cancerígenas.
O que os investigadores conseguiram, com o recurso às novas drogas, foi reativar este gene, o USP9x, segundo a BBC News.

domingo, 29 de abril de 2012

Chineses criam ovelha transgénica com gordura que faz bem ao coração

Ficha de leitura nº6
Unidade: Património genético
Fonte: http://primeiraedicao.com.br/noticia/2012/04/24/chineses-criam-ovelha-transgenica-com-gordura-que-faz-bem-ao-coracao
Pesquisadora: Alexandra Esteves
Conteúdo/Assunto: Ovelha trangénica


Chineses criam ovelha transgénica com gordura que faz bem ao coração

Gene retirado de verme foi inserido na célula usada para fazer o clone. País investe na produção de alimentos geneticamente modificados.
Cientistas chineses anunciaram nesta terça-feira (24) a clonagem de uma ovelha contendo gordura poli-insaturada, um tipo de gordura “boa” normalmente presente em castanhas, peixes e verduras, mas não em ovelhas. A mais conhecida destas gorduras é o ômega 3, que ajuda a regular os níveis de colesterol.
A criação do animal transgênico contribuiria para uma dieta mais saudável, já que sua carne representaria um menor risco para as doenças cardiovasculares.
Para que a ovelha tivesse este gordura poli-insaturada, foi usado um gene retirado de um verme da espécie Caenorhabditis elegans. O gene foi inserido em uma célula da orelha de uma ovelha. Em seguida, esta célula foi usada para fertilizar um óvulo e colocada no útero de outra ovelha, onde foi gerada.
Peng Peng nasceu no dia 26 de março, pesando 5,74 kg, em um laboratório na cidade de Urumqi, no oeste da China. “Está crescendo muito bem e está muito saudável, como uma ovelha normal”, garantiu Du Yutao, do Instituto de Genômica de Pequim, líder da equipe de pesquisa.
Transgênicos
Com 22% da população mundial, mas apenas 7% da área cultivável, a China investe pesado nas alterações genéticas como uma forma de melhorar sua produção de alimentos. No entanto, os animais transgênicos ainda são uma novidade e levarão alguns anos para chegar aos mercados.
“O governo chinês incentiva projetos transgênicos, mas precisamos ter métodos e resultados melhores para provar que plantas e animais transgênicos são inofensivos e seguros para o consumo”, completou Du Yutao.
O principal produtor mundial de transgênicos são os Estados Unidos, onde o consumo de alimentos clonados já é permitido. A regulamentação americana não distingue animais de vegetais, e um projeto de salmão transgênico já está em trâmite e pode ser aprovado em breve no país.
 

sábado, 28 de abril de 2012

Bactérias do iogurte podem ajudar a combater doenças inflamatórias do intestino

Ficha de leitura nº2
Asunto: Bactérias do iogurte e doenças inflamatórias

Enzima produzida por microrganismo presente em iogurtes probióticos ajuda a diminuir quadros de inflamação no sistema digestivo

Pesquisadora : Daniela Carvalho

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Técnica de Munique, na Alemanha, descobriu que alguns tipos de bactérias presentes nos iogurtes, como os lactobacilos, podem proteger o corpo contra doenças inflamatórias do intestino. Em um estudo feito com camundongos, os especialistas mostraram que o efeito probiótico desses microrganismos pode interromper processos inflamatórios do corpo. A pesquisa foi publicada na edição deste mês do periódico Cell Host & Microbe.

Em experimentos realizados com camundongos, os pesquisadores observaram a ação da bactéria do grupo Lactobacillus casei, presente no ácido lático do leite, e descobriram que ela produz uma enzima capaz de interromper processos inflamatórios no organismo. Isso acontece pois a enzima quebra moléculas que trabalham como mediadoras do processo inflamatório. No caso, rompem as citocinas (moléculas que ajudam as células a se 'comunicarem') pró-inflamatórias — tipo de citocina que, diferentemente das anti-inflamatórias, contribuem para os quadros de inflamação no intestino.

De acordo com o estudo, transtornos intestinais crônicos, como a doença de Crohn e a colite ulcerosa, são resultados de um mau funcionamento do mecanismo de defesa do corpo. Nesses casos, as citocinas pró-inflamatórias podem contribuir para a lesão no tecido devido a processos inflamatórios crônicos, impedindo a cicatrização dos tecidos.

De acordo com Dirk Haller, coordenador do trabalho, essa enzima é um elemento comum na área de pesquisa em tecnologia dos alimentos. Mas o que é surpreendente na sua pesquisa é o fato de que a proteína tem força para agir sobre importantes mediadores da resposta imunológica do organismo a processos inflamatórios. Para o pesquisador, o mecanismo que foi descoberto pode ajudar em novas abordagens de prevenção e tratamento de doenças intestinais crônicas. Seu próximo passo será realizar estudos clínicos que apliquem o uso farmacêutico da enzima em seres humanos e comprovem sua eficácia.

Cientistas da UnB sintetizam moléculas para inibir reprodução do vírus da Aids

Ficha de leitura nº5
Unidade: Imunidade e controlo de doenças
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2012-04-27/cientistas-da-unb-sintetizam-moleculas-para-inibir-reproducao-do.html
Pesquisadora: Alexandra Esteves
Conteúdo/Assunto: Inibição da reprodução do HIV

Pesquisadores esperam reter proteína que acelera crescimento do vírus e criar remédios com menos efeitos colaterais

Foto: Alan Sampaio Pesquisadores da UnB, da direita para a esquerda: Carlos Eduardo Salvador, Lucília Zeymer Alves Corrêa e o orientador Carlos Kleber Zago de Andrade
Pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) estão desenvolvendo uma técnica para sintetizar moléculas capazes de inibir o ciclo reprodutivo do HIV, vírus da Aids. Com isso, eles esperam, em breve, conseguir produzir remédios mais eficazes contra a doença e com menos efeitos colaterais.
O estudo iniciado por Carlos Eduardo de Melo Salvador, de 32 anos, durante o mestrado, está em fase de testes das moléculas. O objetivo é saber se elas são eficientes para impedir a propagação do vírus. Depois, é preciso conferir a toxicidade delas para os seres humanos.

Salvador conta que decidiu estudar o HIV por acaso. Ele havia concluído a graduação há quatro anos quando quis voltar a estudar. Como não foi aprovado na primeira seleção de mestrado que tentou no Instituto de Química, se abriu para outras possibilidades.
Passeando pelo câmpus da UnB, deparou-se com um cartaz sobre uma pesquisa realizada na Faculdade de Saúde. Enrique Roberto Argañaraz, do Departamento de Farmácia, estudava a proteína Nef, que descobrira ser muito importante para o ciclo reprodutivo do HIV.
Por fim, Salvador passou no mestrado na Química, mas já estava apaixonado pelo assunto. “Sempre fui muito curioso, esse é um tema importante e meu ideal sempre foi contribuir com algo significativo para a sociedade”, afirma.
Primeiro, a teoria
Na área de Química Orgânica, à qual o mestrado do jovem químico estava ligado, Salvador não encontrou bibliografia sobre moléculas capazes de inibir a Nef. O HIV tem a ajuda dessa proteína para incorporar seu DNA ao da célula hospedeira. Além disso, a Nef auxilia o vírus a destruir os receptores CD4 dos linfócitos, que impediriam a reprodução do HIV.
Por isso, durante quase três anos, ele, ajudado pela colega Lucília Zeymer Alves Corrêa, de 24 anos, e orientado pelo professor , calcularam as estruturas que teriam melhor interação com a Nef, desenharam modelos no computador, com a ajuda de um simulador 3D, e, por fim, sintetizaram as moléculas em laboratório.
Ao todo, os pesquisadores produziram sete moléculas a partir dos modelos teóricos. Salvador, que está no doutorado, explica que as dificuldades agora são os materiais necessários para os testes. Primeiro, as moléculas são usadas em vírus sem capacidade infecciosa. A proposta é apenas conferir a relação delas com a Nef. Depois, eles partirão para os vírus de verdade.
“A maior expectativa agora é conseguir comprovar a teoria e obtermos resultados com as moléculas que criamos. Se elas forem promissoras, vamos para a próxima fase, que é avaliar se essas novas moléculas são tóxicas ao organismo humano”, comenta o professor Zago.
Longo caminho
Salvador diz que o maior problema dos medicamentos atuais contra a Aids é que eles atacam não só o vírus, mas também outras funções das células. Mas, para testar uma nova droga em humanos, no entanto, o caminho é longo. “Pelo menos 10 anos”, declara o professor.
Para Lucília, o esforço vale a pena. “Mesmo que não funcione nada no final, teremos avançado algo para os próximos pesquisadores, que não precisarão repetir a mesma coisa”, afirma. Além disso, os químicos terão uma formação mais ampla, preocupada não só com a teoria química. “Serão profissionais mais completos”, ressalta Zago.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Cientistas conhecem genes da longevidade

Ficha de leitura nº4
Assunto:possibilidade de abrandar o processo de envelhecimento
Pesquisador: Miguel Almeida





Um trabalho de investigação permitiu identificar genes relacionados com a longevidade, o que poderá contribuir para a possibilidade de abrandar o processo de envelhecimento dos seres humanos no futuro.



 Pedro Magalhães, do laboratório de longevidade da Universidade de Liverpool, no Reino Unido, explicou hoje à agência Lusa que o trabalho foi desenvolvido com o objetivo de identificar genes, processos e mecanismos que podem estar associados à longevidade em mamíferos. "Tentamos identificar genes que tenham padrões de evolução associados a espécies de mamíferos que vivam muito tempo", como seres humanos ou elefantes, referiu. "Estamos a identificar o que pensamos ser padrões de seleção natural que ocorrem em determinados genes para favorecer a evolução da longevidade", especificou Pedro Magalhães. Os cientistas chegaram a genes relacionados com a resposta aos danos de DNA, alguns "previamente associados com o envelhecimento", e a genes relacionados com mecanismo de reciclagem de proteínas. Para Pedro Magalhães, "interessante é também as funções que estes genes têm".

Fonte:http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=2437474

Insetos são bioindicadores de poluição ambiental

Ficha de leitura nº4
Unidade: Poluição e degradação de recursos
Fonte: http://www.ariquemesonline.com.br/textos.asp?codigo=27677
Pesquisadora: Alexandra Esteves
Conteúdo/Assunto: Abelhas como indicadoras de poluição ambiental

Insetos são bioindicadores de poluição ambiental

por Redação Globo Rural

Editora Globo 
Uma pesquisa realizada pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, revelou que as abelhas são bioindicadoras de poluição ambiental.

Talita Antonia da Silveira, bióloga que realizou o estudo, explica que as abelhas operárias realizam viagens exploratórias em áreas que cercam seu hábitat, recolhendo o néctar, a água e o pólen das flores. Com isso, quase todos os setores ambientais — solo, vegetação, água e ar — são explorados.

Os produtos apícolas podem ser utilizados como bioindicadores para monitoramento de impacto ambiental causado por fatores biológicos, químicos e físicos. “Esse monitoramento com produtos apícolas pode ser uma das formas de prevenir a contaminação ambiental”, afirma.