quinta-feira, 17 de maio de 2012

Estudante americana contrai bactéria que devora a pele e causa amputação



Ficha de leitura nº3
Assunto: Bactéria Aeromonas hydrophila

 Depois de contrair uma rara doença de pele, que deixa os tecidos com aspecto necrosado, como se a pele fosse devorada aos poucos, uma estudante norte-americana de 24 anos teve a perna amputada e deve perder ainda os dedos das mãos e parte do abdómen.


Pesquisadora: Daniela Carvalho

Aimee Copeland estava andando em uma tirolesa artesanal próxima ao um rio quando a linha se rompeu. Ao cair, um grande corte se fez em sua perna esquerda. Apesar de a ferida ter sido tratada, uma bactéria se alojou em sua pele, deixando toda sua perna com um aspecto de necrose.

Aimee Copeland sofre com doença chamada fasceíte necrotizante (Foto: Reprodução/ABC) (Foto: Reprodução/ABC)

 A doença é conhecida como fasceíte necrotizante. A infecção destroi as camadas internas e externas da pele, porque a bactéria libera toxinas que destroem os tecidos.

A bactéria Aeromonas hydrophila vive em clima quente e em água fresca, como a de rios onde a estudante se acidentou. O germe raramente causa a doença, mas quando ela se manifesta, a infecção é extremamente grave e pode levar a morte.
Apesar de Copeland estar mostrando sinais de recuperação, a garota respira com ajuda de aparelhos e, por causa do tubo de respiração, não consegue falar.
Mas sua família ainda acredita na recuperação da jovem, que já mostrou avanços nas funções cerebrais, que também estavam sendo afetadas. Assim como seus amigos de faculdade onde ela estudava psicologia, que se reuniram para fazer vigilía em nome da colega.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Tatuagem eletrónica vai monitorar gravidez em tempo real

Ficha de leitura nº7
Unidade: Reprodução e Manipulação da fertilidade
Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=tatuagem-eletronica-monitorar-gravidez&id=7763
Pesquisadora: Alexandra Esteves
Conteúdo/Assunto: Tatuagem que monitoriza a gravidez em tempo real

Tatuagem eletrónica vai monitorar gravidez em tempo real


Há cerca de um mês, pesquisadores anunciaram a criação de curativos eletrônicos, capazes de monitorar e eventualmente cuidar da saúde.
A inovação chamou a atenção da Fundação Bill & Melinda Gates, que quer adaptá-la para monitorar a "qualidade da gravidez", o que inclui a saúde da mãe e do bebê ainda no útero.
São circuitos eletrônicos flexíveis, que seu criador, Dr. John Rogers, chamou de eletrônica epidermal.
Eles são aplicados diretamente sobre a pele, como as tatuagens usadas pelas crianças, usando água e descolando-se de um plástico de suporte.
Tatuagem eletrônica vai monitorar gravidez em tempo realMonitor contínuo de gravidez
O Dr. Rogers uniu-se a uma equipe multidisciplinar, formada por médicos e bioengenheiros, para aprimorar o aparelho, que eles já batizaram de "monitor contínuo de gravidez".
Em uma primeira etapa, a tatuagem eletrônica deverá monitorar as contrações uterinas, os batimentos cardíacos do feto, o oxigênio disponível para o bebê, assim como a temperatura corporal e os batimentos cardíacos da mãe.
"Nosso objetivo é detectar com precisão os sinais e os sintomas do início de um trabalho de parto prematuro, de forma confiável e não-invasiva," disse o Dr. Gladys Ramos, membro da equipe.
Os sinais coletados da mãe poderão ser transmitidos periodicamente ao médico por meio de um telefone celular.
Em uma segunda etapa, a equipe pretende adicionar sensores capazes de monitorar continuamente detalhes específicos das gravidezes de alto risco.


domingo, 13 de maio de 2012

Enfraquecimento do sistema imunitário dos astronautas explicado

Ficha de Leitura nº4
Assunto: Sistema Imunitário
Pesquisador: João Paraíso
Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=54109&op=all


"Estudo revela como manter células vivas e de boa saúde

Um estudo realizada na Estação Espacial Internacional (ISS) oferece pistas para se perceber por que razão o sistema imunitário dos astronautas não funciona tão bem no espaço e as recentes descobertas podem beneficiar os mais idosos na Terra. A enzima 5-LOX poderá explicar como manter as células vivas e de boa saúde no sistema imunitário. Os astronautas estão sujeitos a diferentes tipos de stresse no processo de adaptação à microgravidade e embora já se soubesse que o sistema imunitário não funciona tão bem no espaço, perceber porque é que isto acontece é um dos motores da investigação espacial.

Os investigadores da Universidade de Teramo, o Centro Europeu para a Pesquisa do Cérebro e a Fundação Santa Lucia descobriram que uma enzima, denominada 5-LOX, torna-se mais activa em ambientes de ausência de gravidade. A 5-LOX regula de certo modo a esperança de vida das células. A maior parte das células divide-se e regenera-se, mas o número de vezes que isto acontece é limitado. Será que são alterações na actividade da enzima 5-LOX que estão a afectar a saúde dos astronautas no espaço? Para descobrir a resposta, os cientistas precisaram de testar a sua teoria no único laboratório em que se pode ‘desligar’ a gravidade: a Estação Espacial Internacional. A experiência foi a seguinte: Foram recolhidas amostras de sangue de dadores saudáveis, enviadas posteriormente para a Estação. Uma parte do sangue foi exposta à ausência de gravidade por dois dias, enquanto a outra foi mantida numa pequena centrifugadora para simular a gravidade da Terra. As amostras foram então congeladas e enviadas para a Terra, para análise.Tal como previsto, a actividade da 5-LOX era maior nas amostras que estiveram em ausência de gravidade do que nas amostras da centrifugadora ou de que no sangue que ficou em terra. Na realidade, as amostras da centrifugadora mantiveram-se idênticas às amostras em terra. Mauro Maccarrone, da universidade de Teramo, explica, “agora temos um alvo, uma enzima que pode ter um papel importante no enfraquecimento do sistema imunitário. A 5-LOX pode ser bloqueada com moléculas que já existem, portanto a utilização destas descobertas na saúde das pessoas é uma realidade próxima.” A investigação em torno da enzima e dos compostos com ela relacionada continuará. Uma experiência de follow-up voltou à Terra numa cápsula Soyuz, com a expedição 30, na semana passada. Os cientistas procuram agora outras alterações nas células de forma a perceberem o mecanismo por completo. Limitar a actividade biológica dos sinais celulares, tais como os controlados pela 5-LOX, pode inclusivamente atrasar o processo de envelhecimento. Estas descobertas estão a ser partilhadas entre a comunidade científica, em especial com os investigadores que se dedicam ao estudo das deficiências imunitárias. Espera-se que os idosos possam beneficiar deste campo de investigação."


Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=54109&op=all



Ficha de Leitura nº3
Assunto: Vírus relacionado com o sexo oral
Pesquisador: João Paraíso
Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=54083&op=all




"Infecção pelo vírus do papiloma humano tem afinidade com as mucosas

Tradicionalmente, o cancro oral afectava sobretudo homens a partir dos 50 anos com hábitos alcoólicos e tabágicos acentuados. Mas esta realidade alterou-se e actualmente são diagnosticados casos em jovens aparentemente saudáveis. Este facto deve-se à infecção pelo vírus do papiloma humano (HPV), com grande afinidade para as mucosas oral e genital. A prática de sexo oral desprotegido é um factor de risco para esta infecção e, por conseguinte, para o desenvolvimento de cancro oral. Estas lesões tumorais surgem, sobretudo, na língua e no palato (céu da boca), em jovens de ambos os sexos.


“Os registos do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa atestam esta realidade, gerando grande preocupação entre todo o corpo clínico”, afirma o Daniel de Sousa, chefe de Serviço de Cirurgia da Cabeça e Pescoço do IPO de Lisboa e de Medicina e Patologia Oral da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa. O médico está a organizar o VI Congresso de Oncologia Oral para trazer a Portugal os maiores especialistas mundiais nesta matéria: Kari Syrjänen e Stina Syrjänen, que apresentarão trabalhos originais sobre os mecanismos de infecção do HPV, factores de risco e implicações no tratamento do cancro oral. O cancro oral é o conjunto de tumores malignos que afectam qualquer localização da boca (dos lábios à garganta). É o sexto mais comum em todo o mundo. Surge de uma forma assintomática, só se tornando dolorosa tardiamente. O índice de mortalidade é elevado: a maioria das lesões tumorais é diagnosticada em estádios avançados, pelo que as taxas de sobrevivência são reduzidas, morrendo de 300 portugueses todos os anos por doença oncológica da cavidade oral. A chave para o seu tratamento é um diagnóstico atempado, facilitado por visitas regulares ao médico dentista."

Consumo de café pode tratar crianças hiperactivas

Ficha de Leitura nº2
Assunto: Hiperatividade
Pesquisador: João Paraíso
Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=54085&op=all


"Estudo mostra que a cafeína restabelece função da dopamina

Investigadores da Universidade de Coimbra (UC) e Centro de Neurociências (CNC) acabam de concluir que a administração de cafeína, em doses equivalentes a três ou quatro chávenas de café por dia, controla o défice de atenção e hiperactividade sem causar efeitos secundários, nomeadamente dependência, como acontece com a ritalina, o fármaco derivado da anfetamina utlizado actualmente para controlar a patologia.

 O estudo tem sido desenvolvido ao longo dos últimos três anos em ratos e para além de demonstrar que a cafeína é benéfica porque restabelece a função da dopamina enquanto neurotransmissor do cérebro, permitiu também evidenciar diversas modificações que ocorrem no cérebro em situações de défice de atenção e hiperactividade. Segundo o líder da investigação, Rodrigo Cunha, “é seguro afirmar que o consumo de café é benéfico em crianças e adolescentes, mas a clínica deve obedecer a todo um protocolo”. O também docente da Faculdade de Medicina (FMUC) sublinha que “os resultados obtidos carecem ainda de ensaios clínicos e, por isso, não se deve ainda recomendar aos cuidadores de crianças hiperactivas a inserção de café na sua dieta”. As conclusões da investigação, a ser publicada na revista European Neuropsychopharmacology, são promissoras para o “desenvolvimento de uma nova geração de fármacos muito mais selectivos, ou seja, medicamentos que actuam apenas no tratamento da défice de atenção e hiperatividade, não causando os denominados efeitos colaterais ou secundários, concretamente toxicidade e dependência”, conclui Rodrigo Cunha."

Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=54085&op=all

Luzes azuis apagam-se finalmente para doentes de Crigler-Najjar

Ficha de leitura nº1
Assunto: Doença Rara
Pesquisador: João Paraíso
Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=54117&op=all



"Investigadora lusa descobre terapia genética para tratamento de doença rara 


A síndrome de Crigler-Najjar ou de Arias é uma doença genética extremamente rara, que exige que os pacientes estejam, no mínimo 12 horas por dia, sob o efeito de uma luz azul para poderem viver. Aliás, em Portugal apenas há um doente descrito, na zona de Bragança; a nível mundial, o grupo a carregar esta doença é também restrito e os que existem pertencem essencialmente a comunidades fechadas, tal como os Amish – grupo religioso cristão anabaptista, conhecido pelos seus costumes conservadores –, nos Estados Unidos. Por isso, a investigação sobre o assunto é inexistente no nosso país e muito pouco popular no resto do globo. No entanto, a cientista portuguesa Paula S. Montenegro Miranda, do Tytgat Institute, em Amesterdão (Holanda), desenvolveu um estudo e descobriu uma terapia genética para esta doença autossómica recessiva. A investigadora elaborou toda uma tese de doutoramento – apresentada hoje na Universidade de Amesterdão – sobre o tratamento.


“Existe mesmo uma clínica de crianças para a comunidade Amish, já que sofrem imenso de doenças hereditárias, por se casarem dentro da mesma família”, segundo sublinhou Paula Miranda, ao jornal«Ciência Hoje». A investigadora explica que esta é uma doença que se caracteriza “pela mutação de uma enzima essencial para a excreção da bilirrubina" (produto do metabolismo do heme da hemoglobina) – que é neurotóxica em grandes quantidades – e é, por isso, que “os bebés, por exemplo, quando nascem com icterícia têm de ficar sob uma luz azul durante algum tempo. No caso destes doentes, tem de ser para a vida toda, por não conseguirem excretá-la”. Geralmente, estes pacientes ficam em tratamento de fototerapia durante pelo menos 12 horas por dia – geralmente à noite. A fototerapia exige que a pele fique exposta ao máximo. Como “a bilirrubina é hidrofóbica e a luz leva à criação de foto-isómeros, que permitirão que seja excretada”, continuou. A doença cria uma situação de prisão eterna e, por isso, a investigação de Paula Miranda foi financiada pelos próprios pacientes. Os grupos do Academic Medical Centre, num dos quais se insere agora a cientista lusa, em Amesterdão, já estudam as mutações da doença há mais de 30 anos. Vector da enzima UGT1A1 O projecto de Paula Miranda centrou-se no estudo do vírus AAV (Adeno-associated vírus), que “não provoca nenhuma doença" e, por isso, é usado como “vector da enzima UGT1A1”, que está em falta e transforma a forma insolúvel da bilirrubina para solúvel em água. Curiosamente, existe um mutante natural, o “gun rat” – descrito antes da própria doença –, que tem igualmente uma carência dessa enzima e também não consegue excretar a bilirrubina. O “gun rat” serviu de modelo para a terapia e os resultados foram um sucesso. “Conseguimos normalizar os níveis de bilirrubina”, contou a investigadora. O próximo ensaio clínico será com seis pacientes na Holanda e outros seis na França, dentro de dois anos, para testar a eficiência do vector. Mas, em princípio, os doentes da síndrome de Crigler-Najjar "poderão finalmente deixar de precisar" da fototerapia azul, segundo concluiu Paula S. Miranda."


Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=54117&op=all

sábado, 12 de maio de 2012

Doenças provocadas por fungos destroem cada vez mais culturas

Ficha de leitura nº2
Assunto: destruição de culturas por fungos
Pesquisadora: Sara Alberto


Verifica-se desde meados do século XX um aumento da destruição de culturas essenciais, devido a fungos. Anualmente, 125 milhões de toneladas de arroz, trigo, milho, batata e soja são destruídas.

Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=53818&op=all



O aumento das doenças causadas por fungos está a destruir colheitas que dariam para alimentar milhões de pessoas e ameaça a biodiversidade, revela um estudo publicado na revista científica «Nature». Cientistas da Universidade de Oxford e do Imperial College de Londres estudaram o aumento do número e a gravidade das infecções por fungos sobre a fauna e a flora a partir de meados do século XX.
De acordo com o artigo, o aumento das doenças provocadas por fungos nas plantas e nos animais ameaça a segurança alimentar e a estabilidade dos ecossistemas naturais. As infecções por fungos destroem anualmente 125 milhões de toneladas das cinco principais culturas – arroz, trigo, milho, batata e soja – que proporcionam a maior parte das calorias consumidas.
Se as culturas não fossem destruídas, mais de 600 milhões de pessoas em todo o mundo poderiam ser alimentadas, segundo os cálculos de Matthew Fisher, investigador da Faculdade de Saúde Pública do Imperial College de Londres e principal autor do estudo.
Só nas colheitas de arroz, trigo e milho, os prejuízos causados por fungos ascendem, por ano, a 45,9 mil milhões de euros. Os cientistas, que defendem um maior controlo das infecções fúngicas, alertam que o seu risco para as plantas já ultrapassou o das doenças provocadas por bactérias e vírus.
As infecções por fungos ameaçam também espécies como abelhas, tartarugas marinhas, corais, anfíbios e morcegos. Os peritos britânicos estimam que 70 por cento das extinções de espécies animais e vegetais têm origem numa doença fúngica. Os fungos são responsáveis pela maior perda de biodiversidade documentada até agora, depois de terem infectado aproximadamente 500 espécies de anfíbios em 54 países.
No artigo, os investigadores defendem medidas de prevenção, como o controlo mais apertado do comércio de plantas e produtos animais, assim como mais fundos para investigar métodos que detenham a expansão de algumas infecções endémicas que ainda estão limitadas a uma área geográfica.