sábado, 2 de junho de 2012

Avião movido a energia solar aterrou em Madrid

Ficha de leitura: nº8
Assunto: energia solar
Fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Tecnologia/Interior.aspx?content_id=2545811
Pesquisadora: Catarina Ribeiro


 avião "Solar Impulse", que utiliza apenas energia solar, aterrou, esta madrugada, no aeroporto de Barajas, em Madrid, a primeira escala do seu primeiro voo intercontinental de Payerne, na Suíça, rumo a Rabat, em Marrocos.
 
foto DENIS BALIBOUSE/REUTERS
Avião movido a energia solar aterrou em Madrid
 
O voo Payerne-Rabat é encarado pelo equipa do projeto como um ensaio geral para a primeira volta ao mundo realizada num avião solar, prevista para 2014.
O avião suíço, pilotado por André Borschberg, um dos fundadores do projeto, percorreu 2.000 quilómetros, movido apenas pela força da energia solar. A viagem para Rabat será conduzida pelo mentor do projeto, Bertrand Piccard.
Na capital espanhola, o avião vai ser alvo de uma revisão técnica pelo menos até segunda-feira, dado que o aparelho não possui autonomia para efetuar um trajeto tão longo.
O projeto do "Solar Impulse", que deu os primeiros passos em 2003, tem um custo estimado de cerca de 100 milhões de dólares (perto de 80 milhões de euros) durante um período de 10 anos.

Cientistas criam alfabeto com moléculas de ADN

Ficha de leitura nº 7
Assunto: genética
Fonte: http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=2563284
Pesquisadora: Catarina Ribeiro


Investigadores da universidade de Harvard conseguiram programar moléculas de ADN para formarem as letras do alfabeto e outros caracteres, um avanço que poderá abrir as portas à criação de 'máquinas' microscópicas capazes de ministrar medicamentos no interior do corpo.
As moléculas foram programadas para se 'encaixarem' como peças de Lego de forma a criar as letras do nosso alfabeto, caracteres chineses, símbolos matemáticos e até 'emoticons' (os símbolos representando sorrisos e outras emoções utilizados nos sms e e-mails).
Cada caracter tem uma espessura de um milésimo de um cabelo humano.
Investigadores do Instituto Wyss para Engenharia Inspirada na Biologia da Universidade de Harvard desenvolveram um método inovador que permite construir formas complexas a partir de estruturas sintéticas de ADN bastante curtas.
No futuro, acreditam os cientistas, esta técnica poderá ser desenvolvida ao ponto de construir máquinas biológicas microscópicas capazes, elas próprias, de construírem estruturas orgânicas -- como medicamentos -- dentro do corpo.

Cientistas criam alfabeto com moléculas de ADN

Febre na gravidez pode dobrar riscos de autismo no bebê

Ficha de leitura nº12
Unidade: Reprodução e Manipulação da fertilidade/Imunidade e controlo de doenças
Fonte: http://www.odebate.com.br/saude-beleza/febre-na-gravidez-pode-dobrar-riscos-de-autismo-no-bebe-01-06-2012.html
Pesquisadora: Alexandra Esteves
Conteúdo/Assunto: Febre na gravidez pode provocar autismo na criança

Febre na gravidez pode dobrar riscos de autismo no bebê
Pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, descobriu que mães quem têm febre durante a gravidez têm mais chances de ter um filho com autismo ou atraso de desenvolvimento.


O estudo mostrou que a febre de qualquer causa durante a gravidez foi mais provável de ser relatada por mães de crianças com autismo (chance 2,12 vezes maior) ou atraso de desenvolvimento (2,5 vezes maior probabilidade), em comparação com mães de crianças que estavam se desenvolvendo normalmente.

Os pesquisadores alertam que mulheres grávidas que apresentarem febre precisam procurar um médico e tomar a medicação adequada.

Os pesquisadores sugerem que o uso de medicação para tratar a febre durante a gestação pode ajudar a prevenir o aparecimento de autismo na criança. Segundo eles, quando as pessoas são infectadas por bactérias ou vírus, o corpo geralmente reage com a febre, que é uma resposta de cura que envolve a libertação de moléculas chamadas citocinas pró-inflamatórias, que vão para a corrente sanguínea.

Algumas citocinas são capazes de atravessar a placenta e, portanto, atingir o sistema nervoso central do feto, potencialmente alterando o desenvolvimento do cérebro.

Eles também lembram que a febre crônica é mais comum em mães com anormalidades metabólicas, como diabetes e obesidade. No entanto, mais investigação é necessária para identificar os caminhos por meio dos quais a inflamação pode alterar o desenvolvimento cerebral.

Os resultados são baseados em dados de um grande estudo conhecido como Childhood Autism Risk from Genetics and the Environment (CHARGE), que inclui mais de mil crianças entre dois e cinco anos e suas respectivas mães.

Frio aumenta aparecimento de várias doenças na pele

Ficha de leitura nº11
Unidade: Imunidade e controlo de doenças
Fonte: http://www.jmonline.com.br/novo/?noticias,7,SAUDE,62886
Pesquisadora: Alexandra Esteves
Conteúdo/Assunto:Frio aumenta o aparecimento de doenças


Frio aumenta aparecimento de várias doenças na pele

Ar seco, poluição e medicamentos usados por conta própria funcionam como gatilhos para várias doenças. Nos meses mais frios, essa combinação faz grande parte da população sofrer com coceira por causa das doenças de pele que crescem neste período, as principais são: dermatite atópica (alergia), urticária e dermatite seborreica ou caspa. 
De acordo com a dermatologista Pietra Martini, é por isso que não dá para ir tomando um remédio qualquer por conta própria. A médica diz que o problema é ainda maior entre diabéticos e pessoas com disfunções na tireoide. Isso porque, têm a pele mais seca e por isso maior predisposição a essas doenças, que são bem mais frequentes do que se possa imaginar. Cerca de 20% dos brasileiros têm dermatite atópica. Além disso, um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que no outono e inverno a gripe, resfriado e doenças alérgicas das vias respiratórias chegam a triplicar.
A dermatologista afirma que isso significa que aparecimento mais frequente de coceiras e lesões avermelhadas no rosto e dobras da pele, principais sintomas da dermatite atópica. As dicas da médica para proteger a pele desse problema comum no frio e também contra a coceira provocada pela caspa são banhos rápidos e mornos, usar sabonete de glicerina e hidratação vigorosa e manter os ambientes ventilados e livres de poeira. Em casos leves de dermatite atópica são indicados corticoides de uso tópico, sempre com orientação médica. Em reações graves, o tratamento pode ser feito com anti-histamínico oral, corticoide ou imunossupressores.
Já a incidência da urticária é de 15%, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia. A doença é caracterizada por manchas vermelhas elevadas em várias partes do corpo, que podem coçar ou não e desaparecem espontaneamente, para depois voltar. Quem já teve crises de dermatite atópica tem maior predisposição. A médica afirma que o tratamento é feito com anti-histamínico, mas o ideal é prevenir a doença, protegendo-se do excesso de frio ou de calor.

 

Açúcar que não engorda será produzido no Brasil

Ficha de leitura nº10
Unidade: Produção de alimentos e sustentabilidade
Fonte: http://www.jmonline.com.br/novo/?noticias,7,SAUDE,62935
Pesquisadora: Alexandra Esteves
Conteúdo/Assunto: Açúcar que não engorda

 Açúcar que não engorda será produzido no Brasil

Imagine um açúcar que você pode comer sem culpa, pois não engorda e não provoca cáries? Pois bem, em pouco tempo esse milagre da Ciência estará disponível para os brasileiros.
O melhor é que esse açúcar, chamado de FOS (sigla para fruto-oligossacarídeos), poderá ser usado por diabéticos. No Brasil, o FOS será produzido graças a um novo método de fabricação, desenvolvido na Universidade de Campinas (Unicamp).
Mas qual é o segredo do FOS? A Ciência responde: o tamanho de sua molécula. Como essa é muito grande, nosso organismo não consegue quebrá-la e o açúcar passa a ser absorvido apenas pelos micro-organismos que vivem na parte final do intestino, tendo também papel probiótico.
O FOS pode ajudar, ainda, no tratamento de algumas enfermidades, como problemas de absorção de cálcio, diabetes e câncer. O açúcar também não é quebrado na boca, o que protege contra as cáries e as placas dentárias.
Elizama de Oliveira, responsável pelo estudo, explica que a técnica usa uma liga de nióbio (um minério usado em alguns tipos de aços inoxidáveis) e de grafite para imobilizar a enzima que irá produzir o açúcar. Com a enzima imobilizada, forma-se um xarope rico em oligossacarídeos, sacarose, frutose e glicose. Esse xarope passa por uma purificação que separa tais componentes.
O que origina o FOS são os oligossacarídeos.
O FOS já é utilizado em países como Estados Unidos e Japão, mas tem custo muito elevado no Brasil. Com o desenvolvimento do produto no país, espera-se que os custos sejam diminuídos.

 

Aprovado primeiro remédio fabricado com cenoura transgénica

Ficha de leitura nº9
Unidade: Produção de alimentos e sustentabilidade
Fonte: http://www.cenariomt.com.br/noticia.asp?cod=200255&codDep=6
Pesquisadora: Alexandra Esteves
Conteúdo/Assunto:Cenoura transgénica ajuda a combater doença

 

Aprovado primeiro remédio fabricado com cenoura transgénica

Medicamento ajudará a combater a doença de Gaucher, causadora de anemia e infecções nos ossos.

Cientistas israelenses conseguiram produzir um medicamento por meio de células de cenoura geneticamente modificadas (GM). O medicamento alivia os sintomas da doença de Gaucher, causadora de deficiência na produção da enzima glucocerebrosidase. Sem ela, ocorre o acúmulo de gordura em órgãos como o baço, fígado e rins, além do surgimento de infecções ósseas e anemia.

Para resolver este problema, os pesquisadores desenvolveram um método que permite fabricar esta enzima em células de cenoura GM. A substância quando aplicada nos portadores da doença, reduz a formação dos depósitos de gordura em até 40%.

Segundo a Administração de Drogas e Alimentos dos Estados Unidos (FDA), que aprovou o remédio no início do mês, cerca de seis mil norte-americanos sofrem com a doença de Gaucher atualmente.

 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Agrobiotecnologia cresce 12 por cento em 2007

Ficha de leitura nº 6
Assunto: Biotecnologia na agricultura
Pesquisadora: Sara Alberto




Durante o ano de 2007 foram cultivados mundialmente 114,3 milhões de hectares de plantas geneticamente modificadas, o que representa um aumento de 12% em apenas um ano.




Durante o ano de 2007, e após 12 anos de utilização, foram cultivados 114,3 milhões de hectares de variedades geneticamente modificadas. Este valor representa um aumento de 12 por cento a nível mundial em relação a 2006. Segundo o relatório anual do Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações Agrobiotecnológicas (AIAAA), divulgado ontem, a área hoje cultivada com transgénicos corresponde a 8 por cento dos solos disponíveis para agricultura em todo o mundo.
O número de agricultores utilizadores de variedades geneticamente modificadas (GM) aumentou de 10 para 12 milhões, em 23 países. De acordo com o estudo, o número de países em vias de desenvolvimento (12) que utiliza a agrobiotecnologia ultrapassou o número de países desenvolvidos (11), tendo a taxa de crescimento de utilização triplicado nos países em desenvolvimento. Segundo o ISAAA, 90 por dos utilizadores desta tecnologia são pequenos agricultores e estão nos países em desenvolvimento.

Para além dos países produtores, outros 29 têm já aprovado os seus programas de regulamentação para produção agrícola, importação e processamento de alimentos e rações derivadas de culturas GM. Em 2007, os Estados Unidos da América, a Argentina, o Brasil, o Canadá, a Índia e a China foram os principais países a adoptarem a engenharia genética na agricultura. Nos próximos anos o ISAAA prevê um aumento dos países utilizadores, da área cultivada e do número espécies geneticamente modificadas, com o cultivo de arroz, trigo e beringela.

De acordo com o relatório, a soja continua a ser a principal cultura GM utilizada pelos agricultores, com 58,6 milhões de hectares ocupados, ou seja, 57 por cento da área cultivada por variedades transgénicas. O milho, o algodão e a colza são as outras culturas mais utilizadas.

Uma agricultura mais sustentável

Segundo o ISAAA, a biotecnologia pode ter um papel importante na concretização dos Objectivos do Desenvolvimento do Milénio (Millennium Development Goals), propostos pelas Nações Unidas para reduzir a fome e a pobreza nos países em desenvolvimento. De acordo com o o relatório, a agrobiotecnologia promove a prática de uma agricultura cada vez mais sustentável porque impulsiona o aumento da produtividade, da segurança e sustentabilidade na produção e do processamento de alimentos e fibras. Esses aumentos podem crescer ainda mais com a utilização no futuro de plantas tolerantes à seca ou mais nutritivas. Prevê-se que os países mais beneficiados serão a China, Índia e África do Sul.

"A melhor opção para aumentar a produção é combinar o melhor da agricultura e prática tradicional e o melhor da biotecnologia, integrando as culturas adaptadas às condições locais específicas e as soluções tecnológicas mais adequadas", explicou Pedro Fevereiro, investigador em biotecnologia vegetal e presidente do Centro de Informação de Biotecnologia (CiB). "Neste contexto, e tendo em conta a história da agricultura dos últimos decénios, a agrobiotecnologia constitui uma importante evolução para a prática agrícola", acrescentou.

Brasil: líder global da agrobiotecnologia

Segundo os dados revelados pelo ISAAA, o Brasil teve o maior crescimento produtivo absoluto, totalizando 3,5 milhões de hectares, com destaque para as culturas de soja tolerante a herbicida e algodão geneticamente modificado. De acordo com o relatório, o Brasil está a emergir como líder global da agrobiotecnologia devido ao potencial significativo da aplicação desta tecnologia à cana-de-açúcar para a produção de etanol.

Índia e China aumentaram também as produções, com culturas como o algodão biotecnológico, mamão papaia resistente a vírus e choupos de crescimento rápido, resistentes a insectos que podem contribuir para uma reflorestação mais eficaz.

A África do Sul, o único país em África a produzir culturas transgénicas, aumentou a área utilizada em 30 por cento, totalizando 1,8 milhão de hectares. Este aumento deveu-se principalmente à utilização de milho branco transgénico para alimentação.

A Europa ultrapassou a barreira dos 100 mil hectares de culturas transgénicas, com um crescimento de 77 por cento. Actualmente a cultura GM é praticada em Espanha, França, República Checa, Portugal, Alemanha, Eslováquia, Roménia e Polónia. Espanha lidera com 70 mil hectares de milho, o que perfaz já 21 por cento da cultura deste vegetal no país.