sexta-feira, 8 de junho de 2012

Ficha de leitura: nº31
Unidade de ensino: Preservar e recuperar o meio ambiente
Assunto: ONU
Pesquisador: Flávia Dinis
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/meioambiente/2012-06-06/onu-dispara-alerta-antes-da-rio+20.html



ONU dispara alarme ambiental antes da Rio+20

Relatório do Pnuma divulgado antes da Rio+20 avalia estado atual do meio ambiente e avisa que crescimento populacional, urbanização e consumo vão causar danos irreversíveis ao planeta

Reuters 
crescimento populacional, a urbanização e o consumo vão causar danos irreversíveis ao planeta, disse nesta quarta-feira a ONU, que também fez um apelo por um acordo urgente sobre novas metas verdes para salvar o meio ambiente.
O Programa Ambiental da ONU disparou o alarme no seu Panorama Ambiental Global 5 (GEO-5), publicado duas semanas antes da cúpula Rio+20 , uma das maiores reuniões globais de meio ambiente dos últimos anos.
O encontro de 20 a 22 junho deverá atrair mais de 50.000 participantes de governos, empresas e grupos ambientalistas e de lobby para tentar definir novas metas em sete temas principais, incluindo água, alimentos, segurança e energia.
O GEO-5, que levou três anos para ficar pronto e é descrito pela Organização das Nações Unidas como sua principal avaliação da saúde do planeta, exorta os governos a criarem metas mais ambiciosas ou endurecer as já existentes que, em sua maioria, não foram cumpridas.
Veja a cobertura completa sobre a conferência Rio+20, que acontece em junho
O tempo é curto, disse o subsecretário-geral da ONU e diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, enquanto o planeta caminha para os 9 bilhões de pessoas até 2050 e a economia global consome quantidades cada vez maiores de recursos naturais.
"Se as tendências atuais continuarem, se os padrões atuais de produção e consumo dos recursos naturais prevalecerem e não puderem ser revertidos e 'dissociados', então os governos vão presidir com níveis sem precedentes de danos e degradação", disse Steiner em um comunicado.
Sucessos e fracassos 
Das 90 metas ambientais existentes mais importantes, apenas quatro estão fazendo progressos significativos, segundo o relatório.
Algumas das metas de sucesso incluem aquelas para evitar a destruição do ozônio e proporcionar o acesso a abastecimento de água limpa. Mas o documento detectou pouco ou nenhum progresso em 24 metas, como aquelas com o objetivo de abordar a mudança climática, o esgotamento dos recursos pesqueiros e a expansão da desertificação.

Entenda como acontece o aquecimento global 
O Pnuma exortou os governos a concentrarem suas políticas sobre os principais fatores causadores de mudanças climáticas, destacando o crescimento populacional e urbanização, o consumo de energia baseada nos combustíveis fósseis e da globalização.
Os cientistas relacionaram a queima de combustíveis fósseis --carvão, petróleo e gás natural-- a uma aceleração das mudanças climáticas, como secas severas e inundações. Existem também custos econômicos.
O prejuízo econômico anual da mudança climática é estimado em 1 a 2 por cento do PIB mundial até 2100, se as temperaturas aumentarem em 2,5 graus Celsius, afirmou o Pnuma.
A maioria dos impactos da mudança climática será sentida em muitos países em desenvolvimento, particularmente na África e na Ásia, onde o crescimento populacional e o aumento do consumo estão colocando mais ênfase na diminuição dos recursos naturais, segundo o relatório GEO-5.
De volta ao Rio 
A cúpula Rio+20 não vai buscar o mesmo resultado da Cúpula da Terra do Rio há 20 anos, que levou ao Protocolo de Kyoto sobre limitação das emissões de gases de efeito estufa e a um tratado sobre a biodiversidade.
A reunião deste mês acontece sob o cenário de uma economia global em crise e diante de preocupações profundas sobre o futuro financeiro da Europa. Os objetivos desta vez no Rio são aspirações, não obrigações, mas as negociações sobre um esboço do texto final têm sido carregadas. Cerca de um quinto do texto já foi acordado antes da reunião, disse a ONU na segunda-feira.
Mesmo metas obrigatórias tiveram pouco ou nenhum progresso desde 1992.
As emissões globais de dióxido de carbono aumentaram quase 40 por cento entre 1992 e 2010, lideradas principalmente pelo rápido crescimento nas grandes nações em desenvolvimento como Brasil, China e Índia, mostraram os dados do Pnuma. Veja quem são os maiores emissores de dióxido de carbono do mundo 
A biodiversidade também está em declínio, principalmente nos trópicos, com uma queda de 30 por cento desde 1992.
No mês passado, o grupo ambientalista WWF disse que o mundo teria de ser 50 por cento maior para ter terra e florestas suficientes para os níveis atuais de consumo e emissões de carbono.
A região Ásia-Pacífico, que abriga mais da metade da humanidade, é fundamental para criar um futuro mais verde, disse o relatório GEO-5. A região é a fonte de crescimento mais rápida das emissões de gases-estufa no mundo e também está se urbanizando rapidamente.
As emissões relacionadas ao transporte deverão aumentar em 57 por cento a nível mundial entre 2005 e 2030, com a China e a Índia responsáveis por mais da metade, segundo o relatório.
A região também enfrenta crescente demanda por água para a agricultura e a indústria, enquanto os níveis aquíferos estarem caindo, de os rios estarem cada vez mais poluídos e dos represamentos para irrigação e geração de energia.
O relatório GEO-5 disse que as metas com objetivos específicos e mensuráveis tiveram mais sucesso, como as proibições a substâncias que destroem o ozônio e o chumbo na gasolina.
O relatório também diz que é crucial para os governos colocarem um valor sobre os recursos naturais, tais como manguezais, rios e florestas e incluir isso nas contas nacionais.
Steiner pediu uma ação dos países. "Chegou o momento de acabar com a paralisia da indecisão, reconhecer os fatos e encarar a humanidade comum que une todos os povos."
Ficha de leitura: nº30
Unidade de ensino: Produção de alimentos e sustentabilidade
Assunto: Produção
Pesquisador: Flávia Dinis
Fonte: http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=558546&tm=6&layout=121&visual=49


Agricultores não fazem repercutir custos de produção no preço

Os agricultores não conseguem fazer repercutir nos preços de venda o aumento dos custos à produção, revela a primeira publicação sobre Evolução dos Preços na Cadeia de Abastecimento Alimentar, hoje divulgada, aspeto também realçado pelo Secretário de Estado da Agricultura.

Segundo disse à Lusa o secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, este relatório, que se baseia nos índices de preços de bens alimentares, mostra que "os preços na produção e no retalho têm evoluído de forma simétrica a nível genérico", ou seja, "quando [os preços] crescem no supermercado, crescem no produtor e quando descem no supermercado descem no produtor".
No entanto, adiantou o governante, as conclusões também indicam a incapacidade dos agricultores para conseguirem refletir no momento da venda a subida dos custos da produção.
"Verifica-se que os preços dos alimentos têm aumentado a um ritmo menor do que os custos de produção, que têm aumentado a um ritmo mais rápido, o que também tem a ver com o preço da energia", explicou José Diogo Albuquerque.
Uma conclusão, adianta, que está em linha com a análise da Autoridade da Concorrência, que considera que os contratos celebrados entre distribuidores e fornecedores revelaram "um desequilíbrio negocial entre as duas partes, com preponderância para os primeiros".
O estudo indica também que os preços dos bens alimentares tem vindo a crescer, desde 2009, a "um ritmo inferior à inflação", disse o secretário de Estado.
"Isto revela a importância que os bens alimentares têm tido na contenção geral dos preços ao consumidor, o que é conseguido com o sacrifício do rendimento agricultores", considerou.
Este estudo surge no seguimento da criação da Plataforma de Acompanhamento das Relações na Cadeia Agroalimentar (PARCA), em finais de 2011, enquanto organismo tutelado pelo Ministério da Agricultura para reforçar a transparência na cadeia alimentar.
Os parceiros desta plataforma são CAP (Confederação dos Agricultores de Portugal), FIPA (Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares), a CENTROMARCA (Associação Portuguesa de Empresas de Produtos de Marca),a CIP (Confederação Empresarial de Portugal), a APED (Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição) e a Confederação Nacional da Agricultura (CNA).
Tendo em conta as orientações desta plataforma, está desde hoje disponível (nos portais do Ministério da Agricultura e do Gabinete de Planeamento e Políticas) a primeira publicação trimestral Evolução dos Preços na Cadeia de Abastecimento Alimentar, da responsabilidade do Gabinete de Planeamento e Políticas em colaboração com a Direção-Geral das Atividades Económicas.
De acordo com o secretário de estado da Agricultura, este relatório é ainda "relativamente genérico", mas a próxima publicação, em julho ou agosto, já será mais específica, dando a conhecer os preços no produtor e no retalho de cinco tipos de produtos: azeite, arroz, frutas e hortícolas, carne e leite.
"Posteriormente, vamos trabalhar mais com o INE [Instituto Nacional de Estatística] e com as organizações para termos mais informações em termos de margens", adiantou o governante.
Questionado sobre se o Governo vai propor alterações de legislação para promover relações mais justas entre produção e distribuição, José Diogo Albuquerque disse que tanto o ministérios da Agricultura como da Economia estão a analisar os contributos de melhoria das organizações parceiras da PARCA, para que mais tarde sejam tomadas decisões legislativas.
Já para outubro, o Governo vai avançar -- em linha com a possibilidade aberta pela Comissão Europeia - com "contratos obrigatórios entre a produção e a indústria" no leite.


Ficha de leitura: nº29
Unidade de ensino: Produção de alimento e sustentabilidade
Assunto: Planeta
Pesquisador: Flávia Dinis
Fonte: http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=561267



Desde 1966, a procura de recursos naturais duplicou, acentuando as diferenças entre habitantes de países ricos e pobres. Se cada morador da Terra consumisse como um americano, por exemplo, seriam necessários quatro planetas para responder esse aumento da procura.
Global Footprint Network | Segundo a análise da GPN, os Estados Unidos estão entre os dez países do mundo com maior pegada ecológica.


Uma análise da Global Footprint Network, confirma o cenário preocupante. Os cálculos têm como objectivo dimensionar o quão sustentável é o globo, em termos de sua pegada ecológica - uma medida composta por factores tais como a queima de combustíveis fósseis, o uso de áreas agrícolas para produção de alimentos, ou o consumo de madeira e peixes capturados em ambiente selvagem. No ranking elaborado pela organização, os Estados Unidos ficam entre os dez países como maior pegada ecológica. Entre os primeiros da lista aparecem ainda Dinamarca,BélgicaAustrália e Irlanda. O Golfo Pérsico emerge como a região com a pegada ecológica per capita mais alta do mundo, com o Qatar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos entre os países menos sustentáveis.

O estudo mostrou, ainda, que a exploração dos recursos naturais provocou uma redução de 30% da vida selvagem no planeta desde 1970. Entre as espécies tropicais a redução foi ainda maior, duplicando aquele valor.

O relatório usa dados sobre tendências populacionais de várias espécies em redor do mundo compilados pela Sociedade Zoológica de Londres (ZSL, na sigla em inglês). Na edição mais completa de seu relatório até hoje, a ZSL examinou um número recorde de espécies (2.600), e populações destas espécies (9.104).

As espécies mais afectadas são as que habitam em rios e lagos das regiões tropicais, que apresentam uma redução de 70% desde 1970. O director da ZSL, Tim Blackburn, fez uma analogia entre as cifras ambientais e o mercado financeiro: "Haveria pânico se o FTSE, o principal índice da Bolsa de Londres, mostrasse um declínio como este. A natureza é mais importante do que o dinheiro. A humanidade pode viver sem dinheiro, mas nós não podemos viver sem a natureza e os serviços essenciais que ela nos traz.

Uma das recomendações que vão ser apresentadas na Cimeira Rio+20 diz respeito a este conceito, e aconselha os governos de todo o mundo a utilizarem indicadores económicos que incluam uma valoração do "capital natural".

Uma nova medida desenvolvida pelo WWF permite rastrear a escassez de água em 40 sistemas de rios ao redor do mundo com periodicidade mensal. A análise revela que 2,7 mil milhões de pessoas, quase metade da população mundial, já têm que lidar com falta de água, pelo menos durante o mês mais seco do ano.

O relatório destaca alguns exemplos de progresso quanto à sustentabilidade, tais como um programa no Paquistão, que ajudou produtores de algodão a reduzirem o uso de água, pesticidas e fertilizantes, sem baixarem os níveis de produção. Os dados também mostram algumas áreas que precisam de atenção urgente, tais como uma taxa mundial de desperdício de alimentos de 30% causada por comportamento irresponsável nas regiões mais ricas do planeta e a falta de infra-estruturas de armazenamento nos países em desenvolvimento.

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Ficha de leitura: nº28
Unidade de ensino: Produção de alimentos e sustentabilidade
Assunto: alimentos
Pesquisador: Flávia Dinis
Fonte: http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=4&cid=122298


Mudanças climáticas vão exigir estocagem de alimentos

Não adianta combater a seca do semiárido; a atitude mais correta é aprender a conviver com a ausência de chuvas

DO PORTAL DO AGRONEGÓCIO
Esse foi o tom da audiência pública sobre segurança alimentar e nutricional e as ações de prevenção e adaptação no semiárido nordestino da Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas, ocorrida nessa terça-feira (5).

No encontro, o coordenador de Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Campelo, frisou que a população precisa se adaptar às especificidades do clima nordestino. Ele lembrou que há 500 anos o Brasil convive com a seca sempre insistindo em tentar combatê-la.

Para Francisco Campelo, é preciso traçar uma estratégia de sustentabilidade exclusiva para o semiárido a fim de garantir recursos suficientes para a segurança alimentar da população e dos animais. Essa estratégia estaria relacionada à sustentabilidade nos momentos de dificuldade, como na seca.

Um dos erros de estratégia, segundo Campelo, é justamente querer comparar a produção da agricultura familiar do semiárido à de outros biomas. “Como é que um produtor sustenta a sua família com uma produção de 200 quilos de feijão? No Sudeste, por exemplo, um hectare produz duas toneladas de feijão, mas, no Nordeste, são 300 quilos. Então, tem que haver uma estratégia de sustentabilidade ou o agricultor, para sobreviver, vai querer que aquele solo produza mais, o que não é sustentável para a região”, alertou.

Ainda sugerindo formas de manter a segurança alimentar no semiárido, Campelo ressaltou a importância de não se perder as espécies que já estão adaptadas.

O conselheiro nacional de Segurança Alimentar e Nutricional da Presidência da República, Edélcio Vigna, citou um estudo que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) fizeram sobre o aquecimento global e a nova geografia agrícola. Segundo o conselheiro, a conclusão da pesquisa foi que o crescente impacto das mudanças climáticas forçará a mudança do sistema nacional de produção e armazenamento. Para evitar a falta sucessiva de alimentos, a população terá de formar reservas.

Eventos extremos

Edélcio Vigna lembrou que o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês) da Organização das Nações Unidas indica que as regiões mais pobres como a África, Ásia e a América Latina são as que têm menos condições de enfrentar as mudanças climáticas, além de serem as mais vulneráveis a eventos extremos, como enchentes, estiagens e furacões.

O conselheiro disse que, mesmo com todas essas dificuldades, o Brasil não possui um mapeamento das áreas e das populações que estão em zona de risco e não tem medidas socioambientais de prevenção de riscos climáticos. “Dá a impressão que as autoridades estão alheias aos problemas que a sociedade sofre. Elas prometem programas, atividades, recursos, mas estão longe da dor dessas populações”, disse o conselheiro.

Para o conselheiro, o foco principal do impacto das mudanças climáticas são as grandes cidades, onde o País concentra 82% da sua população. Ele acredita que essas pessoas sofrerão mais com as enchentes, deslizamentos de encosta, soterramentos, descontinuidade nos serviços públicos e ineficiência das políticas urbanas, como moradia digna, saneamento básico, água potável e luz elétrica.

Já o campo, de acordo com Vigna, sofrerá com a diminuição da produtividade e, consequentemente, será necessário usar mais agrotóxicos e produtos químicos, com maior possibilidade de poluição hídrica.

O presidente da comissão, deputado Márcio Macêdo (PT-SE), informou que na próxima semana os parlamentares vão preparar os eventos para a Rio+20. Durante o evento, devem acontecer duas audiências públicas da comissão.


Ficha de leitura: nº 27
Unidade de ensino: Produção de alimentos e sustentabilidade
Assunto:  Alimentos
Pesquisador: Flávia Dinis
Fonte: http://www.oje.pt/noticia.aspx?channelid=B35371BB-722F-4403-8EB6-DCE66A4991FB&contentid=C16CB33D-AB18-4289-AB04-3758E8E0443F


Cabo Verde importa 80% dos alimentos
ÁFRICA
08/06/12, 15:05
OJE/Lusa


A importação de produtos alimentares em Cabo Verde está acima dos 80% das necessidades da população do arquipélago, revela um estudo intitulado "Análise do Impacto do Aumento dos Preços Internacionais dos Alimentos".




Citado pela Panapress, o estudo, promovido pelo Governo de Cabo Verde e apresentado pelo consultor cabo-verdiano Floresvindo Barbosa, destaca a situação vulnerável do país e recomenda um melhor aproveitamento dos recursos localmente disponíveis, para se equacionar o problema alimentar de forma mais realista e prática.
Com base em dados sobre a produção e importação de alguns produtos, o estudo dá conta da relação entre o consumo e o aumento dos preços com reflexo na economia, constatando-se que, em 2011, o aumento dos preços dos produtos foi de 2,5%, na mesma proporção do consumo (2,5%).
O comércio aumentou em 6,5%, depois da estagnação em 2009, enquanto o stock subiu 3,2% em 2011, ano em que a produção teve uma redução de 3,8%, enquanto o comércio e o stock final também tiveram descidas em relação ao ano anterior na ordem de 1,6% e 1,5%, respetivamente.
O estudo sugere a melhoria da informação fornecida pela Agência Nacional de Segurança Alimentar (ANSA), sobretudo no que se refere aos preços, consumo e stock dos principais produtos alimentares e recomenda o incentivo à produção local de alimentos e a redução dos custos dos transportes inter-ilhas.
"Ao elaborar o estudo, o nosso objetivo foi não só fazer recomendações, mas mostrar que o Governo, ao longo dos anos, tem tomado medidas para atenuar o aumento dos preços dos produtos alimentares a nível nacional", realçou o consultor.
Por fim, o estudo destaca ainda a necessidade de se proceder a uma análise mais aprofundada do impacto do aumento dos preços dos combustíveis na economia cabo-verdiana, tendo em vista o peso desses produtos na estrutura das importações, sem esquecer que a crise mundial afetou drasticamente os países mais pobres.



Ficha de leitura: nº 26
Unidade de ensino: Produção de alimentos e sustentabilidade
Assunto: Preços dos alimentos
Pesquisador: Flávia Dinis
Fonte: http://expresso.sapo.pt/precos-dos-alimentos-cairam-acentuadamente=f731501



Preços dos alimentos caíram acentuadamente

Os preços globais dos alimentos caíram acentuadamente em maio "devido à oferta geralmente favorável, às crescentes incertezas relativas à economia global e ao fortalecimento do dólar americano", refere a agência da ONU para a Agricultura e Alimentação (FAO).



O Índice de Preços dos Alimentos da FAO, que mede as alterações mensais dos preços internacionais de um grupo de produtos alimentares de base, caiu 4,0 por cento em maio, atingindo uma média de 204 pontos, menos nove pontos em relação a abril.
Segundo a organização com sede em Roma, este foi "o nível mais baixo desde setembro de 2011 e cerca de 14 por cento abaixo do pico de fevereiro de 2011".
Em comunicado, um especialista em cereais da FAO, Abdolreza Abbassian, refere que "os preços dos produtos agrícolas caíram acentuadamente desde o seu nível mais alto, mas permanecem ainda elevados e vulneráveis a riscos relacionados com as condições atmosféricas nos próximos meses críticos da produção".

Aumenta a produção mundial de cereais 


Ao mesmo tempo, a FAO prevê um aumento da produção mundial de cereais em 48,5 milhões de toneladas em relação a maio, principalmente na expetativa de um aumento da produção de milho nos Estados Unidos. O comunicado indica que as últimas previsões da FAO para a produção mundial de cereais em 2012 estão a um nível recorde de 2.419 milhões de toneladas, 3,2 por cento acima em relação ao máximo de 2011.
A maior parte do aumento tem origem principalmente no milho dos Estados Unidos, devido a um começo antecipado da temporada de plantio e das atuais condições de crescimento favoráveis. Como resultado, calcula-se que a produção total de cereais para ração seja de 1.248 milhões de toneladas, um significativo aumento de 85 milhões de toneladas em relação ao ano anterior.
Segundo a FAO, com as principais culturas de arroz do hemisfério norte já na terra em vários países, "a previsão de produção global de arroz em 2012 é segura e aponta para um aumento de 2,2 por cento em relação a 2011, para as 490 milhões de toneladas, refletindo maiores plantações da Ásia".
Para o trigo, as informações da FAO mais recentes apontam para uma contração de cerca de 3,0 por cento da produção em 2012, para as 680 milhões de toneladas, mas ainda bem acima da média dos últimos cinco anos.


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/precos-dos-alimentos-cairam-acentuadamente=f731501#ixzz1xDggoLa4
Ficha de leitura: nº25
Unidade de ensino: Imunidade e controlo de doenças
Assunto: Doença renal cronica
Pesquisador: Flávia Dinis
Fonte: http://bemstar.globo.com/index.php?modulo=corpoevida_mat&url_id=4599


Doença Renal Crônica

A falta de sintomas iniciais dificulta o diagnòstico

Pode-se considerar crônica todas as doenças que afetam os rins por três meses ou mais. Elas diminuem a filtração e afetam o funcionamento dos mesmos. E na maioria o portador não percebe que sofre da doença, o que acaba atrasando o diagnóstico e dificultando o tratamento. O diagnóstico precoce e o tratamento nas fases iniciais da doença podem ajudar a impedir que os sintomas avancem para fases mais avançadas, que por sua vez obriguem o pacienta a recorrer a de hemodiálise ou transplante. 

Geralmente associada com diabetes, pressão alta e doenças do coração, o tratamento da DRC também ajuda a evitar outras complicações como infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca e derrames. 

Apesar da doença renal não ocasionar muitos sintomas, é preciso estar atento a sensação de fraqueza, cansaço, inchaço no rosto, pés ou pernas, dificuldade para urinar, alterações na cor da urina e aumento ou diminuição em sua quantidade. O exame de urina e a dosagem no sangue da creatinina detectam a DRC.