sexta-feira, 1 de junho de 2012

Em busca da clonagem natural

Ficha de leitura nº 5
Assunto: Clonagem natural
Pesquisadora: Sara Alberto




Através de uma proteína, argonauta 9, certas espécies vegetais realizam um processo de reprodução assexuada, "apomixis", que pode ajudar a compreender a clonagem a um nível mais profundo.




Pode parecer um nome de um jogo de computador ou de um filme de ficção científica, mas a apomixis é na verdade um método misterioso e fascinante de reprodução assexual de algumas plantas e que tem sido analisado por biotecnólogos de todo o mundo que tentam perceber este processo de clonagem natural.

Ainda são desconhecidos muitas características dos seus mecanismos moleculares, e por isso converteu-se no Santo Graal da biologia vegetal.
Um grupo investigador do Centro de Investigação e de Estudos Avançados da Unidade de Irapuato no México deu um passo fundamental para descobrir estes segredos genéticos, de acordo com um artigo publicado na revista Nature.

Depois de anos a estudar a vida sexual dos vegetais, que renunciaram completamente à via sexual para se reproduzirem, e de analisar a Arabidopsis thaliana − o modelo vegetal por excelência − que se reproduz sexualmente, o grupo liderado por Jean Philippe Vielle-Calzada descobriu que uma proteína chamada Argonauta 9 reprime as células sexuais para que não se convertam células reprodutivas.

“É uma proteína formada por pequenas moléculas de ARN que se comporta como uma reguladora mestre que controla o destino das células e ordena-lhes quando e como devem converter-se em células reprodutivas”, explicou ao El País Vielle-Calzada, do Laboratório Nacional de Genética para a Biodiversidade de Cinvestav.

Pelo menos 25 grupos científicos de todo o mundo competem para encontrar a chave da sexualidade das plantas e até ao momento ignorava-se o papel da Argonauta 9 no aparelho reprodutor. Com o trabalho dos cientistas mexicanos e dos seus colaboradores norte-americanos e franceses descobriu-se a reguladora inicial que confere um papel repressor do destino celular que está presente em todas as plantas que se reproduzem sexualmente.


“Estávamos a investigar num sentido completamente oposto, analisando genes que controlam a meiose (processo de divisão celular), mas esta descoberta não tem nada a ver com a meiose”, afirma Vielle-Calzada.

Fecundação

Na maior parte das plantas comestíveis como o milho, o trigo e o sorgo entre muitas outras, a reprodução sexual mais utilizada é a dupla fecundação, ou seja, primeiro o óvulo é fecundado por um grão de pólen, com o qual se forma o embrião; posteriormente, uma segunda célula espermática une-se a uma célula central para dar lugar à formação do endoesperma, um tecido com bastante conteúdo proteico indispensável para a sobrevivência do embrião. Após este processo, o óvulo transforma-se progressivamente numa semente.

Assim, as sementes herdam metade do seu material genético da mãe e outra metade do pai, e por isto as características genéticas alteram-se de uma geração para a outra.

Por outro lado, com a apomixis as plantas são capazes de se reproduzir formando embriões sem necessidade de fecundação. As células apomíticas contêm todos os genes necessários para formar novas sementes geneticamente idênticas à planta mãe.

Geneticamente modificados

A partir dos anos 50 do século XX, começaram a desenvolver-se sementes geneticamente modificadas dos principais alimentos a nível mundial, o que permitiu maiores rendimentos após um longo processo de hibridação, através do qual se seleccionam e cruzam certas plantas para obter características agrícolas específicas.

“Os híbridos são de uso frequente na agricultura moderna, pois são mais produtivos e menos susceptíveis aos agente patogénicos, conservando um fenómenos chamado vigor híbrido”, afirma Hanspeter Schöb, do Instituto de Biologia de Plantas da Universidade de Zurich.

O investigador suíço explica que com estas sementes, o agricultor não pode deixar uma parte da sua colheita para plantar no ano seguinte, porque ao combinar os traços genéticos com a reprodução sexual das plantas a colheita fica heterogénea, o que não é suportável na agricultura moderna e automatizada.


Milho geneticamente modificado
Deste modo, o valor agrícola das sementes híbridas mantém-se apenas num ciclo de cultivo e os agricultores são obrigados a comprar sementes melhoradas de ano para ano.

O mercado mundial das sementes híbridas é dominado em mais de 90 por cento por menos de dez empresas transnacionais que, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), obtêm lucros de 26 500 milhões de euros por ano.

Se fosse possível induzir a apomixis nas plantas de milho modificado isto teria implicações revolucionárias que iriam alterar o mercado das sementes no mundo, e consequentemente da biotecnologia. Há mais de vinte anos que tanto empresas com agricultores se têm interessado neste campo de investigação.

Vielle-Calzada afirma que este é apenas um primeiro passo e ainda falta muito para chegar ao objectivo de simplificar os métodos de reprodução das sementes modificadas mantendo as suas características genéticas à perpetuidade. “Trata-se de um desenvolvimento que se deve manter o seu carácter público, que deve beneficiar os produtores e os agricultores mais pobres que não teriam de comprar tantas sementes”, explica o autor do estudo.

Modelo vegetal

Para descobrir a função da Argonauta 9, os investigadores utilizaram a planta mais utilizada por cientistas: Arabidopsis thaliana (prima da mostrada) da qual se conhecem todos os genes, e com a qual já se fizeram milhares de investigações. Reproduz-se em apenas seis semanas e utiliza a via sexual para se reproduzir.

A equipa centrou a sua atenção nos genes activos no óvulo com o objectivo de identificar as proteínas essenciais que dirigem a reprodução assexual, e que mostra a presença de Argonauta 9, o qual chamou a sua atenção porque, apesar de se conhecer toda a família de argonautas, nunca se tinham observado em células reprodutivas.

“Observamos o que nunca antes ninguém tinha observado”, explicou Vianey Olmedo, investigadora do Cinvestav e co-autora do estudo. “Trata-se de uma proteína que participa nas etapas iniciais da formação de células que dão lugar ao gametócito (células sexuais)".


Na apomixis não é necessário polén para a reprodução
Uma vez identificada a proteína, os investigadores analisaram uma mutante de Arabidopsis que não é produzida e observaram que esta alteração permite que mais células adquiram a identidade e capacidade de formar-se como gâmetas.

Em vez de produzir apenas um, a grande parte dos óvulos sem Argonauta 9 produziram vários gâmetas anormais que continham toda a informação genética completa.

“Cortando a sua função, causamos uma reacção esquizofrénica das células no óvulo para aquelas que supostamente não se convertiam em gâmetas e converteram-se”, afirmou Vielle-Calzada. “Parece que no estado normal evita que estas células sejam transformadas em precursoras do gâmeta, o qual suugere que a Argonauta 9 inicia a apomixis”

Esta é a primeira base molecular da apomixis, mas os investigadores já estão a preparar os passos seguintes para que num futuro próximo possa ter aplicações concretas no campo.


“É o princípio que nos permitira entender o processo completo e, eventualmente, implementá-lo nas plantas cultiváveis, onde não necessariamente ocorria o mesmo que na Arabidopsis, pois cada planta e espécie em um fim diferente”, explicou Vianey Olmedo que avisou: “Há que analisar o modo como participam as outras proteínas, como interagem entre elas e que outros elementos intervêm no processo, mas esta é uma teoria geral da qual partiremos”.

Os jornais não se perdem, transformam-se!

Ficha de leitura nº4
Assunto: Bactérias produtoras de biocombustível
Pesquisadora: Sara Alberto



 A bactéria TU-103, descoberta na Tulane University em Nova Orleães, tem a capacidade de produzir butanol a partir da celulose do papel, podendo ser uma alternativa à gasolina.




Os jornais deitados ao lixo diariamente podiam ser transformados em biocombustível. A TU-103 é uma nova bactéria descoberta pelos cientistas da Tulane University (Nova Orleães, EUA) que é capaz de transformar a celulose presente em folhas de papel em butanol, um biocombustível que se apresenta como um substituto viável para a gasolina.

Os investigadores já testaram o novo método com velhas edições do jornal «Times Picayune» e revelaram-se satisfeitos com os resultados. Para além de reduzir as emissões de dióxido de carbono, o butanol pode ser usado em vez da gasolina sem que seja necessário adaptar o motor.
A grande vantagem da bactéria TU-103 (encontrada em excrementos de animais) é que consegue transformar a celulose (fibra de que é composto o papel) na presença de oxigénio, enquanto outros microorganismos com capacidades semelhantes só conseguiam a transformação num ambiente sem oxigénio, o que aumentava drasticamente os custos.

O butanol também apresenta benefícios como combustível em relação ao etanol – normalmente produzido a partir do milho ou da cana-de-açúcar –, porque além de se adaptar mais facilmente a qualquer tipo de motor, o material é menos corrosivo do que o concorrente e apresenta um rendimento energético maior.

Embora o etanol também seja derivado da celulose, o butanol é considerado muito mais vantajoso uma vez que pode ser usado em vez da gasolina sem que seja necessário mudar ou adaptar o motor do veículo.

Investigadores da UC abrem caminho à cura de doenças cardíaca

Ficha de Leitura nº10
Assunto: Cura de doençãs cardíacas
Pesquisador: João Paraíso
Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=54243&op=all



"Biólogos descobrem mecanismo que reduz a comunicação entre células do coração

Henrique Girão lidera uma equipa da Universidade de Coimbra (UC) que identificou um novo mecanismo responsável pela desregulação da comunicação intercelular que, em células do coração, poderá ter implicações importantes no desenvolvimento de doenças cardíacas.

“O que mostrámos foi a descrição de um novo mecanismo para degradar proteínas da membrana”, afirma Henrique Girão ao Ciência Hoje. Trata-se de um mecanismo que já tinha sido descrito para a degradação, principalmente de proteínas citoplasmáticas, e os cientistas descobriram agora que este mecanismo de degradação está também envolvido na degradação de proteínas membranares. “A proteína membranar em estudo chama-se conexina43 (Cx43) e agora a ideia é, e já estamos a desenvolver alguns estudos nesse sentido, tentar perceber qual a relevância deste mecanismo num contexto mais fisiológico”, explica o investigador do Instituto Biomédico de Investigação de Luz e Imagem. Mais acrescenta: “Optámos como modelo de estudo o coração em isquémia, uma vez que as proteínas conexina43 são importantes para o coração” pois asseguram a comunicação rápida e eficaz entre a maioria das células, contribuindo para o normal funcionamento de órgãos e tecidos. Deste modo, alterações na comunicação entre células cardíacas, mediada pela Cx43, poderão estar na origem de várias patologias, como por exemplo, doença coronária, insuficiência cardíaca, arritmias e enfarte. “Conseguimos desde já antecipar que qualquer mecanismo que possa, de alguma forma, comprometer a localização e degradação destas conexinas poderá estar envolvido em muitas outras doenças, nomeadamente no cancro, mas aquelas em que estamos focados neste momento é a doença cardíaca”, afirma Henrique Girão. Os resultados do estudo, publicado na revista Molecular Biology of the Cell, permitiram compreender o mecanismo envolvido na remoção da conexina43 da membrana e posterior eliminação. No entanto, para estudar o impacto desta descoberta, bem como as suas implicações no desenvolvimento de doença cardíaca, a investigação vai prosseguir em ratos. “Neste momento já estamos a trabalhar com cardiomiócidos e temos estabelecida uma colaboração com um grupo em Oxford para fazer estes modelos de isquémia, ou seja, induzir lesão no coração do próprio animal e depois tentar perceber se nestas circunstancias há ou não intervenção deste mecanismo que agora conhecemos com base nos nossos estudos celulares”, avança Henrique Girão. Se vier a confirmar-se que este mecanismo é importante, “talvez modulando ao nível deste mecanismo possamos curar algumas das doenças cardíacas”, acredita o coordenador da equipa que integra cardiologistas do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e uma investigadora da Universidade de Einstein, Nova Iorque. “O nosso objectivo último é tentar descobrir uma abordagem terapêutica com base nestes mecanismos que nos permita, de alguma forma, regular este processo de forma a reverter ou curar a doença cardíaca”, conclui."

Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=54243&op=all

Investigadores transformam células de pele em células de coração

Ficha de Leitura nº9
Assunto: Transformação de células da pele em células do coração
Pesquisador: João Paraíso
Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=54273&op=all


"Doentes cardíacos poderão no futuro ser tratados com as suas própria células

Cientistas de Israel conseguiram transformar pela primeira vez células da pele de doentes coronários em células saudáveis do coração. Segundo os investigadores este é mais um passo para se desenvolverem tratamentos que possibilitem tratar doentes com as suas próprias células. Noutras investigações tinha-se já conseguido reprogramar células de indivíduos saudáveis e jovens. Mas esta é a primeira vez que se fez este tipo de intervenção a partir de células de pacientes com doenças de coração e idosos. 

Os investigadores das três instituições que realizaram o estudo (Sohnis Research Laboratory, Technion-Israel Institute of Technology e Ramban Medical Center) obtiveram células cutâneas de dois homens, um com 51 e outro com 61 anos que tinham problemas cardíacos. Conseguiram reprogramá-las como células cardíacas e juntá-las a uma amostra de tecido cardíaco danificado num prazo de 48 horas. Depois, implantaram com sucesso o tecido no coração de vários ratinhos de laboratório saudáveis. Esta técnica, explicam os cientistas, poderá ajudar a superar dois dos principais riscos deste tipo de intervenção: que as células se transformem em tumores ou que sejam rejeitadas por parte do sistema imunitário do paciente. Isto porque, desta forma, o sistema não as vai considerar estranhas. Este estudo é apenas um primeiro passo na investigação. Antes de serem aplicados em humanos, os tratamentos deverão passar por testes clínicos que duram entre cinco e dez anos."

Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=54273&op=all

Alguns anti-inflamatórios podem proteger contra cancro da pele

Ficha de Leitura nº8
Assunto: Prevenção do cancro da pele
Pesquisador: João Paraíso
Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=54364&op=all


"Estudo dinamarquês sugere que aspirina, ibuprofeno e naproxeno têm efeito de prevenção

Um novo estudo publicado na revista «Cancer», editada pela American Cancer Society, sugere que a aspirina e outros analgésicos e anti-inflamatórios semelhantes pode ajudar a prevenir o cancro da pele. Estudos anteriores sugeriam já que anti-inflamatórios não asteróides (AINE) como a aspirina, o ibuprofeno ou o naproxeno reduziam o risco de desenvolvimento de alguns tipos de cancro. A equipa de Sigrún Alba Jóhannesdóttir, do Hospital Universitário Aarhus (Dinamarca), procurou perceber se esta medicação reduzia o risco de três tipos de cancro da pele: carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e o melanoma maligno.

Os investigadores analisaram registos médicos do norte da Dinamarca datados de 1991 a 2009 e identificaram 1974 diagnósticos de carcinoma espinocelular, 13316 de carcinoma basocelular e 3242 de melanoma maligno. Compararam dados das receitas relativas a esses anos das pessoas que desenvolveram problemas de cancro de pele com informações de 178655 indivíduos sem essas doenças. Concluíram que indivíduos medicados com mais de duas prescrições de AINE têm menos 15 por cento de risco de desenvolverem carcinoma espinocelular e menos 13 por cento de desenvolverem melanoma do que os que foram prescritos com dois ou menos desses medicamentos, principalmente quando tomados por sete ou mais anos ou tomados com mais intensidade. No entanto, não parecem ter benefícios, de uma forma geral, na redução de risco do carcinoma basocelular. Jóhannesdóttir espera que o potencial efeito protector dos anti-inflamatórios não asteróides possa inspirar a investigação sobre a prevenção do cancro da pele. Estes efeitos devem ser tidos em conta quando se discute os prós e os contras da utilização destes medicamentos, considera."

Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=54364&op=all

“À medida que as horas de trabalho aumentam, o bem-estar das pessoas reduz”

Ficha de Leitura nº7
Assunto: Horas de trabalho
Pesquisador: João Paraíso
Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=54369&op=all

"Investigadores da UC sugerem horários mais curtos para determinadas pessoas

O número de horas de trabalho tem efeitos no bem-estar das pessoas, conclui um estudo realizado por Filipe Coelho e Maria da Conceição Pereira, da Faculdade Economia da Universidade de Coimbra (FEUC). “À medida que as horas de trabalho aumentam, o bem-estar das pessoas reduz”, afirma Filipe Coelho ao Ciência Hoje. No entanto, esta relação negativa não é igual para todas as pessoas. Ela é, por exemplo, “mais forte para as mulheres”. Uma explicação possível, de acordo com o investigador, é que as mulheres têm de conciliar o trabalho pago com outro turno de trabalho em casa. E se as horas na empresa aumentam isso significa que as mulheres vão ter mais dificuldades em resolver o seu turno doméstico. “Isto corresponde a um eufemismo que por ventura estará em desaparecimento mas que ainda terá as suas marcas”, sublinha Filipe Coelho. Outro resultado que os investigadores encontraram vem juntar a política a esta ‘equação’. “É que as pessoas de esquerda sofrem mais em termos de bem-estar à medida que aumentam as horas de trabalho do que as pessoas de direita”. Segundo Filipe Coelho isto é explicado porque às ideologias de esquerda e direita estão associadas diferentes formas de ver o mundo, de entender a vida privada das pessoas e o trabalho. “À direita associamos o individualismo, o capitalismo, o reconhecimento e prémio pelo esforço individual, enquanto à esquerda associamos aspectos como a igualdade, justiça social, o reforço dos direitos dos trabalhadores e não podemos esquecer que foram os sindicatos ligados à ideologia de esquerda que de alguma forma nos trouxeram conquistas como a semana de trabalho de 40 horas”, exemplifica. O que aqui eventualmente estará a acontecer, conclui o estudo, é que as pessoas que são de esquerda sentem que ao trabalharem mais horas estão a prejudicar a sua vida pessoal para beneficiar os lucros do patrão.

Efeitos nas empresas A investigação de Filipe Coelho e Maria da Conceição Pereira baseou-se na informação recolhida junto de 33 mil empregados de ambos os sexos e de várias idades, 1 034 dos quais portugueses, no âmbito de um estudo europeu, financiado em parte pela União Europeia, e conduzido em 24 países. O trabalho não tem consequências imediatas mas é algo que pode ter efeito nas práticas das empresas. Estas podem, por exemplo, alterar os horários de trabalho de forma a atender às especificidades das pessoas. "Verificámos que, por exemplo, os idosos, as mulheres, as pessoas que têm crianças em casa, as que têm problemas de saúde, sofrem mais com o aumento do número de horas de trabalho”. Assim, “para as empresas evitarem prejudicar o bem-estar das pessoas poderiam talvez fazer horários de trabalho mais curtos para as pessoas com estas características”, sugere Filipe Coelho. Os próximos passos na investigação vão passar por analisar relação entre as horas de trabalho e o bem-estar por país. “O estudo que fizemos referiu-se à globalidade de países e a ideia agora seria ver até que ponto é que há diferenças” entre nações. Outra possibilidade é investigar como é que as horas de trabalho influenciam o bem-estar das pessoas em diferentes ocupações."

A razão pela qual postei esta notícia é para a stôra ter mais preocupação com a saúde dos alunos. Como para nós já não nos beneficia, não maçe os seus alunos futuros. Cuidado com os estudos, eles dão-nos razão!!!

Cientistas revelam genoma do tomate

Ficha de leitura nº5
Assunto : Genoma do tomate

Uma equipe internacional de cientistas conseguiu decodificar o genoma do tomate, o que abre o caminho para melhorar o sabor, as propriedades nutritivas e a durabilidade do alimento.

Pesquisadora : Daniela Carvalho

O Consórcio do Genoma do Tomate, que reúne mais de 300 pesquisadores em 14 países, comparou o tomate doméstico atual com uma versão selvagem, nativa da América do Sul, o Solanum pimpinellifolium.
O tomate tem 35 mil genes, mas existe apenas uma variação de 0,6% entre a variedade selvagem e a encontrada atualmente no supermercado, destacou o estudo, publicado na revista "Nature".
O fruto faz parte da família Solanaceae, que inclui outros cultivos altamente valiosos, como a batata, a pimenta e a berinjela, assim como temperos e ervas de uso medicinal.
Uma comparação demonstrou que o tomate é apenas 8% diferente da batata, geneticamente falando.
 


Os pesquisadores Graham Seymour (esq.) e Gerard Bishop (dir.) observam um tomate em uma estufa usada no estudo (Foto: Universidade de Nottingham/Divulgação)

Pesquisadores agrícolas têm se dedicado à decodificação de importantes cultivos a fim de identificar os genes que afetam o sabor, a resistência a doenças ou a habilidade de crescer em diferentes solos e climas.
Isso abre caminho para a inclusão de genes úteis em novas cepas, tanto através de engenharia genética -- que encontra resistência em alguns países -- ou através de hibridização tradicional.
Os cultivos anteriores que tiveram seu DNA decodificado foram o milho, o trigo, o arroz, a soja, a maçã e o morango.
"O tomate é um dos cultivos mais comuns e explorados", afirmou Francisco Camara, do Centro de Regulação de Genoma da Espanha.
"Conhecer seu genoma em detalhes nos permite, por um lado, ter uma compreensão maior da evolução de plantas vasculares [com raiz, caule e folhas] graças a populações controladas, como as cultivadas, e também fornece novas ferramentas para a agricultura do futuro", acrescentou.
Os membros do consórcio são originários de Argentina, Bélgica, Grã-Bretanha, China, França, Alemanha, Índia, Israel, Itália, Japão, Coreia do Sul, Holanda, Espanha e Estados Unidos.