sexta-feira, 1 de junho de 2012

Os jornais não se perdem, transformam-se!

Ficha de leitura nº4
Assunto: Bactérias produtoras de biocombustível
Pesquisadora: Sara Alberto



 A bactéria TU-103, descoberta na Tulane University em Nova Orleães, tem a capacidade de produzir butanol a partir da celulose do papel, podendo ser uma alternativa à gasolina.




Os jornais deitados ao lixo diariamente podiam ser transformados em biocombustível. A TU-103 é uma nova bactéria descoberta pelos cientistas da Tulane University (Nova Orleães, EUA) que é capaz de transformar a celulose presente em folhas de papel em butanol, um biocombustível que se apresenta como um substituto viável para a gasolina.

Os investigadores já testaram o novo método com velhas edições do jornal «Times Picayune» e revelaram-se satisfeitos com os resultados. Para além de reduzir as emissões de dióxido de carbono, o butanol pode ser usado em vez da gasolina sem que seja necessário adaptar o motor.
A grande vantagem da bactéria TU-103 (encontrada em excrementos de animais) é que consegue transformar a celulose (fibra de que é composto o papel) na presença de oxigénio, enquanto outros microorganismos com capacidades semelhantes só conseguiam a transformação num ambiente sem oxigénio, o que aumentava drasticamente os custos.

O butanol também apresenta benefícios como combustível em relação ao etanol – normalmente produzido a partir do milho ou da cana-de-açúcar –, porque além de se adaptar mais facilmente a qualquer tipo de motor, o material é menos corrosivo do que o concorrente e apresenta um rendimento energético maior.

Embora o etanol também seja derivado da celulose, o butanol é considerado muito mais vantajoso uma vez que pode ser usado em vez da gasolina sem que seja necessário mudar ou adaptar o motor do veículo.

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