quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Fertilidade: Cientistas da Universidade do Porto descobrem potencial marcador de sucesso na fertilização in vitro

Ficha de Leitura nº 1
Unidade de Ensino: Reprodução humana e manipulação da fertilidade
Conteúdo/assunto: Fertilidade

Os problemas de infertilidade poderão estar cada vez menores com a avanço da ciência. Na universidade do Porto, cientistas descobriram um potencial marcador de sucesso da fertilização in vitro, que irá ter, num futuro próximo, como utilidade, permitir que se veja quais os ovócitos que têm maior qualidade, sem os danificar ou comprometer a sua função. Os ovócitos seleccionados serão para preservar.  Essa descoberta pode vir a aumentar a taxa de sucesso das técnicas de reprodução. 

Pesquisador : Carolina Costa

Fonte:
http://aeiou.visao.pt/fertilidade-cientistas-da-universidade-do-porto-descobrem-potencial-marcador-de-sucesso-na-fertilizacao-in-vitro=f530253





"Fertilidade: Cientistas da Universidade do Porto descobrem potencial marcador de sucesso na fertilização in vitro

Porto, 23 Set (Lusa) - Uma equipa de cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) descobriu um potencial marcador de sucesso da fertilização in vitro, que poderá elevar a taxa de sucesso das técnicas de reprodução acima dos 30 por cento.
"No futuro poderá ser possível ver quais os ovócitos com maior teor deste marcador, e preservar apenas esses. Para além disso, poderemos modificar os meios de cultura dos processos reprodutivos, acrescentando-lhes esta enzima ou outra substância que tenha, também, efeito antioxidante", descreveu o investigador Henrique Almeida, da equipa de cientistas da FMUP, hoje em declarações à Lusa.
A descoberta de marcadores bioquímicos que permitam avaliar a qualidade dos ovócitos sem comprometer o seu uso é, há muito tempo, desejada pela comunidade médica internacional e tem motivado intensa pesquisa.

 


terça-feira, 18 de outubro de 2011

Gravidez precoce aumenta risco de cegueira infantil

Ficha de leitura nº2

Unidade: Reprodução e Manipulação da Fertilidade

Conteúdo/Assunto: Gravidez precoce/Cegueira infantil

Pesquisadora: Alexandra Esteves

Fonte: http://www.circuitomt.com.br/editorias/geral/6327-gravidez-precoce-aumenta-risco-de-cegueira-infantil.html

GRAVIDEZ PRECOCE AUMENTA RISCO DE CEGUEIRA INFANTIL


Maior predisposição ao parto prematuro entre adolescentes causa retinopatia em 30% dos bebês e leva 8% desses à cegueira.
A gravidez entre as adolescentes brasileiras vem caindo, mas ainda atinge índice crítico. Indicadores do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que 18,2% das mães no País estão na faixa etária de 15 a 19 anos. De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, estudos da OMS comprovam que a gestação antes dos 18 anos é um fator de risco para o parto prematuro. Por isso, para ele a gravidez precoce associada à sobrevida de 80% dos bebês prematuros está fazendo a retinopatia da prematuridade crescer no País. A doença representa a segunda causa de cegueira entre as crianças brasileiras. É caracterizada pelo desenvolvimento desordenado dos vasos da retina que pode provocar falhas na circulação, hemorragia e o descolamento da retina que causa cegueira.

A estimativa do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) é de que no Brasil ocorrem 30 mil novos casos ao ano. Entre bebês prematuros, 30% são atingidos pela retinopatia e 8% desses ficam cegos.

Queiroz Neto explica que isso acontece porque nos bebês que nascem antes do tempo a retina não se encontra completamente vascularizada e pronta para entrar em contato com o ambiente externo.

Risco e diagnóstico

Os pais, ressalta, devem estar mais atentos com filhos de peso inferior a 1,5 quilo ou nascidos antes da 36ª semana da gravidez. Para evitar a perda da visão, ele destaca que deve ser feito um exame de fundo de olho, no máximo, até a sexta semana do nascimento, ou seja, ainda na UTI neonatal.

Tratamento depende do estágio da doença

Queiroz Neto afirma que a retinopatia da prematuridade provoca outras alterações nos olhos que podem exigir o uso de correção visual e procedimentos cirúrgicos. As principais são: alto grau de vício refrativo - miopia, hipermetropia ou astigmatismo, - estrabismo, ambliopia e visão subnormal.

No estágio inicial da retinopatia, quando só os vasos periféricos sofrem alteração, ele diz que são feitas sessões de crioterapia. Consiste na aplicação de laser através da esclera (parte branca do olho).nos vasos que crescem na periferia da retina.

No estágio intermediário são feitas aplicações de lazer dentro do olho e no avançado, quando ocorre descolamento de retina, a única terapia é a retinopexia, uma cirurgia que recoloca a retina em seu leito.

O especialista diz que nem todo bebê prematuro desenvolve retinopatia, mas todos devem ter acompanhamento oftalmológico mais frequente para evitar o comprometimento ocular. Nos casos de bebês que precisam usar óculos de grau já nos primeiros meses de vida, a recomendação é manter a criança usando os óculos para estimular o desenvolvimento da visão que só é concluído entre 6 e 8 anos.

Infertilidade nas mulheres pode estar ligada à desregulação de enzima SGK1

Ficha nº1
Unidade: Reprodução e Manipulação da fertilidade
Conteúdo/Assunto: Gravidez/Fertilidade
Pesquisadora: Alexandra Esteves
Fonte: http://www.publico.pt/Sociedade/infertilidade-nas-mulheres-pode-estar-ligada-a-desregulacao-de-enzima-sgk1-1516953

INFERTILIDADE NAS MULHERES PODE ESTAR LIGADA À DESREGULAÇÃO DA ENZIMA SGK1
 
O controlo da SGK1 pode vir a ajudar as mulheres a conseguir engravidar 
São os nove meses mais bem imaginados do corpo humano. Um minúsculo parasita de algumas células instala-se no útero e durante as 39 semanas seguintes há um equilíbrio fisiológico que o deixa crescer. O útero é a interface que permite que tudo isto ocorra, mas primeiro tem que estar preparado para receber o futuro bebé. Os cientistas descobriram que a regulação da enzima SGK1 é fulcral para esta preparação e para a manutenção da gravidez. Quando não acontece, há problemas de reprodução ou de rejeição do embrião, explica um artigo publicado neste domingo na Nature Medicine.

Há muitas razões para um casal não conseguir ter filhos, desde espermatozóides com má mobilidade, até problemas genéticos. No caso das mulheres, uma em cada seis tem problemas em conseguir ficar grávida e uma em cada cem sofre de abortos espontâneos. A equipa de investigadores do Imperial College of London, liderada pelo professor Jan Brosens, analisou amostras do útero em 106 mulheres que ou não conseguiam engravidar ou abortavam com regularidade e andavam neste processo há dois anos, sem se descobrir causas.

Os cientistas descobriram o que havia em comum nas mulheres que não engravidavam, e nas mulheres que depois de engravidar abortavam. As primeiras tinham uma quantidade alta da enzima SGK1 na parede do útero durante os dias do ciclo menstrual em que este órgão se prepara para receber o futuro embrião e as segundas tinham uma quantidade pequena desta molécula quando o embrião já está implantado no útero.

Para perceber o significado destas características, os cientistas utilizaram ratinhos. Ao monitorizar a concentração de SGK1, verificaram uma diminuição da concentração desta enzima sempre que os ratinhos fêmea entravam na janela fértil, durante o ciclo menstrual. Quando aumentavam a expressão do gene desta enzima, para haver uma produção anormalmente grande de SGK1, os ratinhos deixavam de conseguir engravidar.

“A nossa experiência em ratinhos sugere que é essencial para a gravidez haver uma perda temporária de SGK1 durante a janela fértil, as amostras de tecidos humanos mostram que em algumas mulheres com dificuldades em conseguir engravidar esta concentração mantém-se alta”, disse em comunicado Jan Brosens. No artigo, os cientistas explicam que esta diminuição da SGK1 é importante para o funcionamento dos genes responsáveis pela implantação do futuro embrião no útero, caso a concentração mantenha-se alta estes genes não funcionam.

Mas a investigação da equipa mostra ainda que a enzima tem que voltar às concentrações normais depois deste interregno na sua actividade. Quando bloquearam o gene da SGK1 em ratinhos fêmeas que tinham engravidado e em células do útero humano que estavam em cultura verificaram que havia um stress oxidativo nas células, ou seja, vários químicos que são produzidos pela maquinaria das células e que as danificam não eram “digeridos” normalmente. “Isto pode explicar porque é que uma quantidade baixa de SGK1 é mais comum nas mulheres que tiveram abortos recorrentemente”, explicou.

Jan Brosens sugere que no futuro o controlo desta enzima pode ajudar as mulheres a conseguir engravidar ou pode ainda servir como um novo método de contracepção.

Descoberta de equipa portuguesa abre novas perspectivas para a terapia genética


Ficha de leitura nº1

Unidade de ensino: Património genético

Conteúdo/assunto: síntese proteica e terapia genética


Uma equipa de cientistas portugueses descobriu a importância do processo de terminação da transcrição de genes, os "pontos finais" descobertos por Nicholas Proudfoot há mais de trinta anos. Quando um destes "pontos finais" era retirado de um gene de um insecto (mosca), o desequilíbrio na síntese de proteínas resultava em graves deformações ou morte do indivíduo. O gene selecionado para esta experiência está relacionado com o processo de divisão celular e diversos cancros em humanos, sendo já alvo para diversas terapias génicas. Esta descoberta é mais um passo para que se encontrem novas curas para este tipo de doenças.

Pesquisador: Sara Alberto


Uma equipa portuguesa de investigadores descobriu que os múltiplos «pontos finais» nos genes são mais importantes do que se pensava, o que abre novas possibilidades de desenvolvimento futuro de alvos de terapia genética, anunciou esta sexta-feira o IBMC.

Num artigo publicado hoje no 'EMBO Journal', investigadores do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) da Universidade do Porto demonstram que «não é indiferente qual dos dois sinais de terminação do gene pólo que as células usam» e que «ter apenas um deles leva a que os organismos apresentem problemas graves de desenvolvimento, causando eventualmente a morte».

Numa experiência inédita em moscas-da-fruta, a equipa liderada pela investigadora Alexandra Moreira eliminou um «ponto final» de um gene, o que resultou em deformações no desenvolvimento que levaram à morte da maioria dos insectos.

O gene escolhido «tem um papel chave na divisão celular, está fortemente relacionado com vários tipos de cancro em humanos e é considerado um alvo para terapia genica».

«Os resultados foram surpreendentes e mais drásticos do que o que se poderia esperar: quando fazemos com que a mosca use apenas o primeiro ponto final, o efeito é devastador para a mosca», afirma Alexandra Moreira, citada, em comunicado, pelo IBMC.

Segundo o instituto, outros estudos recentes com células permitiram perceber que os «pontos finais» múltiplos «estão associados a processos mais complexos, como o cancro», no entanto, «todos estes estudos foram sempre feitos em células isoladas, não permitindo olhar para o que se passava num organismo vivo, como um todo».

Os autores referem que «o artigo tem grande importância internacional ainda a outro nível, concretamente na forma como explica a dinâmica de produção dos diferentes RNA [ácido semelhante ao DNA] dentro de um organismo».

«De facto, parece que a presença de ambos os pontos finais permite uma regulação muito mais eficaz dos níveis da proteína que deles resulta», refere o IBMC.

Para os investigadores, a grande inovação deste trabalho foi «mostrar, pela primeira vez, num organismo vivo a função destas assinaturas genéticas e as graves consequências fisiológicas que mutações nestes sinais podem ter».

Este estudo abre novas possibilidades de «alvos de terapia genética a desenvolver no futuro», explicam os autores.

A investigação envolve outros dois laboratórios, um no IBMC liderado por Claudio Sunkel, que descobriu o gene polo há mais de 20 anos, e outro na Universidade de Oxford, liderada pelo cientista que descobriu os «pontos finais» há mais de 30 anos, Nicholas Proudfoot.

SOL/Lusa


“Casais de lésbicas poderão aceder à inseminação artificial

http://vibemix.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/lesbicas.jpgFicha de Leitura n.º1

Unidade de ensino: Reprodução humana e manipulação da fertilidade.

Conteúdo/Assunto: Reprodução Assistida

Segundo o jornalista Nuno Miguel Ropio, após a aceitação do casamento homossexual em Portugal, autorizou que os casais de lésbicas possam recorrer à fertilização artificial, ou seja, têm direito à procriação medicamente assistida pois, a lei aprovada em 2006 (aprovaram o casamento gay), não estabelece divergências entre casais heterossexuais e homossexuais.

Pesquisador: João Paraíso em 18 de Outubro de 2011

Fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1576846

“Casais de lésbicas poderão aceder à inseminação artificial

Juristas garantem que casamento homossexual abriu caminho para a reprodução assistida

2010-05-24

NUNO MIGUEL ROPIO

A aprovação do casamento homossexual veio permitir que os casais de lésbicas possam recorrer à inseminação artificial, porque a lei de 2006, que fixa o acesso à reprodução medicamente assistida, não estabelece diferenças entre os casais homo e heterossexuais.

A legislação da procriação medicamente assistida (PM) refere que "só as pessoas casadas" e as que, "sendo de sexo diferente, vivam em condições análogas às dos cônjuges há pelo menos dois anos [união de facto]" podem recorrer às técnicas financiadas pelo Serviço Nacional de Saúde (SN). Ou seja, até agora tanto mulheres solteiras, independentemente da orientação sexual, como lésbicas em união de facto não podiam recorrer à PM.

Segundo os juristas ouvidos pelo JN, Rui Rangel e Paulo Saragoça da Matta, tendo em conta que a Lei 32 de 2006 não cria qualquer diferenciação, no seu artigo 6º, quanto ao sexo dos elementos do casal, o diploma que regula o casamento homossexual abre portas aos casais de lésbicas que, reunindo as condições de admissibilidade, poderão assim aceder à inseminação artificial.

Como um dos artigos, decretados pela Assembleia da República, permite que nenhum profissional de saúde seja obrigado a colaborar na realização da PMA - desde que na recusa especifique as razões -, a Ordem dos Médicos (OM) adianta que estará atenta "aos próximos passos do legislador". "Atempadamente, após analisarmos a questão e obtivermos uma clarificação da mesma legislação, iremos nos pronunciar", refere Pedro Nunes, bastonário da OM.

Privados também têm PMA

"Se, num casal de lésbicas, uma mulher reunir todos os requisitos, vai ter de gozar dos mesmos direitos dos casais homossexuais", explica o juiz desembargador Rui Rangel que, assumindo-se a favor de uma "legislação permissiva", frisa o facto desta situação surgir na sequência do "aborto jurídico que o legislador criou ao de impedir a adopção no casamento homossexual".”

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1576846

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Mulheres que usam DIU têm menor risco de câncer de colo de útero

Ficha de leitura nº2

Unidade de ensino:Reprodução humana e manipulação de fertilidade

Conteúdo/assunto:D.I.U. diminui risco de cancro no colo do útero

Através de um estudo realizado com vinte mil mulheres na Espanha, França e Holanda apurou-se que as mulheres que usam o DIU como método contracetivo têm menos 50% de probabilidade de desenvolver o cancro do colo do útero.
Estas mulheres acabam por sofrer inflamações provocadas pelo DIU, deste modo o sistema imunitário é estimulado a eliminar as lesões que surgem e conseguem prevenir que células do HPV se tornem cancerígenas.

Pesquisado por: Susana Bailadeira

Fonte:http://www.jornaldebarretos.com.br/novo/2011/10/40721

9 de outubro de 2011

Mulheres que usam DIU têm menor risco de câncer de colo de útero
Uma pesquisa feita com 20 mil mulheres na Espanha, França e Holanda, e publicada no periódico médico “Lancet”, revelou que as que usam o DIU como método contraceptivo têm 50% menos chances de desenvolver uma das mais temidas doenças: o câncer de colo de útero.Segundo os estudiosos, isso ocorre porque as mulheres que usam o DIU acabam sofrendo de inflamações provocadas pelo dispositivo intrauterino. Com isso, o sistema imune é estimulado a eliminar as lesões que surgem e conseguem prevenir que células do HPV se tornem cancerígenas.Apensar da boa notícia, é preciso ressaltar que o DIU tem particularidades que devem ser levadas em conta na hora de optar por este método, como a possibilidade de perfuração da parede do útero. Além disso, há contra-indicação em casos de suspeita de gravidez ou caso a mulher possua doenças infecciosas, como clamídia ou gonorreia. Existem dois tipos de DIU, o de cobre e o hormonal. Ambos tem eficácia comprovada como método contraceptivo, mas não protegem contra doenças sexualmente transmissíveis. Os dispositivos precisam ser trocados de 5 em 5 anos, em média

domingo, 16 de outubro de 2011

70 por cento das mães amamentam no primeiro mês


Ficha de leitura nº1

Unidade de ensino: Reprodução humana e manipulação de fertilidade

Conteúdo/assunto: amamentação


A adesão das portuguesas ao aleitamento materno durante o primeiro mês de vida dos bebés ronda os 70 por cento, uma percentagem que fica aquém do desejável, lamentou uma enfermeira especialista nesta área. Com o decorrer do tempo esta percentagem vai descendo, sendo no sexto mês apenas de 40%.
Segundo a agência Luso Irene Cerejeira as mães não valorizam o aleitamento materno, dai haver necessidade de investir nesta área dando a conhecer às mães as vantagens da amamentação.
A agência adianta ainda que muitas mães desistem da amamentação devido à falta de apoio que senta após a alta.

Pesquisador: Catarina Ribeiro

Fonte: http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=2037034&seccao=Sa%FAde

A adesão das portuguesas ao aleitamento materno durante o primeiro mês de vida dos bebés ronda os 70 por cento, uma percentagem que fica aquém do desejável, lamentou hoje uma enfermeira especialista nesta área.

"Achamos que as mães não valorizam muito o aleitamento materno", afirmou à agência Lusa Irene Cerejeira, presidente da Mesa do Colégio da Especialidade de Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica da Ordem dos Enfermeiros, que quinta-feira, em conjunto com a Associação Portuguesa dos Enfermeiros Obstetras, promove em Viseu uma conferência sobre amamentação.

Segundo Irene Cerejeira, "a taxa de adesão (ao aleitamento materno) no primeiro mês de vida ronda os 70 por cento", mas o objectivo é que se atinja, "pelo menos", os 95 por cento.

"Daí haver necessidade de intervirmos, trabalhando a área de conhecimento das mulheres, falando das vantagens, de modo a que elas possam aderir ao aleitamento materno", justificou.

Com o decorrer dos meses, esta percentagem vai diminuindo e, "no sexto mês de vida, anda à volta dos 40 e pouco por cento", sendo que entre os quatro e os seis meses poucas mães conseguem alimentar o bebé em exclusividade com o leite materno, como recomenda a Organização Mundial de Saúde, sobretudo por motivos laborais.

Irene Cerejeira explicou que muitas mães desistem também de amamentar devido "à falta de apoio que sentem após a alta".