Ficha de leitura nº1Unidade de ensino:Reprodução humana e manipulação de fertilidade
Conteúdo/assunto:interrupção da gravidez
No Reino Unido, há cerca de 400 mil diagnósticos errados por ano de perda gestacional. Estes diagnósticos podem surgir por variadas razões, tais como hemorragias ou dores abdominais durante as primeiras semanas de gestação.
De modo a estudar o caso, recorre-se a uma ecografia onde se verifica o tamanho do saco embrionário, a existência ou inexistência de embrião vísivel e o seu batimento cardíaco, sendo depois tudo relacionado com o tempo de gravidez. Nos casos de dúvida, esta ecografia é repetida após 7 a 10 dias, se o saco embrionário não apresentar crescimento é dado o diagnóstico de perda gestacional.
Este método pode levar a erros uma vez que uma gravidez não se desenvolve igualmente em todos os casos, há variações no crescimento do saco embrionário.
Assim, os investigadores concordam a a adoção de novas linhas de organização de modo a evitar diagnósticos errados e perdas de embriões saudáveis
Este método pode levar a erros uma vez que uma gravidez não se desenvolve igualmente em todos os casos, há variações no crescimento do saco embrionário.
Assim, os investigadores concordam a a adoção de novas linhas de organização de modo a evitar diagnósticos errados e perdas de embriões saudáveis
Pesquisado por : Susana Bailadeira
Fonte:http://www.tvi24.iol.pt/maternidade/gravidez-perda-gestacional-ecografia-aborto/1289178-5535.html
Erros de diagnóstico levam à interrupção de gravidezes saudáveis e desejadas
Por: Ana Esteves 14- 10- 2011 12: 2
Por: Ana Esteves 14- 10- 2011 12: 2
Estima-se que no Reino Unido possam chegar a 400 por ano o número de diagnósticos errados de perda gestacional. Na maior parte dos casos, levam a um aborto provocado para «limpeza» do útero. Números avançados pelo professor Tom Bourne, do Imperial College London, líder de um estudo que acompanhou mil mulheres grávidas a quem foi dito, na sequência de uma ecografia, que tinham perdido o bebé. Podem ser várias as razões que levam ao erro de diagnóstico. Se uma grávida sofre uma hemorragia ou dores abdominais, nas primeiras semanas da gestação, os médicos avaliam, por meio de ecografia, o tamanho do saco embrionário, a existência ou não de embrião visível e o seu batimento cardíaco, relacionando tudo isso com o suposto tempo de gravidez. Em caso de dúvida ¿ por vezes o embrião ainda não é visível nem audível o seu batimento cardíaco, mas pode estar lá - os médicos devem repetir o exame passados sete a dez dias. Nessa altura devem voltar a medir o saco embrionário e se este não tiver crescido então confirmam o diagnóstico de perda gestacional. Mas este método conduz a diagnósticos errados, pois há variações no crescimento do saco amniótico, nem todas as gravidezes evoluem da mesma forma e nem sempre os tamanhos do saco coincidem com o intervalo que vem nos manuais de obstetrícia. Sem que isso queira dizer que se está perante uma gravidez inviável. Também as situações em que o embrião ainda não é visível em determinado tempo de gestação e com determinadas medidas de saco embrionário podem levar a diagnósticos de gravidez anembrionária (sem embrião) - mas o cálculo do tempo gestacional pode estar errado e o tamanho do saco ser atípico, podendo haver também nestes casos diagnósticos errados. Os autores do estudo afirmam que é necessário fazer mais investigação e pedem que sejam criadas de imediato novas guidelines que permitam evitar diagnósticos errados e perdas de embriões saudáveis. Os resultados deste estudo foram publicado no jornal Ultrasound in Obstetrics.
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