domingo, 16 de outubro de 2011

Métodos Contracetivos: A Alternativa Masculina


Ficha de Leitura Nº1

Unidade de ensino: Reprodução humana e manipulação de fertilidade

Conteúdo/assunto: Pílula Masculina
Segundo um estudo publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, também os homens têm agora a opção de tomar a pílula masculina, sem efeitos secundários, contrariando as investigações feitas anteriormente, em que tal método causava efeitos secundários, como a falta de desejo sexual ou alterações de humor, tornando este método hormonal pouco aconselhado.
Basta a aplicação de injeções mensais de testosterona para que também o homem possa ter uma alternativa ao preservativo ou ao método mais "radical", a Vasectomia.
A injeção bloqueia a produção de esperma e se os estudos futuros se revelarem positivos, o método virá revolucionar o planeamento familiar dos casais que não desejam ter filhos.
É estimado que, segundo a equipa do Instituto de Investigação para o Planeamento Familiar de Beijing, o novo método poderá estar disponível dentro de 5 anos. Em Portugal, este novo método deverá ter uma afluência bastante positiva, dado que 14% dos casais escolhe o uso do preservativo, enquanto 5% opta pela vasectomia.
A eficácia deste novo método hormonal é comprovada pelos resultados dos ensaios clínicos feitos durante dois anos e meio na China. Em cada 100 homens que tomaram as injecções, apenas um teve filhos. Caso este novo método seja aceite e seja comercializado, os homens terão assim um novo método mais "cómodo" de controlar assim a sua reprodução.
Pesquisado por: Joel Joaquim
"Estudo mostra que a pílula masculina é eficaz para evitar
gravidez
por JOANA FERREIRA DA COSTA 8 Maio 2009
Uma injecção mensal de testosterona nos homens pode ser tão eficaz a evitar
uma gravidez como a pílula feminina ou os preservativos. A injecção bloqueia a
produção de esperma e se os testes confirmarem os actuais resultados o método
pode revolucionar a forma como os homens controlam o planeamento familiar.
A eficácia das injecções de hormonas é revelada pelos resultados dos ensaios
clínicos feitos durante dois anos e meio na China. Em cada 100 homens que
tomaram as injecções, apenas um teve filhos.
Segundo o estudo, publicado no Journal of Clinical Edocrinology &
Metabolism, seis meses depois da interrupção das injecções, desaparecem os
efeitos das hormonas no esperma. A equipa do Instituto de Investigação para o
Planeamento Familiar de Beijing acredita que se os testes continuarem a ser bem
sucedidos, o contraceptivo poderá estar disponível dentro de cinco anos
"Para os casais que não podem, ou não querem, usar métodos contraceptivos
femininos, as opções de planeamento familiar estavam limitadas à vasectomia, aos
preservativos ou coito interrompido", explica o investigador que liderou o
estudo, Yi-Qun Gu, citado pela BBC.
As anteriores tentativas para desenvolver um contraceptivo hormonal masculino
esbarraram na falta de resultados e em efeitos secundários como falta de desejo
sexual ou alterações de humor, diz a BBC. Nesta investigação não foram relatados
efeitos secundários graves. Mas quase um terço 1045 homens envolvidos abandonou
o estudo antes da sua conclusão.
Em Portugal, onde o planeamento familiar é tradicionalmente entregue às
mulheres a chegada ao mercado de uma pílula masculina seria "uma revolução",
admite o secretário geral da Associação para o Planeamento Familiar, Duarte
Vilar.
Segundo o especialista, o leque de opções contraceptivas para os homens
portugueses limitam-se ao preservativo, escolhido por 14 por cento dos casais.
"Apesar da sua eficácia, o uso da vasectomia no País é residual. Apenas 0,5 por
cento dos homens a utilizam".
Com um contraceptivo hormonal "os homens poderiam passar a controlar a sua
reprodução", concluiu. "

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