Unidade de Ensino: Património Genético
Conteúdo/Assunto: Cromossoma-X
Pesquisador: Ana Rita Rito
Novas evidências mostram que as mulheres transmitem mais genes aos filhos que os homens, e historicamente, há mais casos de homens que tiveram filhos com várias mulheres, que com uma única esposa
por Tabitha M. Powledge
Pesquisadores revelam a existência de provas genéticas que sustentam a idéia socialmente polêmica de que a poligamia ─ prática de acasalamento em que homens dominam a reprodução ao gerar filhos com várias mulheres ─ foi uma norma de comportamento sexual durante a história e pré-história humana. Como o significado de poligamia implica na idéia de que uma parcela dos homens se tornou pais de poucos filhos, ou nenhum, um estudo publicado recentemente na PLoS Geneticsmostra também que, em média, a mulher doa mais genes a sua prole que o homem.
A proporção entre genes femininos e masculinos transmitidos ainda não é conhecida. “Nosso trabalho investigativo visa melhores estimativas, mas acreditamos que é de pelo menos dois para um ─ se não mais”, comenta a maior autoridade no assunto, Michael Hammer, geneticista da University of Arizona, em Tucson. “Esse estudo além de muito bem elaborado contribui para um esclarecimento cada vez maior sobre a natureza humana”, observa David Barash, psicólogo evolucionista da University of Washington, em Seattle.
O estudo, que examinou material genético (DNA) de seis populações de diferentes áreas geográficas – Biaka (República da África Central), Mandenka (Senegal), San (Namíbia), país Basco (França), Han (China) e Papua (Nova Guiné) – fornece uma comprovação independente de outras análises realizadas com animais. Para biólogos evolucionistas, a base da biologia humana é polígama. “A monogamia é uma aquisição cultural de influência bem recente,” ressalta Barash.
A proporção entre genes femininos e masculinos transmitidos ainda não é conhecida. “Nosso trabalho investigativo visa melhores estimativas, mas acreditamos que é de pelo menos dois para um ─ se não mais”, comenta a maior autoridade no assunto, Michael Hammer, geneticista da University of Arizona, em Tucson. “Esse estudo além de muito bem elaborado contribui para um esclarecimento cada vez maior sobre a natureza humana”, observa David Barash, psicólogo evolucionista da University of Washington, em Seattle.
O estudo, que examinou material genético (DNA) de seis populações de diferentes áreas geográficas – Biaka (República da África Central), Mandenka (Senegal), San (Namíbia), país Basco (França), Han (China) e Papua (Nova Guiné) – fornece uma comprovação independente de outras análises realizadas com animais. Para biólogos evolucionistas, a base da biologia humana é polígama. “A monogamia é uma aquisição cultural de influência bem recente,” ressalta Barash.
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