Ficha de leitura: nº14
Unidade de ensino: Património Genético
Conteúdo\ Assunto: Esquizofrenia
Um estudo do Instituto de Psiquiatria do King's College London mostrou que apesar da hereditariedade exercer forte influência em casos de esquizofrenia e bipolaridade, nem sempre os distúrbios se manifestam em gêmeos idênticos, o que indica que outros fatores, além dos genéticos, talvez estejam envolvidos nos transtornos. Para chegar a essa conclusão, o psiquiatra Jonathan Mill analisou o DNA de 22 pares de gêmeos univitelinos, o que descarta interferências genéticas, sendo que um de cada dupla apresentava esquizofrenia ou transtorno bipolar, e comparou com o DNA cerebral de pessoas saudáveis e com o de outros voluntários que tinham algum tipo de psicose. O objetivo da pesquisa era investigar o impacto das mudanças epigenéticas – alterações que não influem na sequência do DNA, porém deixam marcas químicas.
Embora o pesquisador não tenha encontrado modificações no conteúdo total da metilação do DNA – um forte indicador de alteração epigenética –, entre os irmãos, foram observadas diferenças associadas aos distúrbios em locais específicos do genoma. Além de reforçar a ideia de que essas mudanças podem estar envolvidas num largo espectro de transtornos psiquiátricos, a descoberta corrobora publicações anteriores que mostram que as alterações estão associadas a uma série de processos biológicos e cognitivos, incluindo dependência química e neurodegeneração.
Mill acredita que os resultados são animadores: “Nosso estudo sugere que não só as alterações genéticas são importantes. As diferenças epigenéticas que observamos podem revelar mais sobre as causas da esquizofrenia e do transtorno bipolar, uma vez que algumas alterações eram específicas de cada doença. Além disso, esses processos são potencialmente reversíveis, o que pode significar um avanço no desenvolvimento de futuros medicamentos”.
Pesquisador: Flávia Pedro Dinis
Fonte: http://www.pantanalnews.com.br/contents.php?CID=78444
Nenhum comentário:
Postar um comentário