domingo, 20 de novembro de 2011

Perigos com a cura do HPV?

Ficha de Leitura nº21

Unidade de Ensino: Imunidade e controlo de doenças
Conteúdo/Assunto: HPV
Pesquisador: Ana Rita Rito


Vacina para o vírus do papiloma humano continua segura

Por Rose Eveleth

Provavelmente você já ouviu falar sobre a campanha da vacina contra o HPV, no Estados Unidos. Projetada para impedir as pessoas de adquirir vírus do papiloma humano, algumas cepas que podem desencadear em um câncer vulvar, anal, cervical, vaginal ou peniano, a vacina contra o HPV voltou para os holofotes durante os recentes debates entre os candidatos presidenciais do Partido Republicano norte americano.

Os centros de controvérsia do Texas Gov. Rick Perry emitiram uma ordem executiva em 2007, exigindo que todas as meninas da sexta série em seu estado fossem submetidas a vacinação contra o HPV. Essa ordem tornou-se alvo para alguns dos adversários de Perry, que afirmam que o governador extrapolou os limites pela obrigatoriedade da vacina e colocou pacientes em risco de perigosos efeitos secundários. Michele Bachmann relatou sobre uma mãe revoltada que alegou que sua filha de apenas 12 anos desenvolveu uma deficiência mental causada pela vacina.

Até o momento não há nenhuma pesquisa que confirme uma ligação entre a vacina contra o HPV ou qualquer outra vacina ao disturbio mental. No últimos dias, agências de notícias em dos Estados Unidos abordaram a questão, desmascarando a história de Bachmann (da qual ela posteriormente voltou atrás). Por exemplo, este conjunto de investigações relevantes em matéria de vacinas e seus efeitos colaterais estão em um relatório de agosto do Instituto de Medicina, que não encontrou qualquer ligação entre vacina e deficiência mental. Da mesma forma, uma história no New York Times reforça que a vacina contra o HPV não tem nada a ver com deficiência mental, dizendo que "não há evidências relacionando-as." Uma história no Los Angeles Times também contestou a alegação de Bachmann e citou a American Academy of Pediatrics, que afirmou que o discurso dela não tinha "absolutamente nenhuma validade científica." E quatro especialistas foram convidados pela LiveScience.com para ponderar sobre os prós e contras da vacinação obrigatória. Nem todos concordam que ela seja necessária, mas há unânimidade na afirmação de que a vacina é segura e eficaz.



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