domingo, 27 de novembro de 2011

Transplante de neurónios provoca emagrecimento em ratos

Ficha de Leitura nº19
Unidade: Imunidade e Controlo de Doenças
Assunto: Transplante de Neurónios

Os autores de um estudo acreditam que o transplante de neurónios provoca emagrecimento em rato e, que esta experiência pode representar novas esperanças no futuro, a longo prazo, na capacidade de restaurar outras zonas do cérebro, remetendo terapias para as doenças de Parkinson, autismo e muitas mais.

Pesquisador: João Paraíso


"Com o intuito de testar a flexibilidade do cérebro, uma equipa de investigação da Universidade de Harvard transplantou neurónios cuidadosamente seleccionados, de embriões de ratinhos para o hipocampo de animais adultos. O estudo, publicado na «Science», trabalhou diferentes propriedades albergadas pelo hipotálamo – a sensação de fome, metabolismo, temperatura corporal, o impulso sexual e a agressividade.

O ensaio recaiu essencialmente sobre as primeiras. Os roedores usados eram geneticamente modificados de forma a obterem uma resposta à leptina – hormona que regula o metabolismo e está associada à obesidade – alterada. Após o transplante, o circuito cerebral restaurou-se e os animais perderam peso.

Os autores do estudo acreditam, mesmo, que a experiencia pode representar uma nova esperança de futuro, a largo prazo, na capacidade de restaurar outras zonas do cérebro – remetendo para terapias para as doenças de Parkinson, autismo, epilepsia, entre outras.

Até agora, apenas se descobriram duas áreas cerebrais com capacidade de substituir neurónios (neurogénese) em grande escala: o bolbo olfactivo e uma zona chamada de giro dentado (uma faixa de substância cinzenta), segundo avançara Jeffrey Micklis, docente em Harvard e co-autor do trabalho.

Os neurónios adicionados às duas primeiras regiões, durante a etapa adulta, são, geralmente, mais pequenos e actuam como as funções que comandam o volume sobre os sinais, mas a equipa restabeleceu um sistema de circuitos neuronais que, por norma, não aplica a neurogénese; contudo, com isto, recuperaram grande parte das suas funções originais.

É a primeira vez que cientistas conseguem reconstruir o circuito cerebral e a técnica poderá ser bastante promissora se aplicada a novas terapias."

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