domingo, 20 de novembro de 2011

Recorde em doação de órgãos

Ficha de Leitura nº13 
Conteúdo/Assunto: Doação de Orgãos
Pesquisador: Ana Rita Rito




Antes mesmo de 2008 terminar, o Estado de São Paulo já contabilizava a melhor marca de transplantes de órgãos realizados em um único ano


Nota da Redação
Em 2008 São Paulo bateu recorde histórico de transplantes de órgãos ─ sem contar córneas, que são tecidos e não órgãos. Até dia 15 de dezembro foram contabilizadas pela Secretaria de Estado da Saúde 1.386 cirurgias, número que supera em 23% os transplantes de todo o ano de 2007. 


O melhor resultado havia sido registrado em 2004, com 1.332 transplantes, seguido por 2006, com 1.165. Até 15 de dezembro de 2008 houve 451 doadores viáveis ─ que tiveram pelo menos um órgão aproveitado para transplante ─ contra 376 em todo o ano de 2007, 376 em 2006, 366 em 2005 e 431 em 2004.

Em 2008 também houve recorde no número de potenciais doadores ─ pacientes com morte encefálica notificados pelos hospitais ─ que chegou a 2.208 até 15 de dezembro, contra 1.965 no ano passado inteiro, 1.719 em 2006, 1.533 em 2005 e 1.692 em 2004. A diferença entre o total de potenciais doadores e os doadores viáveis acontece porque os familiares se recusam a autorizar a doação, ou por ocorrer parada cardíaca do paciente durante o processo de doação ─ o que inviabiliza a retirada de órgãos para transplante ─ ou por serem obtidos resultados positivos de sorologia para HIV e outras doenças infecciosas.
Desde 2006 a Secretaria tem se esforçado para aumentar o número de notificações de possíveis doadores, elevando, consequentemente a oferta de órgãos para transplante. Cerca de 450 profissionais de saúde, principalmente médicos, que trabalham nas emergências e UTIs dos grandes hospitais, já foram capacitados.

O treinamento inclui identificação de potenciais doadores, diagnóstico de morte encefálica, manutenção de doadores, contra-indicações clínicas à doação de órgãos e tecidos, legislação, ética e dinâmica do processo doação-transplante. Os médicos recebem treinamento para realizar a “entrevista familiar”, fundamental para a viabilização do transplante, pois somente familiares de pacientes com morte cerebral podem autorizar a retirada de órgãos para a doação. 

“Esse resultado é inédito e expressivo, pois revela que estamos no caminho certo ao concentrar o trabalho junto à comunidade médica para incentivar as notificações de pacientes com morte encefálica pelos hospitais. Em média, metade dos familiares autoriza a doação de órgãos. Se ampliarmos o número de potenciais doadores notificados, certamente teremos cada vez mais vidas salvas por transplantes em São Paulo”, conclui o coordenador da Central de Transplantes da Secretaria, Luiz Augusto Pereira. 

Das 1.386 cirurgias realizadas em 2008, 72 foram transplantes de coração, 117 de pâncreas, 752 de rim, 400 de fígado e 45 de pulmão.

Fonte: 
http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/recorde_em_doacao_de_orgaos.html

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