domingo, 20 de novembro de 2011

Substância reduz tamanho de tumor em ratos e inibe produção de enzima do cancro

Ficha de leitura nº18
Unidade: Imunidade e controlo de doenças
Conteúdos/Assunto: Cancro/Enzimas
Pesquisadora: Alexandra Esteves

Substância reduz tamanho de tumor em ratos e inibe produção de enzima do cancro


A silibinina, um extracto do cardo (Silybum), diminui o tamanho do tumor nos ratos ao inibir a produção de uma enzima que é super produzida em certos tipos de cancro, descobriram investigadores do University of Colorado Cancer Center, avança o portal ISaúde.

O estudo foi conduzido pelo professor de ciências farmacêuticas Rajesh Agarwal, da University of Colorado School of Pharmacy.

A equipa de Agarval especializou-se nos benefícios quimiopreventivos da silibinina e de outros nutracêuticos. Neste estudo, a equipa descobriu que a silibinina poderia reduzir o tamanho e o número de tumores de pulmão nos ratos ao inibir a síntese de óxido nítrico induzível (iNOS). Esta enzima que produz o óxido nítrico, que é um radical livre que pode levar ao desenvolvimento de cancro do pulmão.

"Nos nossos estudos em andamento, queremos entender as fontes de geração de óxido nítrico, centrando-nos no microambiente do tumor de pulmão e em como a silibinina afecta isso. Estamos tentando chegar mais cedo no desenvolvimento do cancro para alcançar uma quimioprevenção real", diz Agarwal.

A silibinin encolheu o tamanho dos tumores em 72% depois de 12 semanas de tratamento em ratos com tumores que continham iNOS. Nos ratos cujo cancro de pulmão não apresentava iNOS, a silibinina não teve efeito.

"Os resultados apoiam atacar a iNOS com silibinina para controlar o cancro de pulmão", afirmou Agarwal.

O estudo também mostrou o benefício de usar micro-CT para optimizar o tratamento. Diferente da MRI, que não produz imagens claras o suficiente para medir o tamanho do tumor, as imagens de micro-CT "distinguiram claramente os tumores de pulmão do tecido que os envolvia mesmo sem qualquer agente de contraste, e as imagens 3D pulmonares reconstruídas facilmente diferenciaram os tumores dos vasos sanguíneos", de acordo com o estudo.

"Esta é uma técnica muito poderosa, em tempo real, para medir de maneira não-invasiva a eficácia do tratamento de cancro", afirmou Agarwal.

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