
Ficha de leitura nº14
Unidade: Imunidade e controlo de doenças
Assunto: detecção de células cancerígenas
Equipa de cientistas liderada por dois japoneses desenvolveu um reagente que faz brilhar as células cancerígenas, facilitando assim a detecção de tumores de menor dimensão, avança a agência LUSA.
Quando pulverizado sobre uma determinada zona, o agente, ainda em fase experimental, pode realçar um carcinoma com um tamanho inferior a um milímetro ao conferir às células cancerígenas um brilho de cor verde.
A ressonância magnética e outros métodos existentes são incapazes de detectar tecidos tumorais tão pequenos, pelo que a equipa entende que este avanço pode ajudar no futuro a detectar, com maior precisão e menos custos, a extensão de um cancro.
No artigo publicado na revista Sciente Translational Medicine, os investigadores explicam que “a capacidade do olho humano de detectar, sem assistência, pequenos focos de cancro ou os limites precisos do mesmo no tecido normal durante a cirurgia ou a endoscopia é limitada”.
Mas com o novo agente desenvolvido, numa questão de minutos, é emitido um brilho verde graças a uma reacção química quando entra em contacto com uma enzima chamada GGT, que só está presente na superfície das células cancerígenas.
Yasuteru Urano, professor de biologia química da Universidade de Tóquio e Hisataka Kobayashi, cientista chefe dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, são os dois investigadores que lideram a equipa que espera que o reagente possa ser utilizado dentro de poucos anos.
A equipa ainda vai certificar-se de que a molécula fluorescente não é tóxica para o resto das células, ainda que, até ao momento, tenha sido garantido que não se detectaram efeitos nocivos inclusivamente face ao uso de grandes quantidades da substância reagente.
Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=51956&op=all
Pesquisadora: Catarina Ribeiro
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