segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Derrame de petróleo da Chevron no Brasil pode ser maior do que se previa

Ficha de leitura nº13
Unidade: Poluição e degradação dos recursos
Conteúdo: derrame de petróleo


O vazamento de crude que há 14 dias se mantém ao largo da costa do Rio de Janeiro, Brasil, pode ser bem maior do que o declarado pela empresa norte-americana Chevron, que explora o campo petrolífero palco do problema.

O derrame começou no dia 7 de Novembro e, segundo a Chevron, terá implicado a libertação de 650 barris de crude, a partir do fundo do mar, no campo petrolífero Frade - localizado na bacia de Campos, responsável pela maior parte da produção brasileira de petróleo.

A Agência Nacional de Petróleo tem, no entanto, outras contas. O seu presidente, Haroldo Lima, terá feito uma estimativa de 3,3 mil barris, segundo o jornal brasileiro “O Globo”. Um geólogo ligado à organização não-governamental SkyTruth, John Amos, fala em 3,7 mil barris, ainda segundo “O Globo”.

Numa nota difundida na quinta-feira, a Chevron afirma que a fuga estava reduzida a “um gotejamento ocasional”. A empresa está a proceder à cimentação do poço e à contenção da mancha de petróleo que está à superfície, e que a Chevron estima não ultrapassar os 65 barris de petróleo. O campo Frade, agora com a exploração suspensa, produz diariamente 79.000 barris de petróleo.

A mancha encontra-se a 120 quilómetros do litoral do Rio de Janeiro e a afastar-se da costa, segundo a Chevron.

O secretário estadual de Ambiente, Carlos Minc, afirma porém que o problema não está controlado. “A mancha é muito grande e o óleo continua vazando”, afirmou, citado por “O Globo”. Minc afirmou que a Chevron está sujetia a “uma multa muito rigorosa”, pela poluição provocada e por alegadamente estar a sonegar informação.

Fonte: http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1521618
Pesquisadora: Catarina Ribeiro

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