"O monge que se transformou no pai da genética
Gregor Mendel nasceu há 184 anos e iniciou as suas experiências com ervilhas
De volta ao mosteiro, iniciou as experiências no jardim que estava sob sua responsabilidade, decidindo cruzar e produzir híbridos de plantas com características distintas: ervilhas amarelas com ervilhas verdes; plantas altas com plantas anãs … Durante sete anos, entre 1856 e 1863, realizou centenas de cruzamentos entre plantas de características diferentes, embora da mesma espécie, e observou os resultados surpreendentes. Ou seja, constatou que as características obtidas não se diluíam nem tão pouco resultavam em meio termo: o rebento híbrido de uma planta alta e de uma anã era sempre alto e não de tamanho médio.
As descobertas científicas foram, contudo, ignoradas pelos seus contemporâneos. Nem mesmo os dois grandes trabalhos que publicou na altura – «Ensaios com Plantas Híbridas» e «Hierácias obtidas pela fecundação artificial» – obtiveram qualquer tipo de reconhecimento. Actualmente, estas obras são clássicos e as leis da hereditariedade adquiririam o seu nome, sendo conhecidas como as Leis de Mendel.
O trabalho científico do monge austríaco foi o primeiro passo para perceber por que é que um filho pode ter os olhos do pai e o nariz da mãe. É que, tal como ficou provado com as ervilhas, as características físicas de uma geração são transmitidas às gerações seguintes… Mas também foi a origem da capacidade do homem em modificar o gene de uma planta, por exemplo, de forma a torná-la mais resistentes às pragas: os transgénicos.
O reconhecimento, tal como aconteceu com a maioria dos génios da História, veio depois da sua morte (6 de Janeiro de 1884), no início do século XX, quando outros investigadores confirmaram as teorias de Gregor Mendel. Só nessa altura a justiça foi feita e foi-lhe dado o título de pai da genética."
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