terça-feira, 15 de novembro de 2011

Novo aparelho de teste de diabetes usa lágrimas ao invés de sangue


Ficha de leitura nº5

Unidade: Imunidade e Controlo de Doenças
Assunto: Diabetes


Há muito tempo que pesquisadores e médicos buscam uma forma indolor de testar o nível de açúcar no sangue. Estudiosos da Universidade de Michigan (EUA) podem estar chegando perto dessa descoberta. Eles desenvolveram um aparelho sensor que detecta níveis diluídos de açúcar em lágrimas.

Pesquisadora: Daniela Carvalho

Fonte: http://boasaude.uol.com.br/news/index.cfm?news_id=9469&mode=browse


A diabetes é uma doença que causa aumentos anormais dos níveis de açúcar no sangue – seja porque ela faz com que o pâncreas pare de produzir a insulina (que regula a glicose no sangue) ou porque faz com que células do corpo se tornem resistentes à insulina, sendo incapazes de absorver esse açúcar. Dependendo do caso, um paciente pode precisar checar o nível dessa substância até mesmo dez vezes em um único dia, já que essa taxa pode flutuar muito ao longo de 24 horas.

A demanda para testes feitos sem sangue é alta. A idéia de utilizar lágrimas surgiu pela primeira vez em 1937, por ser uma técnica mais confortável para o paciente. Mas a logística de se trabalhar com esse fluído impediu avanços.

“Os principais desafios são a evaporação, concentração mais baixa de glicose em lágrimas do que em sangue, menor volume – tem muito mais sangue do que fluído de lágrima – e a não estimulação do olho; não esfregá-lo”, explica Jeffrey LaBelle, engenheiro envolvido no estudo.

O Dr. George Grunberger, da Associação Americana de Endocrinologistas Clínicos, explica que “essa é uma área extremamente quente. As pessoas vêm tentando ler a glicose através da pele, através de medidores ligados ao lóbulo da orelha. Já houveram máquinas no mercado, mas elas tiveram que ser retiradas por inconfiabilidade e má reprodutividade”.

Como a base do planejamento dos cuidados com a diabete é feita a partir de amostras de glicose no sangue, os exames são extremamente necessários e é importante que eles possam ser considerados seguros e eficientes. Por isso, apesar dos avanços recentes nos testes com lágrimas, pode levar algum tempo até que essa tecnologia esteja disponível no mercado.

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